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  • by Brunelson

Neil Young: o produtor que ele chamou de "gênio"


Desde que desembarcou nos EUA durante a década de 60 em busca de estabelecer uma carreira musical, Neil Young teve a sorte de trabalhar com muitos grandes nomes.


Todos, de David Crosby a PEARL JAM, estão listados como parceiros musicais e até hoje, se for para Young estar no estúdio com uma mente talentosa junto com ele, ainda irá lhe despertar criatividades musicais.

Embora Young seja capaz de trabalhar sozinho na frente do palco em suas apresentações, o músico canadense também provou que é tão talentoso ao aprimorar o seu som quando vai gravar um novo álbum no estúdio. No entanto, embora Young tenha conquistado o direito de controlar a mesa de mixagem de cada um dos seus discos, a noção de colaboração ainda o entusiasma e ele gosta de trabalhar com pessoas que pensam como ele.

Em 1997, Young se uniu pela primeira vez ao super produtor, Rick Rubin, e embora aquelas canções não tenham visto a luz do dia, foi uma experiência que ele realmente gostou. Assim como um desejo recalcado no inconsciente, 25 anos depois, Young foi para a praia de Malibu na California, residência de Rubin, para gravar um novo álbum de estúdio, "World Record" (43º disco, 2022), que Young descreveu como “tão fácil de fazer” devido aos métodos perfeitos do produtor.


Assim como qualquer profissional, as opiniões sobre Rubin se dividem, mas os seus métodos pouco ortodoxos funcionam, por isso que ele já trabalhou com todos, de Johnny Cash, RED HOT CHILI PEPPERS a Lana Del Rey. Durante uma entrevista, Rubin afirmou: “Não tenho habilidade técnica em nenhum instrumento e não sei nada sobre música”. Ao ser questionado sobre o seu talento, o produtor respondeu: “Bom, eu sei do que gosto e do que não gosto. E sou decisivo sobre o que gosto e o que não gosto”.

Young compensou a falta de habilidade técnica de Rubin em instrumentos musicais, pela energia transmitida de Rubin que foi tudo que Young precisou para criar. Relembrando do processo de gravação do álbum "World Record" ao lado de Rubin, o cantor e compositor disse numa entrevista para a revista The New Yorker: “Fazemos crônicas das coisas, quero dizer, eu faço crônicas de uma experiência. Eu toco as músicas e nós fazemos tudo isso ao vivo, onde tudo acontece e capturamos dessa forma. Rick Rubin é um gênio. É tão fácil, porque ele adora música e você não vai encontrar uma pessoa que ame mais música do que Rubin”.

“Ele se dedica a preservá-la. Se você fala sobre um ambientalista tentando salvar o planeta Terra, então, ele é um mentalista musical sobre o assunto”, continuou Young. “É assim que ele vê a música e isso é ótimo. Ele está apenas vivendo isso... Rubin produziu alguns álbuns muito legais em outros gêneros musicais, mas para ele são todos a mesma coisa. É tudo sobre música”.

Young concluiu: “Trabalhamos nesse disco juntos todos os dias, sentados no sofá, ouvindo as coisas e fazendo mudanças. Assim que começávamos a ficar cansados, a gente ia embora, simples assim. Não trabalhamos duro, trabalhamos até termos feito alguma coisa e quando nos sentíamos bem com o quão longe tínhamos chegado, íamos embora e voltávamos no dia seguinte. Ele está no fluxo das coisas e é assim que ele gosta de viver a sua vida, não importa o que esteja fazendo. Temos muito em comum nesse aspecto”.

Embora Young e Rubin tenham habilidades opostas, é exatamente por isso que eles formam uma dupla tão atraente. Se ambos se especializassem nas mesmas áreas, haveria um conflito criativo, mas em vez disso, as diferenças da dupla provaram ser uma receita para o sucesso.










"Love Earth" (Disco: "World Record")


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