Alice in Chains: singela resenha sobre a música “Angry Chair”

December 27, 2017

Uma ferida amarrada do vocalista Layne Staley em mente e melodia, sincopada a um riff bem enrolado da guitarra de Jerry Cantrell, ambos nos rodeando com uma corda que vai amarrando vagarosamente cada vez mais e mais forte - até ficarmos presos sentado numa cadeira.

 

A canção "Angry Chair" do ALICE IN CHAINS, lançada há 25 anos como um dos singles do clássico álbum “Dirt” (3º trabalho de estúdio, 1992), no decorrer dos anos não afrouxou nem um pouco as suas cordas e continua chiando em eletrocussão.

 

Layne Staley escreveu as letras e compôs esta que é uma das melhores e mais conhecidas canções do ALICE IN CHAINS. Sobre um ritmo frouxo e flexível, Cantrell faz riffs como uma cobra afundando os dentes na asfixia de Staley, em um quarto escuro com "velas vermelhas" em sua "prisão corporativa", onde Staley canta: "Sombras dançando em todos os lugares / Queimando na cadeira raivosa".

 

Muitas das músicas do ALICE IN CHAINS nos dominaram ao longo dos anos e "Angry Chair" remonta ao tema do primeiro hit da banda, mais parecendo uma sequência da clássica música que fez o grupo ficar conhecido no mundo inteiro, "Man in The Box" (lançada no 1º álbum de estúdio, “Facelift”, 1990). Sendo outro prisioneiro agarrando a sua última compreensão da realidade, Layne admite o seu erro, cantando: "O menino cometeu um erro / Nuvem rosa agora se transformou em cinza".

 

Logo depois ele está olhando para a religião como a sua última chance, cantando: "Fique de joelhos e ore menino", mas provavelmente já é tarde demais quando ele canta linhas de desesperança, como: "Perdi a cabeça / Mas não me importo" e "Tão pouca esperança que eu morri".

 

Embora pareça extremamente pessoal, Staley ainda reconhece que ele não é o único a sentir essa dor, enquanto canta: "Prisão corporativa / Nós estamos / Sou um menino aborrecido / Trabalho o dia todo / Então, estou amarrado de qualquer maneira". Aqui, referenciando os negócios da indústria da música e a banda que o rodeia, ele não faz parte de um homem contra o mundo, mas apenas demonstrando a sensação do grupo em relação às flechadas do mainstream.

 

Enterrado como a penúltima canção do disco, “Angry Chair” se associa com a clássica música que finaliza o álbum, "Would", para formar, talvez, as melhores 02 últimas canções de qualquer álbum na história do rock - assim como assentou o lugar digno do ALICE IN CHAINS ao leque das bandas imortais.

 

Confira o clássico vídeo clipe da música "Angry Chair" e que foi febre na MTV nos anos 90:

 

 

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