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Stone Temple Pilots: Top 04 músicas preferidas de Scott Weiland; confira 06 canções de sua autoria


Em 2015, o falecido vocalista original do STONE TEMPLE PILOTS, Scott Weiland, havia escolhido as suas 10 músicas favoritas como vocalista da sua banda, do VELVET REVOLVER, dos seus projetos paralelos e de sua carreira solo.

Scott Weiland ficou mais conhecido como vocalista do STONE TEMPLE PILOTS e para as novas gerações, também como cantor do VELVET REVOLVER.

Durante a sua passagem pela lendária banda grunge dos anos 90, STONE TEMPLE PILOTS gravou 06 álbuns de estúdio, incluindo os álbuns multi-platinados, "Core" (1º disco, 1992) e "Purple" (2º disco, 1994).

Ao longo de uma carreira de 30 anos, Weiland se tornou em uma das figuras mais carismáticas do rock, assim como problemática em relação ao uso de drogas, mas uma presença de palco marcante e lendária que ficará para a história.

Weiland era um daqueles vocalistas que polarizou opiniões. Os fãs o amavam por todas as suas "excentricidades", enquanto alguns críticos e membros da banda acusavam da sua conhecida falta de confiabilidade em relação a compromissos e agendas, além de suas explosões emocionalmente carregadas - a falta de um discernimento e tratamento referente a saúde mental, ainda é carente em nosso meio...

"Quando estou exausto em fazer turnês, me descrevo como o 'palhaço das trevas'", disse Scott Weiland uma vez em entrevista para a revista Classic Rock. "Mas também me considero alguém que tenta trazer luz à vida das pessoas, sabe? A música é uma linguagem universal e o que me empolga é aquela 01 hora e meia que fico no palco onde posso ser outra pessoa, de música para música".

Em 2015 (meses antes de falecer), Weiland foi entrevistado pelo site Louder Sound e falou sobre as suas 10 canções favoritas de sua própria carreira solo e de todas as bandas que participou.

Com todo o respeito, resolvemos exemplificar aqui nesta matéria somente as músicas escolhidas por Weiland como vocalista do STONE TEMPLE PILOTS. Em sua relação de 10 canções, ele havia escolhido 04 músicas do STONE TEMPLE PILOTS que fazia parte da sua relação de favoritas.

O site rockinthehead vai lhe mostrar quais foram essas 04 canções escolhidas por Weiland, junto com o seu parecer sobre cada uma delas. Para fechar a lista de 10 músicas, separamos 06 canções que foram compostas musicalmente por Weiland no STONE TEMPLE PILOTS (sozinho ou em parceria).

Só lembrando que as letras das 10 músicas relacionadas aqui, é de Scott Weiland.

Segue a lista sem nenhuma ordem qualitativa:

Música "Plush" (Robert DeLeo)

Álbum: "Core" (1º disco, 1992)

Scott Weiland: Essa música meio que se criou sozinha. O nosso baixista, Robert DeLeo, entrou no estúdio com esse riff de guitarra e um conjunto de acordes e a melodia simplesmente saiu. Eu tinha algumas letras que usei inicialmente e depois terminei quando tínhamos a demo gravada.

Weiland: Quando a música foi lançada como single, já estávamos em turnê abrindo para o MEGADETH e quando a canção "Plush" se tornou um sucesso, percebemos que havia muito mais pessoas querendo nos ver nos shows do MEGADETH, o que mudou toda a vibração daquela turnê para nós. No início, estávamos tocando para fãs de heavy metal que não sabiam o que fazer conosco, mas no final daquela turnê, também tínhamos o nosso próprio público nos assistindo.


Música: "Interstate Love Song" (Robert DeLeo)

Álbum: "Purple" (2º disco, 1994)

Weiland: Esta é uma ótima música e uma canção muito importante para nós. Foi um single nº 1 nas paradas de rock, o que realmente ajudou nas vendas do álbum e ainda é tocada nas rádios o tempo todo.

Weiland: Nós escrevemos e gravamos todo o álbum "Purple" muito rápido, onde algumas das ideias já estavam flutuando enquanto estávamos em turnê do disco "Core", mas a maioria daquelas músicas vieram todas juntas muito rapidamente durante a pré-produção do álbum "Purple", tipo, umas 02 semanas num estúdio de ensaio, antes de voarmos para Atlanta para gravar o disco com o produtor Brendan O'Brien em seu estúdio, Southern Tracks Studios. Acho que gravamos o álbum inteiro em 10 dias e o disco realmente voou alto, pois aquelas músicas são ótimas.


Música: "Big Bang Baby" (Robert DeLeo)

Álbum: "Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop" (3º disco, 1996)

Weiland: Este álbum foi definitivamente um novo ponto de partida do que havíamos feito nos discos "Core" e "Purple", o que mostrou algumas de nossas influências do hard rock. Com este 3º álbum, queríamos realmente fazer algo simples e sub-produzido, tipo, gravamos a bateria para esta música no gramado externo da casa do estúdio e eu acho que funcionou muito bem.

Weiland: E eu amo este videoclipe porque é tão irônico, assim como é a canção... As pessoas nem sempre entendem o humor do STONE TEMPLE PILOTS, mas músicas como essa e outra que foi lançada neste mesmo disco, "Art School Girl", eram muito brincalhonas.


Música: "Days of The Week" (Dean DeLeo)

Álbum: "Shangri-La Dee Da" (5º disco, 2001)

Weiland: Quando o nosso guitarrista, Dean DeLeo, tocou esta canção pela primeira vez, achei que era uma música cativante, mas talvez um pouco "heavy pop". No que diz respeito às letras e melodia vocal, decidi adotar uma abordagem ao estilo dos BEATLES e funcionou bem.

Weiland: Olhando para trás, acho que provavelmente não deveríamos ter lançado esta canção como o single principal do álbum "Shangri-La Dee Da", porque normalmente sempre lançávamos uma música mais pesada como single principal dos discos e acho que ela teria se saído melhor se fosse lançada como o 2º single do álbum... Mas achamos que parecia certo na hora.


Agora, o site rockinthehead fez algumas resenhas e separou somente 01 matéria de outro veículo de comunicação, das 06 canções do STONE TEMPLE PILOTS que foram compostas musicalmente por Scott Weiland (sozinho ou em parceria).

Música: "Dead & Bloated" (Robert DeLeo e Scott Weiland)

Álbum: "Core" (1º disco, 1992)

Retirado da entrevista para a revista Rolling Stone em 2017:

Robert DeLeo (baixista): Eu estava trabalhando numa loja de guitarras na esquina da Sunset com a Gardner (Los Angeles) e Scott estava trabalhando numa agência de modelos que ficava do outro lado da rua, encaminhando modelos para as sessões de foto. Já éramos amigos e quando um de nós tinha uma ideia musical, ligávamos um para o outro. Ele normalmente tinha mais tempo de folga e já procurava completar a ideia musical. Foi perfeito porque, já que eu estava trabalhando em uma loja de guitarras, eu poderia pegar uma guitarra ali mesmo para compor. Scott realmente não tocava nenhum instrumento e quando ele tinha uma ideia, ele cantarolava para mim. Com a canção "Dead & Bloated" foi desse jeito que aconteceu, foi ele quem cantarolou para mim o riff principal que tocamos no verso da música. Eric Kretz (baterista): Eu lembro que Scott e eu estávamos num restaurante mexicano em Beverly Hills e eles estavam vendendo margaritas por U$ 1,00 dólar. Tínhamos pedido um prato de enchiladas e ele me disse: "Hey, cara. Eu tive uma ideia". E ele começou a cantar: "Eu estou cheirando como uma rosa..." e veias estavam saindo do seu pescoço. Ele estava tão empolgado, sabe? Então, começamos a bater na mesa ao ritmo do que ele estava cantando e cara, estávamos trabalhando em algo bom ali. Dean DeLeo (guitarrista): Eu tenho que ter muito cuidado com o que digo sobre as letras de Scott, porque eu não sei o quanto Scott realmente queria que as pessoas soubessem sobre o que ele estava escrevendo. Ele era uma pessoa que mantinha as suas cartas bem perto do peito e eu posso lhe dizer uma coisa, cara: Scott tinha 23 anos quando estava escrevendo essas letras, sabe? Quando estávamos gravando esse disco, e digo isso com humildade, sabíamos que, o que tínhamos era bom porque estávamos buscando o melhor um do outro. Eu acho que muito do conteúdo lírico desse álbum era sobre o grande ponto de interrogação que estava na nossa frente sobre o futuro, sobre o que aconteceria com os nossos entes queridos? O que iria acontecer com a nossa família? Onde nós estaríamos no futuro? Nós estaríamos em casa logo depois? Quando esse álbum começou a decolar, ficamos na estrada por 14 meses e não fomos nem pra casa. Kretz: Quando nós entramos no estúdio para gravar esta música, Scott ficava cantando bem na frente da bateria, de frente pra mim com o microfone na mão e apenas olhando para mim o tempo todo enquanto cantava. Era como se os jogadores de futebol americano batessem os capacetes uns nos outros antes do jogo começar para se empolgarem mais ainda, e eu apenas bati com tudo na porra da bateria nessa música. Robert: O que você ouve no começo é Scott cantando no captador da guitarra de Dean.


Música: "Unglued" (Scott Weiland e Robert DeLeo)

Álbum: "Purple" (2º disco, 1994)

Esta é uma perfeita canção quebraceira do STONE TEMPLE PILOTS banhada em melodia suprema, onde a fusão regada pelos vocais clássicos de Scott Weiland, mostra a qualidade indelével de composição musical de Weiland.

Só corroborando a afirmação acima, pois no encarte do disco "Purple" os créditos musicais são colocados exatamente na ordem exemplificada, primeiro Weiland e depois DeLeo. Ao contrário da maioria das outras músicas do STONE TEMPLE PILOTS onde Weiland é co-autor, onde o seu nome aparece depois dos outros membros autores (vide especificação na música "Dead & Bloated").

Subjetivamente falando, um riff clássico da linhagem de criação do rock.

Apesar de tudo (não desmerecendo nenhuma vírgula) e com prazer de se ouvir, poderia ser um cover do NIRVANA.

Música: "Tumble in The Rough" (Scott Weiland)

Álbum: "Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop" (3º disco, 1996)

Esta é a única canção do STONE TEMPLE PILOTS em sua discografia que é composta 100% por Scott Weiland (letra e música) e comprova o talento de composição musical do seu vocalista - sendo lançada até como um dos singles do álbum.

A canção foi lançada como o último single do disco em 31 de Janeiro de 1997, alcançando a posição nº 9 no ranking da Billboard e marcando o que seria a música final do STONE TEMPLE PILOTS - antes de entrar num hiato prolongado após a sua curta e despedaçada turnê de promoção a este álbum.


O hiato durou 02 anos e sentia-se muito mais a sua ausência, devido ao talento que esse grupo de músicos eram coletivamente.

Depois da internet, enquanto que a indústria da música possui muitas bandas que levam 03, 04 ou mais anos para lançar um álbum de estúdio, nos anos 90, 02 anos de inatividade significava praticamente o fim de um grupo. Mas, mais importante ainda, com todos os rumores, drogas (Scott Weiland) e problemas internos que a banda passava, os fãs sempre ficavam especulando se o grupo ainda estaria vivo por muito mais tempo.

Depois de 25 anos do seu lançamento, a canção "Tumble in The Rough" possui o título de uma música do STONE TEMPLE PILOTS que mais resume a carreira da banda. Na época e como fã, continuou sendo difícil ouvir as canções do STONE TEMPLE PILOTS sem perguntar se havia um futuro para o grupo como uma unidade musical - e para o próprio Weiland.


Música: "Art School Girl" (Robert DeLeo e Scott Weiland)

Álbum: "Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop" (3º disco, 1996)

Os fãs se alegraram quando as notícias saíram de que o STONE TEMPLE PILOTS estava no estúdio gravando o seu 3º álbum e tudo parecia bem no mundo do STONE TEMPLE PILOTS.

Infelizmente, a viagem de Scott Weiland para a clínica de reabilitação para dependentes em heroína resultou no cancelamento da turnê de primavera/verão de 1996. Até o final de 1996, a banda se sentia como todos os fãs do grupo: de que num belo dia, a banda poderia não estar mais por perto.

Depois de levar uma queda feia no mesmo ano, somente em 1997 a banda solidificou aparições em rádio e com uma breve turnê.

Todos nós sabemos que o STONE TEMPLE PILOTS tinha problemas com o seu vocalista ao longo da jornada que impediam o progresso imaginável por todos, mas novamente, eles voltariam rugindo nesse 3º disco demonstrando a velha determinação e habilidade musical.

Embora eu me lembre de ouvir pela 1ª vez com admiração as dinâmicas canções, "Art School Girl" e "Seven Caged Tigers" - quando comprei este álbum em 1996 - a banda "se separou" para o resto de 1997 até 1999, com Scott seguindo carreira solo e com o restante do grupo fazendo turnês com o nome de TALK SHOW.

Para os fãs na época, parecia que a banda estava realmente acabada... Nós perseveramos na esperança e depois de eternos 02 anos, tivemos o STONE TEMPLE PILOTS de volta para gravar o álbum mais pesado de sua discografia, “Nº 4” (4º disco, 1999).


Música: "Dumb Love" (Scott Weiland e Dean DeLeo)

Álbum: "Shangri-La Dee Da" (5º disco, 2001)

Este é o álbum mais subestimado da banda - e um dos melhores e mais experimental.

Ainda está na nossa linha de produção fazer uma resenha sobre este magnífico disco, mas sem previsão por enquanto...

Apesar do adjetivo "experimental", as últimas 02 canções dessa lista que foram extraídas desse álbum, revelam simplesmente a origem crua e pesada que já conhecemos das músicas quebraceiras do STONE TEMPLE PILOTS.

Abrindo o disco com esta canção, é digna e está no mesmo nível de qualquer outra música que abre um álbum do STONE TEMPLE PILOTS.

Novamente, o riff principal desta canção é de Scott Weiland, com o nome dele sendo colocado na frente do guitarrista Dean DeLeo.


Música: "Coma" (Scott Weiland, Robert DeLeo e Dean DeLeo)

Álbum: "Shangri-La Dee Da" (5º disco, 2001)

Weiland estava numa época inspirado em ser fornecedor de riffs e 02 petardos desse álbum foram de sua autoria.

Novamente levando os créditos antes dos nomes dos irmãos DeLeo, o vocalista e a banda nos apresentou uma de suas músicas mais pesadas de sua discografia - dentre várias, para falar a verdade.

O álbum "Shangri-La Dee Da" nos mostra uma banda amadurecida em sua sonoridade e desbravando novos caminhos - novamente e tristemente interrompida de continuar os seus trabalhos com o fim do grupo em 2003, nos privando de como seriam os próximos discos da banda no decorrer daquela década.

Aqui nesse álbum, existem músicas com levadas e experimentações inéditas até então para o grupo, caindo mais para o lado de cadência, fórmulas e ordens de composição teórica musical, do que mais a palavra "experimental" pode desencadear em sua essência de significado.


Somente como nota e para completar toda a lista, ficaram de fora as músicas "Naked Sunday" (1º disco, "Core", 1992), "Vasoline" (2º disco, "Purple", 1994) e "No Way Out" (4º disco, "Nº4", 1999). Todas as partes musicais dessas 03 canções foram creditadas aos quatro membros da banda.

Com Scott Weiland, somente o álbum de retorno do grupo e o último gravado com ele nos vocais, "Stone Temple Pilots" (6º disco, 2010), não consta nenhuma música creditada a Weiland, somente as letras são de sua autoria.


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