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Dave Grohl: "há letras que são específicas e há músicas que são escritas com uma emoção em geral”

  • Foto do escritor: by Brunelson
    by Brunelson
  • 20 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

Como um dos nomes mais duradouros do rock alternativo, não surpreende que Dave Grohl tenha algumas coisas a dizer sobre a arte de compor.

Depois de chegar à fama com o grupo grunge dos anos 90, NIRVANA, e perder o seu colega de banda para o suicídio, Grohl redirecionou os seus esforços para criar o FOO FIGHTERS, um projeto que o viu com facilidade emergir do claustro de sua bateria e assumir o papel de frontman.

Voltando no tempo e depois de 05 álbuns de estúdio já lançados até 2007, o FOO FIGHTERS atingiu novos patamares com o lançamento do seu 6º disco e o mais experimental de toda a discografia, "Echoes, Silence, Patience & Grace" (2007), um álbum que combina guitarras furiosas com números acústicos na mesma música.


Na época marcou o FOO FIGHTERS como uma banda com o poder de atender a todos os tipos de fãs de rock, sendo que em nenhum lugar a tentativa de Grohl de galvanizar a sua base de fãs é mais evidente do que no single nº 01 das paradas desse disco, que foi a música "The Pretender".


Aqui, vemos a ligação de suaves dedilhados em passagens acústicas inspiradas na música "Stairway to Heaven" do LED ZEPPELIN com refrões explosivos carregados de distorção e uma quebrada blues na ponte.


Em uma entrevista logo após o lançamento do álbum "Echoes, Silence, Patience & Grace", Dave Grohl foi convidado a detalhar a letra da canção "The Pretender", com o jornalista escolhendo o refrão central da música "e se eu disser que nunca vou me render?" como uma de suas linhas mais irresistíveis.

A resposta que Grohl deu serve como um excelente conselho para qualquer tipo de compositor: “Há músicas que são muito específicas e há músicas que são escritas com uma emoção muito geral na mente”, começou Grohl. “Às vezes, escrevo uma letra tão vaga que o público canta junto por 16 mil razões diferentes, sabe? Eu odiaria excluir a razão de alguém sobre a música, porque a música é sobre alguém que eles não conhecem”.

Aqui, Grohl aponta uma característica essencial de uma boa composição: que ela precisa tocar em algo universal.

Se você estiver tocando somente para 30 pessoas, todas com vidas diferentes, trabalhos diferentes e abordando o mundo ao seu redor de diferentes pontos de vista, é essencial que as letras capturem algo que cada uma dessas 30 pessoas será capaz de ressoar.


A frase de Grohl “e se eu disser que nunca vou me render?” é um exemplo perfeito desse tipo de imprecisão tática, evocando conotações de desafio e força diante da adversidade.


São ideias que atingem o cerne do nosso desejo de querer superar os obstáculos da vida...



"The Pretender"


 
 
 

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