Stone Temple Pilots: entrevista épica de Scott 01 mês antes da sua morte

December 15, 2017

 

O site Alternative Nation havia entrevistado em Novembro/2015 o vocalista original do STONE TEMPLE PILOTS, Scott Weiland, somente 01 mês antes da sua morte. A entrevista ocorreu exatamente no local onde Weiland foi encontrado morto devido a uma overdose de cocaína, no seu “quarto” do ônibus de turnê da sua banda na época, THE WILDABOUTS.

 

Lembrando que em 2013 Weiland havia sido demitido do STONE TEMPLE PILOTS após a banda ter retornado do seu hiato em 2008 (desde 2003 separada).

 

Na entrevista, Weiland falou sobre vários assuntos, como da época em que o STONE TEMPLE PILOTS era banda de garagem, de quando o grunge explodiu no começo dos anos 90, um pouco dos álbuns de estúdio, sobre o VELVET REVOLVER, da sua banda atual, carreira solo e muito mais.

 

Segue somente alguns trechos dessa entrevista, com ênfase no STONE TEMPLE PILOTS:

 

 

Jornalista: Então, quando o STONE TEMPLE PILOTS se formou em 1989, uma história que eu ouvi é que a 1ª música que você escreveu foi "Where The River Goes" (lançada no álbum de estréia, “Core”, 1992). Também sabemos de algumas demos que acabaram não entrando no 1º disco do STONE TEMPLE PILOTS, como as canções "Dirty Dog", “Scary Area”, “Drop That Funk” e “Only Dying”. Algumas delas são no estilo funk rock...

 

Scott Weiland: Sim, ainda eram músicas de quando a banda se chamava MIGHTY JOE YOUNG, sendo que logo depois mudamos o nome para STONE TEMPLE PILOTS. Dean DeLeo foi o último a entrar na banda (guitarrista) e o nome ainda era MIGHTY JOE YOUNG, e foi quando nós também fomos contratados pela gravadora. Tivemos que mudar o nome por causa do artista blues de Chicago, chamado Mighty Joe Young.

 

 

Jornalista: Sim, felizmente vocês não resolveram ficar com o nome SHIRLEY TEMPLE PUSSY antes de decidirem por STONE TEMPLE PILOTS... Poderia não ter funcionado tão bem.

 

Scott: Foi só para rir por alguns minutos. Estávamos pensando em nomes que se encaixassem na sigla STP.

 

 

Jornalista: Eu não acho que teria funcionado politicamente correto nos dias de hoje.

 

Scott: Pois é, o que é lamentável, porque tudo tem que ser meio Disneylandia.

 

 

Jornalista: Eu sempre falo isso quando as pessoas comentam, tipo: "O STONE TEMPLE PILOTS fazia um som totalmente diferente de quando era banda de garagem". Mas as canções "Wicked Garden" (lançada no álbum de estréia) e "Only Dying" estão na demo do MIGHTY JOE YOUNG, assim como outras do tipo. Como vocês foram se moldando para compor essas músicas?

 

Scott: Sim, começou com a canção "Where The River Goes". Dean apareceu para o nosso 1º ensaio e trouxe essa música com ele. No começo, era uma guitarra limpa sem distorção, então nós pedimos para deixar a guitarra com distorção e passou de um riff meio THE CURE para um riff meio LED ZEPPELIN.

 

Confira o áudio da canção "Where The River Goes":

 

 

Jornalista: E quanto a canção "Only Dying"? Por que vocês nunca voltaram a grava-la? Eu sei da história sobre a morte do ator Brandon Lee no set de filmagem do filme “O Corvo” (1994) e que essa música iria fazer parte da trilha sonora, por isso que ela não foi lançada nem no filme (devido ao título em relação ao sinistro ocorrido. A música fornecida pela banda para substituir foi "Big Empty", lançada no 2º disco). Mas por que vocês nunca refizeram uma nova versão de estúdio dela? (Posteriormente, essa música foi lançada no box de relançamento do álbum “Core” agora em Setembro/2017, para comemorar os 25 anos de lançamento do disco).

 

Scott: Não sei... Foi composta antes de Brandon Lee morrer.

 

 

Jornalista: Quando?

 

Scott: Em 1990.

 

Confira o áudio da música "Only Dying" e que ficou de fora do álbum de estréia:

 

 

 

Jornalista: E quando você se familiarizou com algumas das maiores bandas da era grunge como o SOUNDGARDEN, NIRVANA, PEARL JAM, ALICE IN CHAINS e SMASHING PUMPKINS? Eu ouvi uma história sobre você ter escutado o SOUNDGARDEN pela 1ª vez quando eles ainda estavam no selo independente da SST Records. Isso é verdade?

 

Scott: Na verdade foi um pouco antes disso, quando eles ainda estavam na Sub Pop (lendário selo independente de Seattle). Eu era um membro alistado da Sub Pop e todos os meses costumava receber pelo correio vários singles das bandas associadas ao selo, sabe? Eu assisti 01 show do NIRVANA em 1989 ou 1990, no clube noturno em Hollywood chamado Raji’s.

 

 

Jornalista: Nossa! Então você chegou a ver o NIRVANA nessa época? Você conheceu Kurt Cobain ou Krist Novoselic (baixista) pessoalmente?

 

Scott: Não, não... Eu não era um artista conhecido nessa época, mas costumávamos tocar no Raji's o tempo todo também.

 

 

Jornalista: Falando sobre as bandas grunge e isso sempre me irrita quando eu leio resenhas do tipo, quais foram os seus pensamentos iniciais quando a mídia comparava insatisfatoriamente o STONE TEMPLE PILOTS com algumas delas, depois que vocês lançaram o 1º álbum de estúdio?

 

Scott: Nos primeiros dias eu não me interessava tanto, porque senti que fazíamos parte do 1º movimento real do rock'n roll desde o final dos anos 70, quando o punk rock surgiu. O grunge aproveitou as conotações sociopolíticas e a cultura pop da época, mas com certeza tinha uma boa vibração... Quero dizer, o grunge também influenciou a moda e foi um movimento enorme e gigante, sabe? Mas depois disso, a mídia queria que fôssemos uma banda que mudasse o nosso estilo de som para que não ficassem nos comparando com as bandas de Seattle e nós estávamos realmente mudando o nosso som. Não por causa da mídia, mas porque era o que realmente queríamos fazer na época... Consigo enxergar uma mudança do álbum “Core” para o nosso 2º disco, “Purple” (1994), e especialmente depois para o nosso 3º álbum, “Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop” (1996), onde fizemos um disco com um verdadeiro som de garagem.

 

Confira o áudio da canção "Pop's Love Suicide", lançada neste 3º álbum de estúdio:

 

 

 

Jornalista: O 5º álbum de vocês, “Shangri-la Dee Da” (2001), é o mais experimental de todos.

 

Scott: Ah, sim. Com certeza.

 

 

Jornalista: Às vezes eu mostro as músicas "A Song For Sleeping" e "Hello It's Late" (ambas lançadas no disco “Shangri-la Dee Da”) para os meus amigos, depois de terem escutado a canção "Dead & Bloated" (lançada no 1º álbum), e alguns nem sequer imaginam que é a mesma banda tocando, de modo que provam o seu poder de permanência.

 

Scott: Ou a música "Bi-Polar Bear" (também lançada no disco “Shangri-la Dee Da”).

 

 

Jornalista: Você sabe, eu realmente vou pular essa parte para mais tarde, porque é um assunto diferente.

 

Scott: Bem, na verdade não é, porque eu sou bipolar.

 

 

Jornalista: Então eu vou perguntar sobre isso agora. Antes de realizar essa entrevista com você, eu estava na casa de um amigo meu cuja mãe dele é bipolar e nós estávamos conversando sobre isso, de que eu iria entrevistar você hoje à noite. Na canção "Bi-Polar Bear" há letras como: "Deixei os meus medicamentos na pia hoje / A minha cabeça vai estar correndo no horário do almoço". É uma das canções do STONE TEMPLE PILOTS mais subestimadas para mim e amei quando vocês tocaram essa música num show alguns anos atrás quando você ainda estava na banda, mas infelizmente não tocaram no show que eu fui ver... Como você lida com o seu transtorno bipolar e como você lidou com isso ao longo dos anos? Alguma vez foi melhor ou pior não ter tomado os seus remédios em certos momentos?

 

Scott: Houve certos medicamentos que eu tomei durante um longo período na minha vida, até que eles deixaram de funcionar. Depois, eu comecei a tomar um conjunto diferente de remédios que eram doses muito altas e que afetaram alguns dos shows que eu fiz com o STONE TEMPLE PILOTS, mas agora eu estou tomando a dose certa.

 

Confira o áudio da canção "Bi-Polar Bear":

 

 

Jornalista: Eu escuto histórias dos fãs e de outras pessoas, mas gostaria de saber o seu lado sobre isso. Como o transtorno bipolar afeta a sua personalidade quando você está falando com amigos ou quando você conhece pessoas estranhas, como os fãs?

 

Scott: Eu não gosto de conhecer pessoas estranhas assim, de qualquer maneira. Eu não sou esse tipo de cara.

 

 

Jornalista: Eu digo por mim mesmo, porque a minha ansiedade estava muito alta antes de chegar aqui para entrevista-lo. Então agora, você se sente num lugar melhor quando está lidando com essa questão?

 

Scott: Ah, sim, com certeza.

 

 

Jornalista: Isso é muito bom de se ouvir... Voltando ao início dos anos 90, quando você estava no STONE TEMPLE PILOTS você chegou a tocar com Jerry Cantrell algumas vezes (guitarrista do ALICE IN CHAINS) e com o ALICE IN CHAINS em 2007 quando eles também haviam retornado do seu hiato - cantando a clássica música do ALICE IN CHAINS, "Angry Chair". Existem outras colaborações que você gostaria de fazer com os seus contemporâneos?

 

Scott: Eu adoraria tocar com JACK WHITE ou fazer uma parceria com a banda THE BLACK KEYS. Seria incrível...

 

 

Jornalista: Você mencionou o grupo CAGE THE ELEPHANT em seu livro, você é fã deles?

 

Scott: Sim, eu sou um fã deles. Eles abriram alguns shows do STONE TEMPLE PILOTS por algum tempo.

 

Confira a performance lendária de Scott Weiland junto com o ALICE IN CHAINS em 2007 da canção "Angry Chair":

 

 

Jornalista: Entrando agora em seu relacionamento com os rapazes do STONE TEMPLE PILOTS e é aqui que eu realmente quero ver o seu lado da história. Falei com Eric Kretz há alguns anos atrás (baterista) e ele falou sobre o grande amigo que você era durante os primeiros dias do STONE TEMPLE PILOTS, e como vocês 02 escreveram juntos as letras da clássica música "Plush" em uma jacuzzi (lançada no 1º disco), sendo um exemplo perfeito dessa amizade. Quando essa amizade com os membros do STONE TEMPLE PILOTS começou a decair e quando se tornou mais um relacionamento comercial? Estou realmente interessado em sua opinião sobre isso...

 

Scott: Foi quando a mídia pedia para eu aparecer sozinho na capa das revistas e não com a banda completa, sendo que eles realmente ficaram com ciúmes... Então, a partir desse ponto as coisas começaram a mudar lentamente, com certeza.

 

 

Jornalista: Em 1996, alguns shows da turnê do 3º álbum foram cancelados e os membros do STONE TEMPLE PILOTS realizaram uma conferência de imprensa anunciando: "O nosso vocalista não tem condições de se apresentar". Você acha que isso foi um ponto de virada na relação de vocês?

 

Scott: Eu acho que sim, especialmente porque Dean também era um maldito viciado tão quanto e ele não admite isso.

 

 

Jornalista: Certo. Então, praticamente depois de 02 anos sem a banda estar junta, vocês voltaram com o 4º disco, “Nº 4” (1999), mas isso desmoronou alguns meses depois com a turnê sendo cancelada...

 

Scott: Foi quando eu fui para a cadeia e saí sob liberdade condicional. Eu não podia sair do Estado.

 

 

Jornalista: Depois que a banda encerrou as atividades em 2003 após uma turnê completa do 5º álbum, o STONE TEMPLE PILOTS se reuniu em 2008 e vocês fizeram uma grande e bela turnê mundial. Você tinha acabado de sair do VELVET REVOLVER e tinha muita coisa acontecendo na sua vida naquela época. Em retrospectiva, você acha que vocês deveriam ter mesmo se reunido ou você acha que o relacionamento entre vocês não havia sido curado naquele momento?

 

Scott: Eu acho que deveríamos ter nos reunido sim. Eu simplesmente não acho que deveríamos ter tentado produzir por conta própria o nosso último álbum (“Stone Temple Pilots”, 2010, 6º e último disco gravado por Scott nos vocais), especialmente quando o produtor Don Was estava pedindo para produzir o álbum. Ele ficou tão frustrado porque ninguém do resto da banda ouviu qualquer uma de suas idéias, então ele finalmente voltou para o ROLLING STONES.

 

 

Jornalista: Sim, eu iria mencionar isso exatamente agora, você continua a seguir as coisas sobre as quais eu quero falar... Não importa o que aconteceu, eu adorei esse último álbum de estúdio do STONE TEMPLE PILOTS, sabe? Eu acho que a canção "Take a Load Off" poderia ter sido um grande sucesso, assim como outras músicas desse disco. Eu amo a canção "Maver" e para mim é uma das músicas favoritas que você já escreveu.

 

Scott: Eu também acho que a canção "Maver" é uma ótima música.

 

Confira o áudio da música "Maver", lançada nesse último álbum de estúdio:

 

 

Jornalista: Sim e nunca foi tocada ao vivo, infelizmente. O single desse último disco, que foi a música "Between The Lines", também é um gancho para o álbum. Para muitas das bandas veteranas que ainda lançam discos, os álbuns não apresentam canções que possuem ganchos, mas para esse último disco que vocês fizeram eu adorei! Mas quando falei com os outros caras da banda há alguns anos, eles mencionaram que você estava trabalhando em seus vocais separadamente da banda e o restante do grupo era quem estava produzindo realmente o álbum...

 

Scott: Todos da banda estavam produzindo aquele disco.

 

 

Jornalista: No estúdio de Eric, o Bombshelter Studio.

 

Scott: Sim. Eles estavam fazendo as suas partes de produção e instrumentação, enquanto eu estava no meu estúdio, Lavish Studio, com Don Was produzindo os meus vocais.

 

 

Jornalista: Então, onde vocês chegaram num acordo? Sendo que você queria que Don fosse o produtor, mas o resto da banda queria produzir o disco por conta própria...

 

Scott: Sim, eles insistiram em produzir por conta própria e eu não sentia que fosse uma boa idéia, sabe? Porque ficou muitos produtores cuidando do álbum e nós tínhamos Don à nossa disposição, sendo que devíamos ter deixado ele ser o líder.

 

 

Jornalista: Você acha que isso fez muito para prejudicar a relação entre vocês na época?

 

Scott: Sim, eu acho que sim.

 

 

Jornalista: Isso é muito interessante de saber... Você acha que se Brendan O'Brien o tivesse produzido, teria sido melhor? Por que vocês não continuaram trabalhando com Brendan? (Ele produziu os 05 primeiros álbuns do STONE TEMPLE PILOTS).

 

Scott: Isso foi idéia do resto dos caras da banda, sabe? Nós sempre decidíamos juntos as coisas da banda e eles não queriam trabalhar com Brendan para esse disco.

 

 

Jornalista: Claro que agora sempre avaliamos em retrospectiva e você teve o seu ponto de vista, mas parece que ter 01 produtor somente trabalhando no disco teria sido melhor com o que estava acontecendo com a banda na época. Você tem algum arrependimento em retrospectiva? Você acha que vocês poderiam ter melhorado essa questão quando se tratava da decisão de produzir esse álbum?

 

Scott: Sim, deveríamos ter feito aquele álbum com 01 produtor somente, assim como fizemos com todos os discos do STONE TEMPLE PILOTS com Brendan, onde ele era o cara e tinha a última palavra.

 

 

Jornalista: Outra questão entre vocês era sobre os setlists dos shows, quando a maioria das músicas que vocês estavam tocando eram os hits e singles, especialmente nos últimos 02 anos de sua permanência na banda. Eu me lembro em ler entrevistas dos outros caras do grupo em querer tocar as músicas menos conhecidas e lados-b nos shows...

 

Scott: Sim. Eu também queria fazer a turnê do 20º aniversário do disco “Core” em 2012 e toca-lo nos shows em sua totalidade e as músicas na mesma ordem que foram lançadas no álbum, mas eles não queriam fazer isso.

 

 

Jornalista: Por que eles não queriam?

 

Scott: Eu não sei... Não faço ideia.

 

 

Jornalista: Vocês conversaram sobre isso? Porque sei que houve uma reunião na casa de alguém...

 

Scott: Sim, houve uma conversa, mas eles não queriam fazer isso. Eles disseram: "Vamos fazer a turnê do nosso 2º álbum, ‘Purple’, ou vamos fazer a turnê de reunião no século 21 com a porra do disco ‘Core’’. Seria na verdade o 20º aniversário de “Core” e não para celebrar a reunião no século 21.

 

 

Jornalista: Então, eles queriam combinar as turnês dos 02 álbuns em seguida?

 

Scott: Sim.

 

 

Jornalista: Mas você acabou fazendo essa turnê com a sua banda paralela, THE WILDABOUTS. Não sei se você pode falar sobre isso.

 

Scott: Posso.

 

 

Jornalista: O que te levou a fazer isso?

 

Scott: Porque ainda não temos um álbum de estúdio e decidimos fazer uma combinação dos 02 álbuns.

 

 

Jornalista: Existe a possibilidade de sair em turnê novamente com o STONE TEMPLE PILOTS ou com o VELVET REVOLVER? Ou montar outro supergrupo? O seu objetivo é voltar para esse nível?

 

Scott: Não estou interessado em outro supergrupo. Se houvesse uma turnê com o STONE TEMPLE PILOTS ou com o VELVET REVOLVER eu aceitaria, mas agora o THE WILDABOUTS é a minha banda e é com ela que gostaria de tocar em arenas. Eu acho que compomos boas músicas para poder nos colocar de volta naquele lugar, sabe? Queremos seguir um caminho sonoro tipo do QUEENS OF THE STONE AGE.

 

 

Jornalista: Você pensa sobre o legado do STONE TEMPLE PILOTS com Chester Bennington sendo o novo vocalista?

 

Scott: Ele não está mais na banda. (Realmente, Chester havia saído neste mesmo mês em que a notícia foi realizada).

 

 

Jornalista: Chester não está mais na banda?

 

Scott: Não.

 

 

Jornalista: O que você quer dizer?

 

Scott: Ouvi dizer que ele não está mais na banda.

 

 

Jornalista: Sério?

 

Scott: Ele tem uma banda (hoje, finado vocalista do LINKIN PARK) onde eles recebem U$ 700 mil dólares por noite e com o STONE TEMPLE PILOTS a marca ficou meio abalada, o que é uma vergonha.

 

 

Jornalista: Eu queria te perguntar sobre isso. Você acha que o legado pode ser reparado, pelo menos durante o período de vida entre vocês? Não importa o que aconteça, as pessoas vão adorar essas músicas dentro de 100 anos porque elas são atemporais. Você acha que o legado pode ser reparado durante o seu tempo de vida?

 

Scott: Sim, se fizéssemos uma turnê de reunião, poderia ser.

 

 

Jornalista: Para finalizar, o que você acha que teria que fazer para esta 2ª reunião ser diferente da corrida anterior, para realmente acabar com uma nota forte? Você acha que existe uma maneira de fazer isso e reparar o relacionamento com os caras do STONE TEMPLE PILOTS?

 

Scott: Eu não sei, isso depende deles.

 

 

http://archive.alternativenation.net/interview-scott-weiland-rise-fall-stone-temple-pilots/

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