• by Brunelson

The Who: quais eram os bateristas preferidos de Keith Moon?


O lendário baterista do THE WHO, Keith Moon, era único em todos os sentidos - para o melhor e pior.

Ele continua sendo um personagem que o rock sente muita falta, mesmo décadas depois de sua prematura morte com apenas 32 anos de idade em 1978.

Moon era conhecido pelo seu lado selvagem e sua habilidade animalesca de tocar bateria, mais do que ser uma pessoa agradável para se conversar numa sala.


E era raro que Moon fosse elogioso sobre algum dos seus contemporâneos, no entanto, houveram alguns bateristas que foram exceção à regra e seriam verbalizados pelo baterista do THE WHO.

Devido ao seu estilo pioneiro em tocar bateria, Keith Moon não passou a infância sonhando acordado emulando os seus ícones de bateria e a maioria dos bateristas pelos quais sentia indiferença. Ele pode ter ganhado o apelido indesejável de "Moon The Loon", depois de alguns atos de deboche, travessuras e pegadinhas, mas não devemos esquecer que ele era uma fera indomável por trás da bateria.

Na maioria das vezes, Moon descobriu que o seu talento foi negligenciado durante sua vida, puramente por causa de sua técnica não convencional que parecia substituir tudo o que ele fazia. Não restringido por padrões ou tempos rigorosos, ele sempre deixou a música correr livremente pelos seus braços e pernas, se expressando da forma mais sucinta que pôde.

Ou, como o próprio Moon disse, ele era “o melhor baterista do tipo Keith Moon do mundo”.

Com certeza diferente dos bateristas mais conceituados porque não possuía aquela "grande técnica" de um músico ensinado numa escola de artes e música, em vez disso, tocava com uma ferocidade de um polvo saltitante que o diferenciava dos bateristas da época que vinham de uma formação orientada pelo jazz.

Moon provou que havia outra maneira de fazer as coisas, não sendo convencional no palco e ainda sendo mais atípico quando pisava fora dele. O baterista do THE WHO tocava de acordo com o seu próprio livro de regras e o impacto que ele teve na bateria é imensurável graças a ele acidentalmente calçando uma maneira completamente nova de tocar o instrumento.

Em 1971, a revista Rolling Stone tentou entender exatamente o homem por trás de todas essas aventuras clichês do rock 'n' roll, mas eles se depararam com um Keith Moon em outro dos seus humores brincalhões em vez de um lado mais reflexivo.

Quando o entrevistador o pressionou sobre quem ou o que o fez ficar atrás de uma bateria, a resposta de Moon foi um mundo longe da poesia: “Jesus Cristo... Acho que ganhei uma bateria grátis de um sorteio de um pacote de flocos de milho”, ele brincou, antes de acrescentar inexplicavelmente: “Mas não, solos de bateria são chatos pra caralho. Qualquer tipo de solo é, porque diminui a identidade do grupo”.

Com Moon dessa forma, é um mistério como o jornalista conseguiu "caçá-lo" o suficiente para provocar uma resposta profunda sobre os bateristas que ele admirava.

“Não são muitos... D. J. Fontana (baterista original de Elvis Presley) é um deles. Vamos ver, os bateristas que eu respeito são Eric Delaney e Bob Henrit por diferentes razões. Tecnicamente, Joe Morello é perfeito, mas eu realmente não tenho nenhum baterista preferido. Eu tenho partes de bateria favoritas de cada um e é isso... Eu nunca colocaria um disco para ouvir e diria que tudo o que o baterista fez eu amei, porque isso não é verdade”.

Descrever Joe Morello como sendo “perfeito” do ponto de vista técnico é o maior elogio que você poderia receber de Keith Moon. Por trás de toda a fachada, Moon era um baterista obsessivo que adorava o instrumento e tudo o que era possível fazer com a bateria, mas ele também era uma pessoa difícil de se impressionar, então, qualquer pessoa afortunada que ele nomeasse deveria ter ficado exultante com a notícia.

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