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Dave Grohl: Top 10 músicas do Led Zeppelin destacando John Bonham na bateria


“John Bonham é o maior baterista de rock de todos os tempos. Bonham tocava direto do coração”, disse uma vez Dave Grohl.

Fazer parte de uma banda lendária é impressionante, mas fazer parte de duas é meio difícil de acreditar, no entanto, a contribuição de Dave Grohl para a música rock moderna é totalmente incomparável.

Tanto como frontman do FOO FIGHTERS ou como a potência percussiva do NIRVANA, Grohl sabe de algumas coisas sobre música.

Recentemente, trouxemos para você uma lista dos bateristas favoritos de Dave Grohl e embora esteja repleta de estrelas, um homem reinou supremo: John Bonham do LED ZEPPELIN.


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Com o seu conhecimento de bateria e seu amor pelo LED ZEPPELIN firmemente afirmado, você pode imaginar a nossa felicidade quando nos deparamos com essa lista das músicas favoritas de Dave Grohl destacando John Bonham na bateria do LED ZEPPELIN.

Numa entrevista para a revista Mojo alguns anos atrás, Grohl destacou os melhores momentos de John Bonham no LED ZEPPELIN e criou a sua lista estelar de músicas.

Para Grohl, Bonham realmente foi o começo de algo especial: “LED ZEPPELIN e especialmente a bateria de John Bonham, abriram os meus ouvidos”. Antes disso, Grohl era um punk rocker de música pesada e que tocava de forma rápida. “Eu gostava de punk rock e hardcore com uma bateria imprudente, poderosa e uma batida que parecia uma espingarda disparando dentro de um porão de cimento”.

É um estilo que Grohl, sem dúvida, incorporou em seu próprio trabalho.

No entanto, foi outro disco que despertou algo de dentro de Grohl: “Quando os CDs foram lançados pela primeira vez nos anos 80, o primeiro que ouvi foi o disco 'Houses of The Holy' do LED ZEPPELIN. Mudou tudo pra mim e toquei aquele CD milhares de vezes. Escutei tanto que podia ouvir o barulho do pedal do bumbo!”


Isso deu início a uma jornada para Grohl que levaria a alguns dos pontos mais altos que uma estrela do rock poderia alcançar.

Sendo um músico autodidata fora do manual punk, há um certo paralelo a ser traçado entre Bonham e Grohl: “O que toco vem direto da alma e é isso que ouço na bateria de John Bonham. Eu assisti Bonham no DVD do LED ZEPPELIN e parece que o filme foi acelerado porque ele está tocando muito rápido... Não conheço ninguém que pense que há melhor baterista no rock do que John Bonham. Isso é inegável!”

Com um endosso tão brilhante soando em nossos ouvidos, este é o melhor momento para fazer a nossa cabeça balançar e ouvir algumas das melhores músicas do LED ZEPPELIN destacando a bateria de John Bonham - de acordo com Dave Grohl.

Segue o Top 10 de Dave Grohl (sem nenhuma ordem específica):

Música: "Achilles Last Stand"

Álbum: "Presence" (7º disco, 1976)

Esta canção é um grande golpe e indicação clara de que os talentos de Bonham estavam longe de diminuir nos últimos anos de sua vida.


O baterista ainda possuía todo o ritmo e técnica que o fizeram crescer em majestade como um dos melhores do mundo, mas agora ele veio completo com o seu próprio arsenal único de artilharia com viradas rápidas de metralhadoras que foram pontuadas com peso e fizeram canções como esse monstro de 10 minutos.

Existem preenchimentos de bateria nessa música que não deveriam ser possíveis de fazer, mas são, porque quem está tocando é John Bonham.

Enquanto nos maravilhamos com o quão altos e magníficos são os sons, Grohl oferece algumas informações privilegiadas: "Você pode dizer que ele está se arriscando enquanto estavam gravando a canção no estúdio", disse Grohl. “Há um padrão incrível de bumbo que impulsiona a música e há uma virada de bateria logo após o 1º verso que simplesmente não parece humanamente possível de se fazer...”


Música: "Kashmir"

Álbum: "Physical Graffiti" (6º disco, 1975)

"Kashmir" é uma das grandes canções favoritas dos fãs do LED ZEPPELIN e para Dave Grohl não é diferente.


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Nesta música, é a confiança de Bonham que chama a sua atenção: “Bonham sabia quando dar um passo à frente e brilhar”, Grohl proclama e é difícil discordar, devido ao seu poder estrondoso apenas combinado com o seu estilo.

“Eu amo a maneira como ele arma a armadilha nesta canção. É uma batida de fundo direta ao longo da música até que ele produza uma trinca de bumbo característica, tipo, ele está deixando a sua assinatura bem ali mesmo: ‘Com amor, John Bonham’”.


Música: "When The Levee Breaks"

Álbum: "Led Zeppelin IV" (4º disco, 1971)

Em 1971, o ato de bandas de rock inglesas assumindo velhas canções de blues estava se tornando uma coisa exagerada.

BEATLES e ROLLING STONES já haviam estrangulado grande parte do blues raiz americano para as suas melhores músicas, no entanto, Jimmy Page, John Paul Jones, Robert Plant e John Bonham, assumiram a música "When The Levee Breaks" com um vigor renovado.

Gravado debaixo de uma escadaria para reunir aquele som de bateria abafado que ecoa, Bonham é poderoso e comandante em cada batida. Tanto é verdade que Page e companhia construíram a música em torno disso.

“Esse é um groove puro”, Grohl confirma. “É incrível ter um baterista de rock tão poderoso, tão louco, tão durão, mas com um groove tão suave. É tão puramente humano e bom pra caralho, porra!"


Música: "Immigrant Song"

Álbum: "Led Zeppelin III" (3º disco, 1970)

Há um jeito "certo e um jeito errado" de ouvir a bateria de John Bonham na canção "Immigrant Song" gravada para o álbum "Led Zeppelin III".

O jeito "errado" é ouvir esta grande e robusta música direto da sua versão original gravada no disco. O jeito "certo" é ouvir essa martelada ao vivo de sua lendária apresentação em 1972.

“Esta versão ao vivo simplesmente é a melhor de todas”, confirmou Grohl.

Ao vivo, temos uma noção real do compromisso de Bonham em querer fazer um bom show: “Você sabe que as pessoas estavam boquiabertas, pois Bonham está realmente pressionando os seus limites... Ele está bêbado pra caralho ou está apenas tendo o melhor momento da sua vida".


Música: "Poor Tom"

Álbum: "Coda" (coletânea, 1982)

O álbum "Coda" de 1982 não é o primeiro porto de escala para muitos fãs do LED ZEPPELIN, mas sendo o super fã que Dave Grohl é, ele ficou mais do que feliz em vasculhar o álbum de coletâneas e selecionar esta raridade que ficou de fora do álbum "Led Zeppelin III".

Para Grohl, esta música é um verdadeiro ponto de partida para a festa: “Isso me dá vontade de colocar um par de botas de cowboy e começar a dançar num chão de serragens, pois tem um belo swing country. Bonham sabia tocar rock forte, mas era tão bom quanto, quando tocava estranhas merdas desse tipo assim”.


Música: "Trampled Underfoot"

Álbum: "Physical Graffiti" (6º disco, 1975)

“Para um grande homem branco da Inglaterra, Bonham era bem descolado. É uma batida funk rock de avanço rápido com outro lançamento de sua metralhadora na bateria. O seu senso funk rock e sentimentos eram muito naturais”.

Embora seja verdade o que Dave Grohl falou, o grande John Bonham apresentou uma vertente aqui e a origem da música pode ter algo a ver com essa batida funk rock.

De acordo com o baixista John Paul Jones, esta canção foi criada após a banda ter se inspirado em músicas com natureza funk rock. Como tal, ela atua como um lembrete gritante de que Bonham não era somente todo poderoso, ele também era cheio de carisma no seu jeito de tocar.


Música: "No Quarter"

Álbum: "Houses of The Holy" (5º disco, 1973)

“O senso de dinâmica de Bonham é uma parte essencial na composição do LED ZEPPELIN”, disse Grohl sobre esta música lançada no álbum "Houses of The Holy". Ele continuou: “Bonham é como um grande botão de volume - ele aumenta e diminui, e isso é algo que poucos bateristas entendem”.

Bonham adicionou textura a cada música que tocou e deve ser visto como uma das quatro rodas que impulsionaram a banda.

O que acontecia com o LED ZEPPELIN era que eles tinham um dos bateristas mais exclusivos do mundo: “Todos os produtores e bateristas do mundo tentaram recapturar o som de John Bonham, mas isso é impossível de se fazer. A bateria é um instrumento acústico e como soa depende de como você a toca”.


Música: "Since I’ve Been Loving You"

Álbum: "Led Zeppelin III" (3º disco, 1970)

A canção "Since I’ve Been Loving You" mostra o lado estilístico de Bonham.

Embora ele seja famoso por sua percussão poderosa, Bonham também poderia adicionar sutilezas: “O swing nessa música é tão triste e lindo ao mesmo tempo”, disse Grohl.

Para o baterista do NIRVANA, é por isso que Bonham é tão importante e influente, pois ele provou que a bateria pode ser tão expressiva emocionalmente quanto qualquer outro instrumento: “A bateria desta canção parte o meu coração, porque soa de uma forma tão apaixonada e sensitiva. A forma como Bonham toca bateria na música ‘Since I’ve Been Loving You’ mostra outra carta do seu baralho".


Música: "The Wanton Song"

Álbum: "Physical Graffiti" (6º disco, 1975)

A canção "The Wanton Song" pode não estar no topo da lista de músicas favoritas dos fãs da banda, mas certamente é um soco no intestino - e tudo é influenciado pela força muscular de Bonham.

A canção nasceu de jam sessions no estúdio e mostra os 03 instrumentistas do grupo se empurrando musicalmente para serem mais fortes e mais rápidos um do que o outro.

“Não há muitos riffs melhores do que esta música”, sugeriu Grohl. “Parece que todos os 03 caras da banda - Bonham, Page e Jones - estão tentando ser uma simbiose a la Bonham na maneira como tocam essa música... É uma batida perversa e algo para sacudir a sua bunda".


Música: "Moby Dick"

Álbum: "Led Zeppelin II" (2º disco, 1969)

Não é frequente músicas instrumentais entrarem nas listas das 10 melhores de bandas de rock, mas nenhuma delas inclui um solo de bateria de 10 minutos num show.

Aqui, também separamos a versão ao vivo para você conferir...

"Solos de bateria geralmente são repetitivos, mas aquele solo ao vivo de Bonham na canção 'Moby Dick' é o melhor solo de bateria de todos os tempos".

"Foi o primeiro tiro nos pés de todos os outros bateristas de jazz, rock e R&B, onde Bonham conseguiu fazer de tudo... Os outros bateristas falavam depois daquilo: 'O que mais posso fazer na bateria?'", concluiu Dave Grohl.


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