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Richie Ramone: "Eu salvei os Ramones"

Ele foi o 3º baterista dos RAMONES e ficou na banda por 04 anos - tempo suficiente para participar de 03 álbuns de estúdio: “Too Tough to Die” (8º disco, 1984), “Animal Boy” (9º disco, 1986) e “Halfway to Sanity” (10º disco, 1987). Neste final de Agosto e começo de Setembro, a banda solo de RICHIE RAMONE realizou a turnê pela América do Sul/2016 com 08 shows confirmados no Brasil.


RICHIE RAMONE foi entrevistado pelo portal brasileiro R7, agora em Agosto/2016. Confira logo abaixo:


Você se recusou a usar o sobrenome Ramone quando entrou nos RAMONES, mas mudou de ideia e começou a usá-lo desde então. Por quê? Eu nunca me recusei a usar o sobrenome e eu não sei de onde você tirou essa informação. Demorou um pouco para que eles pedissem que eu usasse o sobrenome porque eles queriam ter certeza de que tinham feito um bom negócio. Depois que tiraram Marky Ramone da banda (2º baterista), eles não queriam cometer outro erro.


Como você quebrou o controle absurdo que Johnny Ramone (guitarrista) tinha sobre as composições e conseguiu compôr 06 músicas para os RAMONES? Você poderia compartilhar com a gente alguma história sobre a mais famosa dessas 06 canções, “Somebody Put Something in My Drink”? A banda foi receptiva com a sua colaboração? Johnny só deixava que eu colocasse 01 música minha em cada álbum, porque ele sabia que não receberia os direitos autorais pela composição. Joey Ramone (vocalista) e Dee Dee Ramone (baixista) eram os mais receptivos com as minhas composições e me encorajavam a escrever mais e a cantar nos shows também. Dee Dee foi quem disse que eu deveria escrever uma música que tivesse a palavra “Drink” no título, logo depois de eu contar a ele uma história de como eu roubava bebidas enquanto as pessoas as deixavam nas mesas dos bares para irem ao banheiro. Eu era jovem e tinha pouco dinheiro, por isso que eu fazia isso... Só parei quando comecei a me sentir mal em uma noite, quando descobri que tinha LSD em uma bebida. Foi assustador, porque eu não sabia o que estava acontecendo comigo.


Quando que você começou a colaborar com os vocais na banda? Uma vez que nenhum dos outros bateristas estavam autorizados a fazer isso? Eu não tenho certeza se os outros bateristas sabiam cantar, mas Joey foi quem me impulsionou para me envolver mais. Ele entendeu o meu talento e do que eu era capaz, e soube que isso daria mais potência aos shows. Ele me colocou debaixo das suas asas e eu sou extremamente grato por isso. Sinto muita falta dele...


Como era a sua relação com Johnny e com Joey? Tudo que lemos sobre você nos fez perceber que você era muito próximo a Joey e de Dee Dee, mas não era tão amigo de Johnny. É verdade? Sim, eu era muito mais próximo de Dee Dee e de Joey, porque Johnny era um homem muito reservado e não convivia muito com a gente. Fui a alguns jogos de futebol com Johnny enquanto estávamos em turnê, mas quando chegávamos em casa, eu saía com Joey todas as noites. Éramos muito próximos e fazíamos tudo juntos, inclusive as entrevistas.


Como era e ainda é a sua relação com os outros bateristas do RAMONES? Tommy Ramone (1º baterista) e eu nos dávamos muito bem, conversávamos de tempos em tempos. Tocamos juntos no aniversário de Joey também... Uma pena Tommy ter falecido em 2014. Com Marky Ramone (que voltaria à banda e ficou até o seu final, logo depois da saída de Richie) eu não tenho nenhuma relação.


É estranho perceber que você sempre foi um baterista de punk rock e ainda assim compôs 01 música clássica para ser tocada em Orquestra, “Suite for Drums and Orchestra”. Uma coisa não parece estar muito relacionada à outra... Você conseguiria explicar isso? Eu queria fazer algo diferente e expandir as minhas próprias habilidades musicais. Sempre quis coordenar uma orquestra de 90 peças e sentir o poder de todos esses instrumentos tocando juntos.


Joey disse 01 vez, que você salvou os RAMONES. É verdade? Claro que é verdade. Se não fosse, ele não diria isso. Eu dei à banda sangue novo, como uma injeção na veia. A banda voltou a ficar unida e a tensão entre os membros deu uma acalmada. Joey me chamava de “novo broto”, porque eu era muito enérgico e isso transbordava a todos na banda. Isso deu ao grupo uma nova esperança e ajudou que todos continuassem com as suas carreiras por muitos e muitos anos.


Abaixo, as datas de shows somente da turnê pelo Brasil:

25/08 – Londrina/PR 26/08 – Londrina/PR 27/08 – Ribeirão Preto/SP 28/08 – São Paulo/SP 01/09 – (a ser confirmado) 02/09 – (a ser confirmado) 03/09 – Belo Horizonte/MG 04/09 – Nova Odessa/SP
















Dee Dee, Johnny, Richie e Joey

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