Stevie Ray Vaughan: quando se deparou com uma cascavel em sua própria casa e atirou nela com uma Magnum 357
by Brunelson
4 de jan.
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Atualizado: 7 de jan.
“Enquanto vivo, não havia ninguém melhor do que ele nesse planeta”, disse o guitarrista Eric Clapton uma vez, explorando a natureza negligenciada de um talento tão óbvio quanto do guitarrista Stevie Ray Vaughan.
Esse é um nome que sempre irá parecer natural se colocado na mesma categoria de outros heróis da guitarra. Mesmo assim, Vaughan parecia ocupar seu próprio espaço, distinto no poder de parecer tocar sem esforço nenhum e com um charme à espreita nas linhas de cada nota que emitia.
Vaughan tocava guitarra em bandas locais desde os 12 anos de idade, mas ele sempre exalou uma confiança firme e tranquila que muitos geralmente constroem somente com o passar do tempo. Desde o início, ele era alguém que explodiria em uma força, aprendendo com os melhores nomes da guitarra como Muddy Waters e Jimi Hendrix, antes de se ramificar em sua própria marca de pura excelência.
Ele era dedicado e comprometido, o que sempre funciona bem nos primeiros anos quando você está encontrando seu lugar e aprendendo que tipo de músico você quer ser, mas Vaughan não demorou muito para se tornar eletrizante.
Durante a década de 80, Vaughan chamou a atenção de lendas, incluindo David Bowie, que viu sua apresentação no Montreaux Jazz Festival e decidiu que ele era o cara para aprimorar sua obra na canção "Let’s Dance" de 1983.
Outros guitarristas reverenciados, como Clapton, admiravam Vaughan porque ele parecia atingir a única coisa que muitos passam anos tentando aperfeiçoar: estabelecer a intersecção entre a tradição autêntica do blues aos aspectos inovadores do rock, tudo sem esforço nenhum. Como Clapton refletiu uma vez: "A pior coisa pra mim era que Stevie Ray Vaughan estava sóbrio há 03 anos e estava no auge quando veio a falecer".
O que tornou Vaughan ainda mais cativante foi que sua grande personalidade não eclipsou seu talento, da forma como ele frequentemente navegava em entrevistas com anedotas quase inacreditáveis ou fragmentos de inspiração por trás de algumas das maiores músicas de todos os tempos.
E dentre essas anedotas, ele revelou uma vez que teve uma experiência de quase morte ao querer pegar um papel em uma gaveta na sua própria casa: “Eu queria pegar um pedaço de papel que estava dentro de uma gaveta na minha casa, não uma cobra”.
Quando o entrevistador sugeriu que esse "pedaço de papel" tinha 01 metro e meio de comprimento, ele respondeu “no mínimo”, antes de revelar que era uma cobra cascavel, uma das mais venenosas e mais mortais que você pode encontrar: “Eu atirei nela pelo menos umas 04 vezes com uma Magnum 357. Não acertei nenhum tiro, ela ficou brava, saiu da gaveta e voltou para debaixo da minha casa”.
Assim como era sua maneira única de tocar guitarra, suas histórias parecem precisas e intrincadas com uma pitada de perigo, com uma seriedade e autenticidade evidentes que tornam qualquer superficialidade obsoleta.
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