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Creedence: a conclusão que John Fogerty recebeu de seu psiquiatra sobre o fim da banda

  • by Brunelson
  • há 15 minutos
  • 3 min de leitura

Não há como negar que, graças ao impacto de John Fogerty como frontman do CREEDENCE e a sua excelente habilidade de composição, muitas pessoas se abriram para um novo som musical e o amaram ainda mais por isso.


CREEDENCE é uma banda que carrega consigo uma bagagem de ótima música e totalmente atemporal, algo com que pessoas ao redor do mundo conseguiram ressoar e que lhes rendeu aclamação da crítica e do público. Infelizmente, a banda não foi construída para durar, pois, assim que eles começaram a fazer sucesso, outros membros passaram a desejar ter um papel mais impactante do que o todo, o que gerou muita tensão criativa.


"Eu não entendia toda essa energia negativa vinda dos outros 03 integrantes da banda", Fogerty lembrou uma vez em entrevista ao falar sobre algumas das desvantagens negativas que vinham com essas diferenças criativas. "Sempre houve essa pressão de que eles queriam escrever músicas, ser os cantores e criar suas próprias partes musicais, e eu via isso como uma ameaça ao nosso bem-estar".


A relutância de Fogerty em atender a esses pedidos não vinha de uma suposta arrogância, em vez disso, surgiu porque a fórmula estava funcionando bem e ele não tinha certeza do motivo pelo qual seus colegas de banda queriam mudá-la. Eles estavam indo bem tanto comercialmente quanto criticamente, e Fogerty imaginou que o plano sempre fora que todos estivessem em uma banda para suas carreiras, então, por que eles iriam querer mudar o que estavam fazendo?


“Eu convivi com essas pessoas por mais de 10 anos e nunca durante todo esse tempo eles demonstraram a capacidade de compor uma música realmente boa ou cantar muito bem”, disse ele. “Então, me senti ameaçado. Eu ouvia isso andando pelos aeroportos, todas essas risadinhas e discussões, e todas essas vozes pelas minhas costas”.


A pressão sobre Fogerty continuou e logo a banda se separou depois de 07 álbuns de estúdio lançados entre 1967 à 1972, devido a essas constantes divergências criativas. Foi aí que os problemas começaram a se agravar para ele, pois enquanto o restante do grupo foi liberado de seus contratos de gravação após a separação, Fogerty permaneceu ligado, devendo centenas de gravações por um pagamento muito baixo. Isso foi difícil para ele aceitar, visto que havia assinado com a gravadora porque era seu amigo, Saul Zaentz, quem a administrava.


“Eu estava sob pressão”, Fogerty relembrou. “Eu devia a eles centenas de gravações, pelas quais eu receberia muito pouco. Nossa, parecia que todo mundo achava que eu deveria ser punido ainda mais por ser mais talentoso. Havia toda essa mentalidade de: ‘Vamos dar uma surra no John’, com a suposição de que, eu acho: 'Ele aguentaria a tempestade melhor do que nós porque é mais talentoso'”.


Embora Fogerty pensasse que aquilo era apenas um golpe de azar, só depois de fazer terapia é que percebeu o que realmente havia acontecido. Ao discutir o assunto com seu psiquiatra, eles conseguiram esclarecer tudo o que havia acontecido, deixando-o saber que não era apenas azar - ele havia sido traído tanto por seus colegas de banda quanto pela sua gravadora.


“Foi uma traição incrível dos meus melhores amigos, embora eu só soubesse disso muitos anos depois”, concluiu Fogerty. “Quando fui a um psiquiatra, ele me disse: ‘Isso é traição’. Ah, tudo bem, eu simplesmente já sabia que tinha sido apunhalado pelas costas, isso que eu tinha feito tanto para enriquecer essas outras pessoas”.

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