Ramones: a resenha do álbum "Pleasant Dreams"

October 31, 2017

 

A biografia dos RAMONES, “Hey Ho Let’s Go: A História dos Ramones”, escrita pelo jornalista musical inglês, Everett True, foi lançada originalmente em 2002.

 

Este jornalista era da revista Melody Maker e foi a mesma pessoa que "descobriu" o grunge em 1989 e mostrou à imprensa britânica, antes ainda do gênero explodir no mainstream em 1991.

 

Portanto, segue logo abaixo um trecho desse livro onde é destacado o 6º álbum de estúdio dos RAMONES, “Pleasant Dreams”, e que havia sido lançado em 1981:

 

 

 

A gravação do menos apreciado e difícil álbum dos RAMONES, “Pleasant Dreams” (6º disco), começou em 30 de Março/1981. A gravadora e o empresário ainda estavam pressionando a banda para que aceitassem produtores famosos, apesar de uma série de demos gravadas por Tommy (ex-baterista dos RAMONES) junto com Ed Stasium (engenheiro de som da banda) - ambos produzindo no final de 1980 no estilo dos velhos tempos - terem ficado excelentes.

 

O comportamento de Dee Dee (baixista) estava ficando cada vez mais errático e alimentado pelo seu vício em drogas. Joey e Marky (respectivamente, vocalista e baterista) bebiam demais – de fato, o problema de Marky com a bebida fez com que a banda perdesse 01 show em 10 de Outubro/1981. Marky falou: “Eu estava bebendo em um hotel com Roger Maris, jogador de baseball do New York Yankees, e ele estava morrendo de câncer e eu fiquei acabado. No dia seguinte, eu devia tocar em um show na cidade de Virgina Beach, mas estava ainda no Estado de Ohio e tinha que chegar lá por conta própria! Eu disse para mim mesmo: ‘Droga, eu não posso beber’. Sabia que tinha um problema... Eles sabiam que eu tinha um problema”. Somado a isso, o estranhamento de Johnny (guitarrista) com Dee Dee (musical), com Joey (pessoal) e com Graham Gouldman (produtor desse álbum) - da banda 10cc, uma pessoa para quem nenhuma banda em particular ligava muito - estava virando...

 

“Um tumulto”, observa Johnny secamente, “estava começando”.

 

Johnny, que esperava se aposentar na mesma época em que o 5º álbum de estúdio havia sido lançado, “End of The Century” (1980), estava quase se demitindo – mas não podia, pois o trabalho ainda não estava completo.

 

“Tommy produziu uma demo e foi como o 5º grande álbum dos RAMONES”, disse John Holmstrom (editor da revista Punk e ilustrador de capas, acatando a opinião pública de que somente os 04 primeiros álbuns dos RAMONES, naquela época, é que eram considerados “grandes”), “mas a deram para Graham Gouldman e ele a destruiu”.

 

Joey, de coração partido, começou a voltar à atenção para a política. Sempre sozinho em sua casa ou na casa de Marky - mais próximo dos preceitos da esquerda boêmia em que foi criado do que das crenças militaristas de Johnny ou Dee Dee - Joey começou a escrever letras que refletiam o seu novo senso de injustiça. A canção “The KKK Took My Baby Away”, foi o sinal – considerando que antes, os RAMONES achavam divertido ser a 2ª ou 3ª geração de imigrantes fingindo ser nazistas. Agora, estava claro onde residia o credo do seu vocalista.

 

Joey queria Steve Lillywhite como produtor, impressionado por seu trabalho no álbum solo de Johnny Thunders, “So Alone” (ex-guitarrista do NEW YORK DOLLS e do HEARTBREAKERS, lançado em 1978), mas o futuro produtor da banda U2 não estava consolidado suficientemente para a Sire Records (gravadora dos RAMONES) e Seymour Stein (presidente da Sire Records) preferiu Gouldman por conta da sua experiência comprovada – nos anos 60 ele havia escrito sucessos para bandas como THE YARDBIRDS, THE HOLLIES e HERMAN’S HERMITS. Além da sua banda, 10cc, que estava no limbo - pois o parceiro de Gouldman nas suas canções, Eric Steward, envolvera-se recentemente em um acidente de carro.

 

“Nós não estávamos realmente nos falando”, Johnny disse a Colin Devenish da revista Rolling Stone. “Gouldman era um cara pop peso-pena. Eu sabia que estava encrencado no 1º dia quando ele me disse: ‘O seu amplificador está zumbindo demais. Dá para você baixar o volume?’ Ele não era o cara certo para os RAMONES, é isso! Nós não tínhamos escolha... Uma vez que você não tem sucesso comercial, é difícil manter o controle sobre as coisas como gostaria”.

 

“Johnny não gostou dele”, disse Monte Melnick (gerente de turnê da banda e um grande fã de Gouldman). “Eu gostei. Ele era um verdadeiro profissional, sabe?”

 

“Johnny”, observou Dee Dee causticamente no livro ‘Coração Envenenado’, “ficaria mais feliz se fosse Natal e não houvesse nada além de presentes para ele mesmo na árvore de Natal”.

 

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“No começo, vivíamos na estrada por quase 365 dias por ano. Isso provavelmente fez com que fôssemos realmente unidos, mas ao mesmo tempo causou muito atrito e tensão. Havia muitos sentimentos negativos no ar durante o período de ‘Pleasant Dreams’. Foi um tempo bem difícil... Provavelmente teria provocado a separação de muitas bandas. Eu e Johnny quase não nos falávamos. Não dá para tocar uma organização, uma banda ou um governo desse jeito. As coisas tinham que mudar. Talvez eles fossem um pouco militaristas demais ou talvez os egos estivessem um pouco inflamados demais. Naquela fase, eu estava descontente com a maioria das letras das músicas e para mim, escrever letras é algo que acontece naturalmente. No começo, foi dito que os RAMONES escreviam tudo, mas não é verdade! Eu escrevia, Dee Dee escrevia e algumas músicas eram escritas em colaboração.

 

Quando tudo veio abaixo, eu me senti..., fodido. Talvez houvesse pitadas de despeito, inveja ou vingança àquele ponto. O equipamento de som começou a quebrar e apresentar problemas. As coisas continuavam, mas não do jeito que deveriam. Não era uma queda definitiva... Não me arrependo em ter gravado o nosso 5º álbum, ‘End of The Century’, com Phil Spector (famoso produtor musical). Estou feliz por termos trabalhado com ele, mas os discos ‘Pleasant Dreams’ e ‘Subterranean Jungle’... (7º álbum, 1983). ‘Pleasant Dreams’ era um álbum forte, mas Graham Gouldman não era o cara certo para o trabalho. Queríamos produzi-lo nós mesmos...

 

Fomos coagidos a trabalhar com Gouldman. Ele escreveu ótimas canções para o THE YARDBIRDS, mas ele não nos entendeu. Faltava a ele agressividade e profundidade. Algumas das músicas deram certo, como a canção ‘We Want The Airwaves’, mas a maior parte não tinha a ver com os RAMONES”.

 

Eu gosto do álbum. Acho que as pessoas o subestimam.

 

“Eu não sei”, Joey suspira. “Talvez a minha visão dele seja apenas a interna. Há muita coisa forte nele, então, assinamos um novo contrato com a Sire Records e dissemos que no futuro, assim como a liberdade artística havia passado, seria do nosso jeito ou de nenhum jeito. O álbum ‘Too Tough to Die’ (8º disco, 1984) foi o 1º disco lançado sob essas condições..., e as coisas continuaram assim. Durante o período de ‘Pleasant Dreams' perdemos muitos fãs. Eles não sabiam para onde nós estávamos indo”.

 

(Entrevista do autor com Joey Ramone, 1989).

 

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"Pleasant Dreams” não é um álbum fraco, como foi considerado pelos RAMONES.

 

Sua capa, no entanto, é o ponto mais baixo de sua arte gráfica – um retrato preguiçoso e precariamente formulado de... É difícil dizer. A silhueta de um homem caminhando encurvado sob um holofote com luzes verde e amarela por nenhuma razão discernível – se bem que o estilo poderia ser mal e mal relacionado ao gênero new wave... Talvez. (A pesquisa revelou que a imagem foi baseada no filme “Museu de Cera”, de 1953, mas a crítica permanece). Não é de admirar que apareçam desconsolados, emoldurados por sombras e com as jaquetas de couro de volta em uma pequena foto na contracapa – era um grande e óbvio insulto a uma banda de rock com a mais perfeita imagem em toda a história do rock’n roll.

 

“Vou lhe contar 01 história”, suspira Holmstrom. “Eu estive envolvido em 03 das 04 primeiras capas de discos dos RAMONES. A foto tirada para o 1º, os desenhos para o 3º e a capa da frente para o 4º. Eu sabia o que os RAMONES queriam – eu e Arturo Vega (iluminador e designer da banda, criador do clássico logo dos RAMONES) dividíamos essa capacidade. Eles poderiam ter vindo a mim para a capa de ‘Pleasant Dreams’... Não sei o que estavam pensando. É uma das capas de discos mais horríveis de todos os tempos”.

 

As guias de base foram gravadas no Media Sound Studio (mesmo local onde foi gravado o 3º e 4º álbum dos RAMONES), enquanto Joey fez muitos vocais na Inglaterra com suporte de fundo de Russell Mael, vocalista da banda SPARKS. Como sinal do quanto quebrado o grupo estava, Dee Dee não estava sabendo que Russell estava no álbum até Joey mencionar em uma entrevista dada mais tarde. Sendo também um baixista, Gouldman disse aos RAMONES para pensarem no baixo como um instrumento melódico e introduziu Dee Dee ao conceito de acordes menores – até então, os RAMONES não tinham a habilidade de utilizar nada além do que os tons mais óbvios. Pela 1ª vez em um álbum da banda, as músicas foram creditadas a compositores individuais – Joey escreveu 07 e Dee Dee 05 canções. Foi outra rachadura na fachada da banda.

 

“Acho que Joey quis”, comentou Johnny. “Eu achava que sempre faríamos tudo juntos, como um grupo”.

 

“Ele tem uma voz notável para isso”, diz Holmstrom sobre Joey Ramone. “Na verdade, a voz de Joey fica horrível quando os RAMONES mergulham no punk rock – e isso é o que há de mais estranho sobre a banda. Mas é também o que faz com que eles se destaquem, porque há tantas bandas de punk rock com vocalistas que grunhem... É tão chato”.

 

O único single do álbum nos EUA – escandalosamente só lançaram 01 -, a canção “We Want The Airwaves”, era uma explosão ligeiramente cáustica de Joey sobre a política dos DJ’s de tocar nas rádios apenas o mais suave dos singles. Joey pergunta nessa canção: “Onde está a sua coragem / E a sua vontade de sobreviver? / E você não quer manter vivo o rock’n roll?” Claramente há uma citação à banda THE DOORS na letra dessa música – a única vez que isso aconteceu, fora a exaltação à banda HERMAN’S HERMITS na canção “Judy is a Punk” (lançada no 1º álbum). Os RAMONES estavam amargamente conscientes de que o seu amor pela música pop e pelo rock’n roll dos anos 60 estava gradualmente transformando-os em uma anomalia, em uma era em que remixes de discos de 12 polegadas e sintetizadores comandavam – a ironia de que o som do seu protesto tinha sofrido uma limpeza, também não se devia a Johnny.

 

A música “The KKK Took My Baby Away” com a bateria potente na introdução roubada do sucesso estrondoso de 1977 da banda CHEAP TRICK - da canção “He’s a Whore” - e backing vocals de cortesia de Gouldman, é um RAMONES clássico! Um refrão ridículo e sugestivo ao mesmo tempo, com guitarras que tramam rachar a sua cabeça com doces harmonias de fundo ao estilo do BEACH BOYS e arrematado por um canto áspero de: “Hey! Ho!”. Esta canção foi o 2º single britânico desse álbum e assim como a música do mesmo disco, “She’s a Sensation”, e a canção “Let’s Go” (lançada no 5º álbum), elas são similares. Sem esforço, a voz de Joey soa profunda e em controle total com o refrão, e os instrumentos complementando um ao outro com elã.

 

“A canção ‘The KKK Took My Baby Away’ pode ser sobre a situação com Linda (que era a namorada de Joey. Ela o deixou para ficar com Johnny)”, sugere George Seminara (produtor e diretor do DVD “Ramones: It’s Alive 1974-1996”). “Johnny tem algumas inclinações rígidas de direita. Uma vez que os RAMONES estavam na Alemanha, ele quis comprar um autógrafo de Hitler e as pessoas ficaram escandalizadas porque era algo proibido por lá. Ele estava apenas aplicando a lógica: onde haveria um lugar melhor para achar um? Johnny, provavelmente, teria se tornado um político ou diretor executivo de alguma empresa se não tivesse ouvido o chamado do rock’n roll. Ele também é perito em pôsteres de filme, figurinhas de baseball e autógrafos em geral. Johnny é um cara interessante – algumas vezes, ele parece educado e sofisticado, mas também é taciturno e de difícil convivência, porque ele demanda uma certa quantidade de subserviência”.

 

Joey nega qualquer propósito escondido, porém: “Devo ter escrito as letras dessa música há uns 07 anos atrás”, disse à revista Trouser Press. “A ponte da canção é recente..., de 01 ano atrás”.

 

Dá para derreter o coração na canção incandescente “7-11” do vocalista. Joey detalha em honorável estilo como os grupos femininos dos anos 60, com a beleza do amor adolescente que acontece nos lugares mais mundanos e vulgares – lojas de conveniência, máquinas de fliperama, permutas de discos – antes que toda a história aconteça horrivelmente errada, novamente à moda dos grupos femininos. Os automóveis fora de controle onde Joey canta: “Atropelaram a minha garota / E isso atropelou a minha alma”. Se um homem pudesse ter nascido fora do seu tempo, esse homem seria Joey Ramone. Esse homem era a angústia adolescente feminina personificada.

 

“Sempre quis escrever alguma coisa sobre um 7-11 (loja de conveniência em postos de gasolina)”, explicou Joey. “Não voamos, vamos por terra em nossas excursões e depois de 15 horas viajando, os 7-11 se tornam um lugar de boas-vindas, como um 2º lar. Eles tomaram o lugar das lojas de doces”.

 

“Eu amo o álbum ‘Pleasant Dreams’”, Marky diz com o benefício do retrospecto. “Adorei a produção. São os RAMONES durante a sua era ‘punk pop’ e eu gosto muito de melodias cativantes com bastante acordes menores, sendo que este álbum tem esses elementos. O disco ‘End of The Century’ deveria ter sido assim... Há demos por aí. Tenho todas elas sem os sons de fundo, sem as 30 pessoas no estúdio e sem a percussão, mas o álbum é o que é! É o Phil Spector produzindo o álbum "End of The Century" e não dá para ter o suficiente dele”.

 

“Havia álbuns que me desinteressavam completamente”, Johnny admite, “e para os quais eu não escrevi nada, como em ‘Pleasant Dreams’. Os RAMONES estavam perdendo o respeito que havíamos ganhado através dos anos”.

 

“Éramos esforçados com a qualidade das músicas”, Dee Dee disse à revista Trouser Press. “Era como uma neurose: qualidade, qualidade, queremos qualidade! Fizemos 03 conjuntos de demos, ao menos 04 ou 05 músicas em cada”.

 

Na sua música “It’s Not My Place”, Joey dá nome a vários ícones da cultura artística e musical na sua letra – o crítico de rock Lester Bangs, Phil Spector, Clint Eastwood, Allan Arkush, Stephen King, a banda 10cc... Há até um tributo para a canção “Whiskey Man” da banda THE WHO na sua lista. Enquanto isso, o jornal de New York, Village Voice, elogiou o salto de 10 notas do vocalista no refrão dessa música.

 

“Havia uma normalidade na voz de Joey que era realmente inspiradora”, comenta o renomado jornalista David Fricke da revista Rolling Stone. “Como BOB DYLAN ou NEIL YOUNG, ele nunca foi comparado a outros cantores, mas tem uma voz nada convencional. Ele canta diretamente do seu centro emocional sem nenhum desses adornos que usualmente associamos à melodia. Aqueles primeiros discos dos RAMONES tem melodias de peso, mas ele as canta de forma a soarem como qualquer pessoa que você conhecesse, mas ele não era qualquer cara que você conhecia”.

 

As músicas de Dee Dee também estão simplesmente ótimas – mesmo com o estilo da produção de Gouldman não se acomodando tão bem nas canções mais extremas. A música “Sitting in My Room” é o tédio adolescente no estilo da canção “I Just Want to Have Something to Do” (lançada no 4º álbum), com a diferença de que o herói, dessa vez, não se anima em deixar o conforto do seu quarto para se aventurar no mundo exterior. A música “Come on Now” é outra efervescente viagem sanguinária da cabeça de um garoto de histórias em quadrinhos, uma música rock'n roll para figurar ao lado de qualquer boa canção dos anos 60.

 

A música “You Sound Like You’re Sick” volta ao tema da instituição mental - tradicional do baixista. A canção “You Didn’t Mean Anything For Me” reflete o desânimo e as dúvidas pessoais que Dee Dee estava sentindo sobre a sua vida e sobre os RAMONES, com versos como: “Todo jantar era miserável / Mesmo os de graça” - um tema que Joey também escolheu, mais obviamente na canção “This Business is Killing Me”.

 

“Havia nuvens escuras todos os dias”, Dee Dee descreveu. “Ninguém queria crescer. Tivemos a nossa última chance com esse álbum... Eu acho que já lhe disse isso”.

 

Realmente.

 

A reação da imprensa no mês de Setembro/1981 foi um silêncio generalizado. Um jornal de música britânico deu 04 estrelas (em um total de 05), sugerindo que: “Gouldman teve sucesso onde Phil Spector falhou, empurrando os ‘bro’ para os anos 80 em uma onda de habilidades complacentes e harmônicas. Este é um poderoso álbum dos RAMONES. Este é um álbum melódico dos RAMONES. Este é um álbum dos RAMONES com músicas!”. O jornalista também observou a ironia em escolher a canção mais pesada do disco, “We Want The Airwaves”, para liderar o ataque à parada de singles com tantas outras preciosidades disponíveis no disco.

 

A revista US Magazine chamou as músicas condescendentemente de “cantigas sem mensagens” e disse que não havia nada como os RAMONES: “Por isso que eles não se encaixam na parada de rock Top 40. O que farão no futuro?”, a publicação pergunta. “Ah, continuaremos a excursionar, a gravar, fazendo mais e melhor”, disse Johnny. “Nada mais que isso”.

 

O jornalista Robert Palmer do jornal The New York Times, escreveu que “Pleasant Dreams” soa como uma versão nova-iorquina do BEACH BOYS: “Os tempos musicais são consideravelmente mais rápidos, mas a vida na cidade grande também é!”. Já o jornal Village Voice os comparou a BUDDY HOLLY, mas a revista Musician acusou Gouldman de diluir o som dos “bro” e força-los a adotar outros estilos musicais.

 

“Para mim foi a combinação perfeita”, disse Janis Schacht (relações-públicas da gravadora dos RAMONES). “Se eles deixassem Gouldman mudar um pouco as letras, o álbum teria rendido grandes sucessos. A música ‘The KKK Took My Baby Away’ tinha uma melodia fantástica, mas com uma letra difícil. Com poucas mudanças sem importância, teria sido a Nº 1, sem problemas”.

 

“O problema em sujeitar-se os impediram de serem mais populares, sem dúvida”, concorda George Seminara, “todo o conceito e o visual deles... O mecanismo odiado pelos RAMONES desde o começo os segurou. Quando os RAMONES tocaram no seu próprio bairro em Forest Hills, no clube noturno Tennis Court, Seymour Stein trouxe consigo a sua nova cantora e disse que ela seria a maior coisa do mundo. Joey respondeu algo, como: ‘É, ela é bonitinha, mas não consigo ver como a maior coisa do mundo’. A mulher em questão era MADONNA. Ela estava disposta a fazer o que fosse preciso... Os RAMONES não”.

 

Apesar disso, a banda continuou a excursionar – 96 datas em 1981, menos que nos anos anteriores, porém, mais que a maioria das outras bandas.

 

O guitarrista e fã, Mark Bannister, fez emergir uma das mais claras ideias sobre a banda ao falar: “Os RAMONES sempre tiveram uma forte sensibilidade musical para serem aceitos no mainstream. É isso que os tornou os maiores em uma revelação tardia... Eles entendiam do rock’n roll, mas o problema era que a indústria e a maioria do público não estavam interessados. Gostar de uma banda que não tem muitos sucessos faz com que a gente se sinta especial, certo e centrado. Os RAMONES eram outsiders”.

 

Nesta altura do campeonato, alguns fãs estavam gostando e se divertindo com a banda, ao contrário dos próprios RAMONES...

 

Track-list:

 

1- We Want The Airwaves

2- All's Quiet on The Eastern Front

3- The KKK Took My Baby Away

4- Don't Go

5- You Sound Like You're Sick

6- It's Not My Place

7- She's a Sensation

8- 7-11

9- You Didn't Mean Anything to Me

10- Come on Now

11- This Business is Killing Me

12- Sitting in My Room

 

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