Grunge: Top 50 melhores álbuns pela Revista Rolling Stone - nº 34

January 23, 2020

 
Fonte: Revista Rolling Stone

 

34) Banda: 7 YEAR BITCH

      Disco: "Viva Zapata" (2º álbum, 1994)

 

Em 1990, pouquíssimas bandas de rock tinham levado para casa a verdadeira precariedade da feminilidade de uma forma tão militante, quanto a banda de Seattle chamada 7 YEAR BITCH. 

 

Não é totalmente grunge e nem um pouco um motim de garotas, mas o grupo encheu a cena punk local com uma justa raiva em fantasias feministas de vingança, expostas em canções como "Dead Men Don't Rape" e "Gun" (lançadas ainda no 1º disco, "Sick 'Em, 1992). 

 

Mas em 1992, na véspera do lançamento deste 1º álbum, aconteceu o horror da vida real: a guitarrista Stephanie Sargent havia morrido repentinamente, presumivelmente de um coquetel fatal de álcool e heroína. 

 

Menos de 01 ano depois, a musa e mentora da outra banda de Seattle - a vocalista do THE GITS, Mia Zapata - foi encontrada estuprada e estrangulada até a morte nos arredores de um local público em Seattle. Ambos os eventos desencadeariam neste 2º álbum de estúdio do 7 YEAR BITCH e que foi produzido por Jack Endino (o mesmo de "Bleach", do NIRVANA, e inúmeros outros discos seminais do grunge).

 

O álbum "Viva Zapata" é um tributo inabalável aos luminares que a cidade perdeu. Apoiada pelo som ameaçador do baixo de Elizabeth Davis, a vocalista Selene Vigil-Wilk pergunta na música “M.I.A.”: “A sociedade tem justiça para você? / Bem, se não, eu tenho".

 

A baterista Valerie Agnew continuaria incentivando as reuniões de luto da comunidade - que evoluiriam para treinamentos de autodefesa para as mulheres - e eventualmente se tornaria na organização Home Alive, sem fins lucrativos e anti-violência. 

 

"Estávamos pensando nos modos de autodefesa", Agnew observou mais tarde em entrevista, "desejando que fôssemos todas umas ninjas putas".

 

No entanto, apesar do seu assunto preocupante, o disco "Viva Zapata" não apareceu sem as suas indulgências lúdicas.

 

Na sua canção mais popular, "The Scratch", a banda deixou de lado as suas políticas por 02 minutos de hedonismo cativante, infestado e cauteloso. A vocalista Vigil-Wilk alerta nas letras: "Eu nem sei o que estou querendo ainda / Mas eu sei que estou querendo alguma coisa /  Eu nem sei o que eu perdi ainda / Mas eu sei que sinto falta de alguma coisa / É melhor tomar cuidado com o que você está desejando".

 

Esta música, "The Scratch", foi incluída na trilha sonora e mostrou a performance do grupo 7 YEAR BITCH no filme Mad Love (1995), estrelado pela atriz Drew Barrymore.

 

"The Scratch"

 

Confira também:

 

50) MOTHER LOVE BONE, "Apple" (1º álbum, 1990)

 

49) TOADIES, "Rubberneck" (1º álbum, 1994)

 

48) FECAL MATTER, "Illiteracy Will Prevail" (fita demo, 1986)

 

47) THE U-MEN, "Step on a Bug" (1º álbum, 1988)

 

46) VERUCA SALT, "American Thighs" (1º álbum, 1994)

 

45) THE STOOGES, "Fun House" (2º álbum, 1970)

 

44) SKIN YARD, "Hallowed Ground" (2º álbum, 1988)

 

43) BLACK FLAG, "My War" (2º álbum, 1984)

 

42) ALICE IN CHAINS, "Jar of Flies" (4º trabalho de estúdio, 1994)

 

41) SOUNDGARDEN, "Screaming Life" (1º EP, 1987)

 

40) MUDHONEY, "Every Good Boy Deserves Fudge" (2º álbum, 1991)

 

39) THE GITS, "Enter The Conquering Chicken" (2º álbum, 1994)

 

38) THE FLUID, "Purplemetalflakemusic" (4º álbum, 1993)

 

37) L7, "Smell The Magic" (2º álbum, 1990)

 

36) NEIL YOUNG & CRAZY HORSE, "Ragged Glory" (18º álbum, 1990)

 

35) PAW, "Dragline" (1º álbum, 1993)

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