• by Brunelson

Dave Grohl: admitindo a influência da banda Husker Du no som do Foo Fighters


Dave Grohl comentou sobre a influência do vocalista/guitarrista da banda HUSKER DU, Bob Mould (foto), em sua carreira musical - em entrevista para o programa My Planet Rocks.

* Dave Grohl: perguntado como ele reage quando ouve uma música do Nirvana


Seguem alguns trechos:

Dave Grohl: Como músico, é isso que eu respeito nas bandas que amo, tipo, uma banda como o LED ZEPPELIN ou BEATLES, grupos que não ficaram apenas no mesmo lugar, você me entende? Eles realmente se esticaram, fizeram outras coisas e forçaram os limites.

Grohl: E Bob Mould do HUSKER DU é um grande letrista, onde me conectei pessoalmente e emocionalmente às suas letras, sendo que ainda sou um fã de longa data dele. A sua música também significa muito pra mim, onde a referenciei em algumas canções do FOO FIGHTERS ao longo da carreira.

Grohl: Me lembro da primeira vez que conheci Bob Mould quando era jovem. Subi no palco durante um show do HUSKER DU e mergulhei na plateia na frente dele muitas vezes naquela noite, mas na primeira vez que fomos formalmente apresentados, fiquei nervoso porque ele é um dos meus heróis.

Grohl: E eu tive que lhe dizer: "Ah, cara, você é uma inspiração pra mim e eu peguei várias coisas suas e coloquei no som do FOO FIGHTERS durante anos". E tudo o que ele me disse foi: "Eu sei, eu sei..."

Jornalista: Eu li que desta vez você queria fazer um disco de festa com o álbum "Medicine at Midnight" (10º disco, 2021). O que estava por trás disso?

Dave Grohl: Só fazemos o que parece certo no momento e não temos ninguém tomando decisões por nós, pois sempre trabalhamos dessa forma e seguimos o nosso instinto. E sabendo que em 2020 seria o nosso 25º aniversário e este seria o nosso 10º álbum, eu meio que fiz um balanço de nossa história.

Grohl: Olhei para trás - para o que tínhamos feito - e todos os diferentes tipos de música que fizemos e a extensão de dinâmica, e percebi que a única coisa que realmente não tínhamos feito era tornar este groove orientado dessa forma que fizemos, quase como um álbum dançante, que era uma coisa que não tínhamos feito antes...

Grohl: Se você olhar para trás, para Little Richard e Elvis Presley, aquelas músicas foram feitas para fazer você se mover e dançar. Assim como as canções do LED ZEPPELIN, ROLLING STONES, BEATLES e David Bowie.

Grohl: Então, eu pensei: "Ok, talvez devêssemos tentar fazer algo assim também". Agora, como baterista, estou sempre interessado e aprecio uma boa batida, um bom ritmo e essa era a minha intenção. Foi como: "Certo, vamos fazer isso mesmo". Até conversei com Omar Hakim, o baterista que tocou bateria no disco "Let’s Dance" de David Bowie e eu meio que perguntei essas coisas a ele.

Grohl: Tipo: "Como vocês fizeram aquilo? Como funcionou daquele jeito?" E ele me disse: "Bom, nós entramos num estúdio, tocamos as músicas, apertamos o botão de 'gravar' e esse é David Bowie". E eu lhe respondi: "Oh, Deus, eu gostaria que pudéssemos fazer isso também".

Grohl: Mas eu pensei: "Por ser algo que nunca fizemos, é por isso que devemos fazer e devemos fazer isso agora", tipo, não apenas para explorar, mas também para encontrar algo novo, para nos surpreendermos e encontrarmos alguma nova recompensa, como: "Podemos fazer isso? Ótimo, já podemos retirar isso da nossa lista então".

Grohl: A primeira música que gravamos foi "Making a Fire", que na verdade é a primeira música do álbum e sentimos que era o lugar perfeito para começar. Me lembro de ter pensado: "Aí sim!"

Grohl: Quero dizer, o groove nessa música é quase como uma espécie de batida break de um DJ, sabe? Tínhamos tocado em algo que não havíamos necessariamente feito antes e havia outras músicas que soavam muito familiares ou parecidas com o FOO FIGHTERS, então, nós as descartamos e continuamos nos movendo neste novo sentido, o que foi realmente emocionante.

Grohl: Sentávamos para gravar alguma coisa e não fazíamos ideia de como iria acabar, e no final do dia, olhávamos um para o outro e apenas sorríamos ou dávamos gargalhadas, como se tivéssemos nos surpreendido... Essa foi a nossa verdadeira intenção.

Grohl: Também devemos lembrar do nosso produtor, Greg Kurstin. Ele é genial e posso dizer honestamente que ele é o músico/produtor mais brilhante que já conheci em toda a minha vida.

Grohl: Quando você está trabalhando com Greg, você pode fazer qualquer coisa e se você tiver alguma ideia, mesmo que seja apenas conceitual ou um riff específico, você pode falar: "Eu gostaria de tentar isso daqui", e ele deixa você tentar.

Grohl: Além de produtor, ele é um músico de jazz que cresceu amando o punk rock, então, se você jogar pra ele um osso punk, ele vai pegar e sair correndo com ele.

Greg Kurstin também havia produzido o álbum anterior do FOO FIGHTERS, "Concrete and Gold" (9º disco, 2017).


Confira o áudio de estúdio da música "Dear Rosemary" do FOO FIGHTERS, que conta com a participação vocal de Bob Mould na gravação (7º disco, "Wasting Light", 2011):


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