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Foo Fighters: resenha do show em Liverpool, Inglaterra - 25/06/2026

  • by Brunelson
  • há 47 minutos
  • 4 min de leitura

Confira a resenha que a revista britânica New Music Express fez sobre o show do FOO FIGHTERS realizado em 25 de junho de 2026 na cidade de Liverpool, Inglaterra, no estádio de futebol, o Anfield (foto). A mesma concedeu 04 estrelas de um total de 05.



Segue:



FOO FIGHTERS ao vivo em Liverpool: a atmosfera de um clube de rock em escala de estádio.


Dave Grohl e companhia trazem todos os sucessos e o espírito de irmandade para o que chamaram de "coquetel antes do grande jantar", ao mesmo tempo em que dão pistas de que há mais por vir em 2027.


“Vocês querem cantar uma música comigo?”, pergunta Dave Grohl à multidão bronzeada pelo sol — já encharcada de cerveja, suor e sabe-se lá mais o quê — na 1ª de 02 apresentações com ingressos esgotados. “Vocês querem cantar 30 músicas comigo? Vai ser uma longa noite, seus filhos da puta”.


Ele não está errado. Você praticamente sabe o que esperar de um show do FOO FIGHTERS e eles sempre se dedicam a tocar a noite toda. Além de repertórios gigantescos, eles também capricham nos sucessos e na camaradagem — duas coisas que, como se sabe, o público de Liverpool adora.


Embora obviamente imenso, o estádio Anfield transmite uma sensação um tanto mais intimista do que outros estádios (estamos falando de um público de 60 mil pessoas, em comparação com as 90 mil do estádio Wembley), mas Grohl e a banda fazem de tudo para acolher a todos em um abraço apertado e inevitável. Sinalizadores vermelhos preenchem o ar no topo do palco enquanto a banda atravessa a névoa carmesim, com Grohl disparando pela passarela curta antes da sequência inicial avassaladora que emenda a música "All My Life" na canção "The Pretender". 


"Tenho uma pergunta: vocês, filhos da puta, amam rock’n’roll?", Grohl fala à multidão. E lá vamos nós, com outra clássica música, "Times Like These" entra na sequência e marcando a 3ª canção da noite.


Vale ressaltar que eles não estariam na estrada sem motivo. A nova canção, "Of All People", do seu último álbum de estúdio, "Your Favorite Toy" (12º disco, 2026), vem na sequência e eleva a intensidade a um nível visceral, embora ainda não consiga conquistar de fato o coração de muitos fãs casuais que insistem em conversar durante o show. 


Mas a banda sabe como reagir a isso: "Quem é da velha guarda?", pergunta Grohl, antes de emendar o explosivo stoner rock com a música "Stacked Actors", que dá lugar, com fluidez, à canção "My Hero" (um sucesso absoluto entre o público), à elegância da música "Learn to Fly" (uma mistura de grunge com Tom Petty) e ao coro coletivo na canção "These Days". É um ritmo implacável, dando a sensação de estar preso em um bar com uma jukebox defeituosa.


É aquela atmosfera descontraída de clube de rock que faz tudo funcionar. FOO FIGHTERS não aposta em firulas, pirotecnia ou efeitos especiais grandiosos típicos de grandes shows em estádios. O foco são apenas as músicas e a interação com o público. Quem diria que canções como "This is a Call", "For All The Cows" e "Big Me" — lançadas no álbum homônimo de estreia em 1995 e pensadas para casas de show pequenas e abafadas — soariam como clássicos do QUEEN naquele gramado?


Eles mantêm a energia de um ensaio intimista ao inserir uma pitada de MOTORHEAD na sonoridade pesada e cadenciada da música "No Son of Mine" (que mistura METALLICA e BLACK SABBATH), antes de trazer a multidão para mais perto durante uma sequência de músicas no palco B. O ponto alto desse momento inclui a história sobre a composição da canção "Marigold" no sofá de Kurt Cobain — um lado-b do NIRVANA — além da delicada música "Aurora", dedicada ao falecido e brilhante ex-baterista do grupo, Taylor Hawkins.


Depois, eles realmente arrasam com um medley de covers de bandas anteriores de cada integrante do FOO FIGHTERS - citando algumas como NO USE FOR A NAME, SUNNY DAY REAL ESTATE e THE GERMS - com Grohl e o baterista Ilan Rubin trocando de instrumentos para uma brincadeira. Vale lembrar que o FOO FIGHTERS é muito mais do que "a outra banda de Dave Grohl". É um supergrupo de peso.


Ficamos intrigados quando Grohl chama um jovem da plateia para o desafio de montar um cubo mágico no palco, valendo o privilégio de tocar bateria na música "Rope" com a banda. O rapaz manda muito bem, mas a ilusão se desfaz quando descobrimos que ele é, na verdade, o namorado de Harper — filha de Grohl — e que hoje é seu aniversário de 18 anos de idade. Após um bis surpreendente e ousado, com a sonoridade psicodélica e sinuosa da música "The Teacher" e a canção menos óbvia do início de carreira para apresentar neste show, "Exhausted", o clássico e explosivo encerramento com a música "Everlong" — acompanhado por fogos de artifício vermelhos iluminando o céu — faz com que todos em Liverpool sintam como se aquele fosse o seu dia especial.


Tudo soa um tanto familiar seguindo a linha habitual do FOO FIGHTERS — mas eles não são o RADIOHEAD. É isso o que eles fazem. No final do show, Grohl questiona por que a banda fará apenas esses 02 shows em Liverpool neste ano, mas garante que isso é apenas "um coquetel antes do jantar principal", mencionando grandes planos para o velho continente em 2027.








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