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John Paul Jones: depois do fim do Led Zeppelin, qual foi a pior época de sua carreira?

  • by Brunelson
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Depois que o LED ZEPPELIN encerrou as atividades em 1980 com o falecimento do baterista John Bonham, todos na banda estavam fadados a um colapso, do tipo: "O que fazer agora?"


E especificamente ao baixista John Paul Jones, ele conheceu essa dor muito bem.


Por outro lado, Jones estava longe de estar perdido no minuto em que o LED ZEPPELIN acabou. A morte de Bonham seria um golpe mortal para qualquer membro do grupo, mas ele sabia que agora iria dedicar seu tempo ao que fazia de melhor: produzir dentro de um estúdio.


Foi ele quem tinha arranjado todas aquelas peças orquestrais na discografia do LED ZEPPELIN, então, o que o impedia de fazer o mesmo para outros artistas e bandas também?


E não é como se ele não tivesse pessoas interessantes com quem trabalhar. Por exemplo, a ideia de um dos membros do LED ZEPPELIN trabalhar com o BUTTHOLE SURFERS pode ter sido uma escolha estranha na época, mas ouvir suas contribuições para o álbum "Automatic For The People" do R.E.M, pareceu uma combinação perfeita em um paraíso musical, especialmente quando adicionamos aqueles belos arranjos arrebatadores à música "Nightswimming" do R.E.M.


Mas por mais que seus arranjos vendessem bem, a maioria das pessoas tende a esquecer que ele é um baixista - além de ter exercido o papel de multi-instrumentista no LED ZEPPELIN. Suas performances nas notas mais graves das mixagens foram o que fez todos aqueles discos do LED ZEPPELIN estrearem como um meteoro caindo no planeta Terra, mas assim que seus integrantes seguiram caminhos separados com o fim da banda, Jones sentiu que ninguém tinha tempo ou paciência para se importar com nada do que ele estava fazendo.


Ele tinha muito mais a oferecer, mas como artista solo e baixista, a era da MTV nos anos 80 e 90 o desencorajou a voltar a tocar, sobre o que ele comentou uma vez em entrevista: "Embora nos anos 80 eu não conseguisse ficar amarrado a nada, ninguém se interessava pelas coisas que eu vinha fazendo. Acho que isso provavelmente se devia à bagagem do LED ZEPPELIN, certo? Era como Paul McCartney depois dos BEATLES". 


Ainda mais que Robert Plant e Jimmy Page (vocalista e guitarrista do LED ZEPPELIN) não o chamaram para a "semi-reunião" do LED ZEPPELIN nos anos 90, ele finalmente teve a chance de voltar a brilhar como baixista ao ser convidado para fazer parte do THEM CROOKED VULTURES em 2009.


Porém, enquanto este supergrupo de Dave Grohl e Josh Homme (frontman do QUEENS OF THE STONE AGE) trabalhava ao seu lado, Jones não iria se acomodar como um deus do rock and roll. Ele havia crescido mais ainda como músico entre o fim do LED ZEPPELIN e a época em que estava, então, quando partia para algo novo, queria ter certeza de que soasse como um furacão musical quando atingisse o público.


Ainda haveria momentos em que ele simplesmente apoiava a mesma linha do que Homme estava fazendo na guitarra no THEM CROOKED VULTURES, mas ouvir uma música como "Gunman" é uma das experiências mais intensas que alguém poderia ter em 2009, com direito a um riff estranho e vibrante que nunca para.


É quase criminoso que Jones tenha se sentido deixado de lado durante os anos 80 e 90, mas provavelmente é por isso que ele é considerado por muitos como a arma secreta do LED ZEPPELIN. Ninguém o reconhecia no mesmo nível dos seus colegas de banda, mas se você o tirar da equação ou qualquer um dos seus arranjos no baixo ou teclados, a forma como conhecemos o LED ZEPPELIN hoje seria bem diferente.

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