Revista Metal Hammer: trechos da matéria sobre o Stone Temple Pilots de 1994

June 7, 2019

 

STONE TEMPLE PILOTS tem publicado alguns posts em rede social, para lembrar do aniversário de 25 anos do 2º álbum de estúdio, "Purple" (1994), que foi lançado exatamente na data de hoje (07/06/19).

 

O disco "Purple" é sem dúvida o álbum mais aclamado da banda, com o grupo apresentando as suas influências do LED ZEPPELIN através de várias músicas que fizeram sucesso e são figurinhas carimbadas nos shows da banda.

 

A gravação desse disco foi realizada em uma época tumultuada para o STONE TEMPLE PILOTS, assim como a revista Metal Hammer havia publicado na edição de Julho de 1994 (foto), entrevistando e documentando a produção deste álbum.

 

Seguem alguns trechos:

 

De volta ao início da entrevista, primeiro falei com o baterista Eric Kretz, depois com o baixista Robert DeLeo. Ambos deram a impressão de que o clima na banda era ótimo e que não havia problemas. 

 

Na entrevista subsequente com o vocalista Scott Weiland, tive uma ideia totalmente diferente. 

 

Estamos conversando sobre as letras do novo single, a canção "Vasoline", que descreve o sentimento de impotência. 

 

Weiland falou: “É sobre os poderes ao seu redor. Sem dúvida, a mídia é também uma parte desta máquina, assim como a indústria da música. Eu queria capturar o sentimento de desespero se tornando uma coisa cativa em nosso meio. Eu não sei se Robert e Eric mencionaram isso, mas nós estamos se falando novamente depois de um tempo. Passamos por problemas pessoais e dentro da banda por um longo tempo. É inacreditável que tenhamos conseguido fazer este álbum, porque eu acho que as tensões tiveram um efeito positivo nos aspectos artísticos dele... Criamos muito ressentimentos uns com os outros durante este tempo que passou. Quando você está com problemas, muitas vezes você se encontra preso dentro de si mesmo, sabe? Adicione isso a pressão externa... Esse é um momento estranho para fazer uma entrevista, porque foi ontem que falei com Robert de novo pela 1ª vez desde que voltamos de Atlanta e eu ainda não disse uma palavra com Dean DeLeo (guitarrista). Nós estávamos tomando decisões fazendo com que cada membro da banda falasse com o nosso empresário individualmente. Definitivamente, há uma falta de comunicação".

 

Robert DeLeo e Scott Weiland são parceiros de composições há 08 anos, mas o relacionamento deles chegou a um ponto baixo agora. 

 

Weiland continuou, com uma franqueza admirável: “Por algum motivo maravilhoso, musicalmente estamos todos no mesmo nível e eu não faço ideia de como aquilo aconteceu. Ainda assim, espero que as coisas fiquem melhores, porque não tem como ficar muito pior”. 

 

Na verdade, seria uma vergonha para o álbum recém-lançado, que, sem dúvida, tem todos os ingredientes para ser um clássico do rock. Além disso, somente bandas gigantes como o ROLLING STONES pediram ao STONE TEMPLE PILOTS para que fosse a banda de abertura no início de carreira. Mas antes que isso aconteça, as tensões e problemas que foram construídos devem ser resolvidos.

 

Weiland complementou: “Quase chegamos ao ponto em que paramos a gravação desse disco para voar de volta a Los Angeles. Foi quando o nosso produtor, Brendan O'Brien, nos telefonou e disse: 'Gravamos algumas músicas inacreditáveis, mas não posso continuar nessas circunstâncias. Ou vocês vão começar a se falar novamente, ou eu vou fazer as malas e ir para casa'". 

 

Foi quando eles se reagruparam e com isso evitaram o que certamente seria o fim do STONE TEMPLE PILOTS. Esse tipo de problema de egos não é novidade na história do rock'n roll. De bandas como SLAYER a SKID ROW, dos BEATLES ao ROLLING STONES, tem havido brigas na banda e muitas vezes esses problemas levaram esses grupos mais longe em suas carreiras.

 

É também o que Scott Weiland espera, mas serão necessárias pelo menos algumas sessões desconfortáveis antes que isso aconteça: 

 

Weiland ponderou, quando foi perguntado se era difícil lidar com 02 irmãos na mesma banda (baixista e guitarrista): “Ontem eu disse à minha noiva: 'Eu não sei se quero mais sair em turnê com os caras da banda'. Sim, eles têm dificuldade em falar sobre os nossos problemas. Ambos são tão teimosos, mas também acho que é algum tipo de mecanismo de defesa contra a minha própria personalidade forte, mas eu não estou nem perto de ser tão inflamável quanto eles pensam. Realmente amo esses caras e é um grande passo a frente que Robert e eu possamos nos sentar na mesma sala novamente e rir juntos - isso não acontecia há meses. Eu posso sentir raiva e ódio contra Robert e Dean em algum momento, mas quando os ouço tocar, fico novamente totalmente emocionado”.

 

As tensões entre os membros da banda obviamente influenciaram as letras de Scott. 

 

Weiland finalizou: “Porque eu estava totalmente sozinho, afastado do resto do grupo enquanto gravávamos, me escondia neste pequeno apartamento todas as noites e escrevia e escrevia. É assim que algumas coisas ficaram claras para mim e elas se transformaram em letras musicais. Eles me ajudaram a lidar com os meus problemas e é por isso que as letras neste disco são algo especial para mim”.

 

Confira o videoclipe da canção citada nesta matéria, "Vasoline":

 

 

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