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  • by Brunelson

John Entwistle: quando escolheu os seus baixistas preferidos de todos os tempos


Ao falar sobre os seus baixistas favoritos de todos os tempos, o vocalista/baixista do MOTORHEAD, Lemmy Kilmister, havia dito uma vez: “Eu amo John Entwistle, baixista do THE WHO. Foi o melhor baixista que eu já vi tocar, John Entwistle! Paul McCartney é o 2º. Ele continua cedendo ao covarde que há nele, mas é um ótimo baixista também”.


Lemmy continuaria a elogiar Entwistle: “O melhor baixista da face da terra. Ele foi o melhor pra mim, sem contestação nenhuma. Ele estava tão no comando do seu instrumento... Você nunca o via piscar e nunca emitia uma nota ruim que eu já tenha escutado. Ele era muito rápido com a porra de ambas as mãos. O seu solo de baixo na música 'My Generation', tipo, você ainda fica na fissura de tentar tocar hoje em dia. Você pode conseguir fazer isso, mas foi outra coisa de se pensar naquela época, sabe? Foi em 1964!”


É uma avaliação que abrange tudo o que Entwistle tem a oferecer e diz muito que vem de uma figura tão estrondosa quanto Lemmy Kilmister.



Veja, o baixista do THE WHO tinha bravura de rock ‘n’ roll suficiente para encantar qualquer público, além de uma complexidade e habilidade suficientes para levantar as sobrancelhas de um compositor de música clássica.

Ou seja, Entwistle era uma lei para si mesmo.

E assim como todos os mestres, ele teve as suas influências. Ao longo de sua vida, Entwistle não elogiou muitas pessoas em suas entrevistas, mas foi rápido em adorar os poucos heróis que tinha, sendo que 02 dos quais foram os inimitáveis ​​pioneiros: Jaco Pastorious (jazz) e Stanley Clarke (funky rock e jazz).

Falando sobre esses 02 músicos pioneiros em uma entrevista de 1989, Entwistle disse: “Eles eram virtuosos que levaram o baixo em uma direção diferente da minha. Não de um jeito rock, mas de um jeito funky rock e jazzístico”.

Ele acrescentou: “Se você desenhar uma árvore genealógica, você me verá subindo em uma certa direção. Depois você tem James Jamerson (gravadora Motown), com uma ramificação para Jack Bruce (CREAM) e Carol Kaye (baixista de sessão de estúdio). Eles são uma espécie de funk rock antigo, ou seja, baixistas de verdade. Eles levam a Larry Graham (criador do método slapping de tocar baixo), com ramificações para pessoas como Stanley Clarke e Jaco Pastorious, que depois levam a pessoas como Mark King (LEVEL 42) e Pino Palladino (baixista de sessão de estúdio)”.


Falando sobre Mark King, o baixista do THE WHO adicionou: “Até certo ponto, Mark King me impressionou. Ele não é realmente um baixista de rock, mas uma espécie de fusão funky rock”.

No entanto, também existem heróis com os quais ele reconheceu um parentesco.

Famoso por sua habilidade de solo, Billy Sheehan (Steve Vai, David Lee Roth e outros) foi um dos gigantes que admitiu a sua honraria a Entwistle, conforme o próprio baixista do THE WHO havia dito: “Billy Sheehan é do meu ramo... Eu sei que o influenciei porque uma vez ele me enviou uma carta de fã e algumas fitas gravadas. Eu o encontrei algumas vezes e ele é um cara legal, mas não parece haver ninguém usando a quantidade de agudos e distorção que eu uso. Além disso, sempre me certifico de que haja um som de baixo limpo que seja a espinha dorsal de qualquer banda em que estou, então, os agudos são a parte que torna tudo divertido pra mim”.

Acima de tudo, Entwistle era um mestre versátil do baixo e por muitos é escolhido como o melhor de todos os tempos, sempre refletindo a mistura eclética de artistas que ele admirava quando se apresentava com o THE WHO e outros projetos paralelos.










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