• by Brunelson

Dave Grohl: "tenho esse tipo de ritmo interno que levo por toda a minha vida”


O baterista do NIRVANA e vocalista/guitarrista do FOO FIGHTERS, Dave Grohl, recentemente foi entrevistado pelo programa Amanpour and Company falando sobre o seu novo livro biográfico, "The Storyteller", lançado agora em outubro de 2021.


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Dentre vários assuntos, Grohl insistiu que não é realmente um cantor e revelou a sua preferência por tocar guitarra, algo que ele pode fazer o dia todo.

No entanto, o seu amor pela bateria não tem limites...

Ele foi perguntado sobre o álbum de estreia homônimo do FOO FIGHTERS de 1995, onde Grohl tocou e gravou todos os instrumentos. Ele respondeu sobre o que ele mais se identificava nesse disco, mencionando também as suas habilidades de tocar guitarra e cantar.

Seguem alguns trechos dessa entrevista:

“Em primeiro lugar, eu tiraria o lado 'cantor' da lista porque estou basicamente correndo e gritando pelo palco por 03 horas, então, podemos tirar isso fora. O violão foi o meu 1º instrumento musical e não há nada como ficar sentado com um violão no colo o dia todo, mas na bateria, tipo, sinto que estou dançando quando estou tocando bateria. Eu não tenho que pensar, eu posso apenas fazer isso e tudo o que está em meu coração acaba nas minhas mãos. Não há muito pensamento e provavelmente é por isso que eu prefiro a bateria. Eu realmente amei a fisicalidade da bateria e tenho esse tipo de ritmo interno que levo durante toda a minha vida”.

Grohl acrescentou: “Quando eu era criança, costumava fazer esse pequeno exercício ou desafio comigo mesmo. Sempre que íamos de carro da Virgínia para Ohio para visitar os meus avós, íamos por esses longos túneis na Pensilvânia através das montanhas. Havia uma música na rádio e eu a estava escutando, então, entrávamos no túnel e o sinal da rádio se perdia, mas eu tentava manter a batida do som assim, estalando com os dedos e quando saíamos do túnel, queria ver se eu ainda estava na mesma batida e ritmo. Acho que tocar bateria é uma dessas coisas que eu irei fazer de primeira se visse vários instrumentos numa sala para tocar”.

Sobre o impacto massivo da música “Smells Like Teen Spirit” do NIRVANA (2º disco, "Nevermind", 1991), Dave Grohl respondeu:

“Em primeiro lugar, não havia tantas expectativas para a nossa banda e quando estávamos gravando a canção ‘Smells Like Teen Spirit’, eu disse: ‘Nossa, isso parece ótimo!’, mas não tão grande como iria se tornar. Aconteceu tudo muito rápido e honestamente, o videoclipe da música é que mudou o jogo. Quando estávamos em turnê - como sempre era - estávamos em nossa van carregando o nosso equipamento de clube em clube, tocando e depois voltando para a van e saindo de cidade em cidade o tempo todo e quando o clipe foi lançado, de repente os clubes que estávamos nos apresentando com capacidade para 300 pessoas, estavam lotados e tinha mais um pessoal do lado de fora. Então, clubes com capacidade para 500 pessoas também estavam lotados e com um povo do lado de fora que não conseguiu entrar".

"Eu me lembro de começar a pensar toda vez que chegava num clube para tocar: 'Ok, onde fica a saída de emergência? Porque se houver um tumulto, como vou conseguir sair?' Mas foi o clipe que mudou tudo e acho que não só a música é ótima, assim também as letras de Kurt e a sua voz que... Kurt foi o maior compositor da nossa geração, mas aquele videoclipe... Eu sempre digo: 'Você quer vender meio milhão de discos? Faça um clipe onde você está queimando a sua escola'”.

Sobre Kurt Cobain escrevendo as letras:

“Não sei, acho que às vezes acontece... Acho que é só simplicidade, a bela linguagem direta, as suas letras que considero poesia, sua lente específica e sua perspectiva de vida... Ele estava muito aberto a escrever sobre a sua própria dor, com a qual acredito que milhões de pessoas podem se identificar e se conectar. Acho que há uma série de coisas, mas porque era só ele mesmo... Era isso, era só ele como era".

Dave Grohl entrou no NIRVANA em 1990, quando a banda estava fazendo a turnê do álbum de estreia, "Bleach" (1989). Ele foi o 6º baterista a passar pelo grupo e ficou na banda até o seu final em 1994.

Grohl gravou a bateria no álbum "Nevermind", participou das gravações de algumas músicas que foram lançadas no disco "Incesticide" (3º trabalho de estúdio, 1992) e também gravou a bateria no álbum "In Utero" (4º trabalho de estúdio, 1993).


"Smells Like Teen Spirit"


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