Pearl Jam: Top 12 solos de Mike McCready

August 1, 2019

 

Não é segredo para ninguém que o vocalista Eddie Vedder é a cara do PEARL JAM. Ele é o líder carismático da banda...

 

No entanto, por mais talentoso e insubstituível que Vedder seja, o guitarrista Mike McCready é igualmente valioso para o som do grupo.

 

Claro, isso é uma notícia antiga para os fãs mais fiéis que têm escutado McCready desde 1991 com o TEMPLE OF THE DOG - e para os verdadeiros viciados em McCready, a sua banda original nos anos 80, SHADOW. 

 

Embora ele tenha recebido muito mais reconhecimento pelo seus talentos neste século atual, Mike ainda é um dos guitarristas mais subestimados de todos os tempos. O seu som é uma mistura entre os tons de wah-wah encharcados de JIMI HENDRIX e STEVIE RAY VAUGHN (seus ídolos) com uma sensação blues de B.B. KING - tudo acompanhado por uma presença de palco tirada diretamente de Ace Frehley (guitarrista original do KISS). 

 

No entanto, ele também consegue apresentar o seu próprio tom.

 

Qualquer um que tenha visto McCready ao vivo sabe o quão imerso ele mergulha na música que está tocando, uma característica admirável que todos os membros do PEARL JAM compartilham igualmente. Com isso, oferecemos a você os 12 melhores solos de Mike McCready durante o seu desempenho com o PEARL JAM. 

 

Certamente, não foi fácil e infelizmente haverá alguns grandes momentos que estarão fora dessa lista, afinal, são apenas 12 solos de quase 1.000 shows e 10 álbuns de estúdio, mas com certeza é uma lista composta de todas as características de McCready: blues agressivo, com uma emoção impressionante e uma energia de derreter a alma!

 

 

12. Música: “Rockin’ in The Free World” (cover NEIL YOUNG)

 

Esta música possui várias versões onde o solo de McCready soa arrasador, mas a performance no lendário Pinkpop Festival na Holanda (1992) foi escolhida por algumas razões. Esta apresentação ocorreu na época em que o PEARL JAM estava estourando em escala global. O grunge estava rapidamente se tornando um fenômeno mundial e a energia externa exibida durante a performance da banda nesse festival, foi parte do que os cimentaram no movimento e fez deles uma entidade amada pelos próximos anos. Além disso, a banda não toca mais a música dessa maneira, onde o grupo abandonou a introdução lenta e melancólica, para a mais tradicional progressão de 03 acordes que eles tocam desde então. Por fim, observe a pura emoção no rosto de McCready durante os 02 solos, colocando o seu pedal wah-wah em bom uso, Mike traz esta lendária performance para um bom encaixe.

 

11. Música: “Red Mosquito” 

      Álbum: "No Code" (4º disco, 1996)

    

Usando um slide de guitarra, McCready emula um mosquito voando freneticamente pelo ar. O ritmo do deslizamento aumenta à medida que a música avança, terminando em um solo explosivo. No geral, uma música subestimada de um álbum que já passou de 20 anos de lançamento, ela seria um embrião do blues/grunge de algumas canções que o PEARL JAM iria aperfeiçoar nos futuros discos.

 

10. Música: “Life Wasted”

      Álbum: "Pearl Jam" (8º disco, 2006)

 

O álbum homônimo do PEARL JAM já passou dos 10 anos de lançamento e essa canção que abre o 1º disco independente da banda (após o término de contrato com a sua super gravadora desde sempre, Epic Records) é forte e chuta a porteira para o que virá no álbum - considerado o disco mais quebraceira de sua discografia ao lado do álbum "Versus" (2º disco, 1993). Os vocais de Vedder estão no ponto certo, os timbres do baterista Matt Cameron são perfeitamente cronometrados (como sempre) e toda a banda faz a música dar a "liga" necessária. Novamente, McCready faz o seu melhor trabalho no final da canção, onde ele se inclina e dobra as suas cordas até você assumir que elas irão arrebentar, mas não, e o resultado é uma exibição feroz.

Confira a performance no programa de TV americano Later With David Letterman, em 2006:

 

9. Música: “Go” 

    Álbum: "Versus" (2º disco, 1993)

 

Seria difícil encontrar uma canção tão contundente e agressiva no catálogo do PEARL JAM como “Go” (as músicas “Blood”, “Deep”, “Why Go” e “Not For You” também vêm em mente). No final de Novembro/1993, o 2º álbum da banda havia tomado o mundo com uma tempestade até a morte de Kurt Cobain em Abril/1994 - era o PEARL JAM quem estava no topo dos holofotes nesse período. Na época, o álbum estabeleceu um recorde para a quantidade de cópias vendidas em sua 1ª semana de lançamento, com 950.378 cópias. “Go” e “Animal” são as 02 primeiras músicas do álbum - um par de canções curtas, mas extremamente poderosas e banhadas com os solos de McCready. Sendo composta pelo ex-baterista da banda, Dave Abbruzzese, a música “Go” concede 02 solos de McCready. O 1º vem como um enchimento após o 1º refrão da canção, mas o 2º solo, mais longo, leva a música para casa com muita autoridade. Aqui, o estilo em executar o solo por de trás da cabeça em alguns shows, revela um bonito aceno para JIMI HENDRIX.

 

8. Música: “Nothing as it Seems”

    Álbum: "Binaural" (6º disco, 2000)

 

Esta música composta pelo baixista Jeff Ament é dominada por McCready do início ao fim. Você até poderia pensar que foi ele mesmo quem a compôs e não o baixista da banda. No entanto, McCready demonstra as suas habilidades com os pedais de efeitos - delay, wah-wah e chorus - para criar alguns dos melhores momentos do nublado álbum que "Binaural" é. Embora essa canção seja ótima na versão lançada no disco, resolvi selecionar a apresentação em Seattle no ano 2000, onde a microfonia a la SONIC YOUTH também faz parte do pacote.

 

7. Música: “Black”

    Álbum: "Ten" (1º disco, 1991)

 

"Black" é obviamente uma das músicas mais populares do PEARL JAM. As letras e a performance vocal de Vedder fazem com que ela seja um verdadeiro prazer de se ouvir cada vez que é tocada. McCready faz a música tão bem quanto o solo que ele oferece e com o passar do tempo, essa música se tornou progressivamente mais longa devido aos solos de Mike, ao ponto de registrar tranquilamente a partir deste século de 05 à 07 minutos de duração - com apresentações chegando a levar até 10 minutos! Muitas versões ao vivo para escolher, sendo praticamente impossível escolher a mais top, então, vou com a 1ª versão que me chocou quando escutei essa música pela 1ª vez ao vivo (tirando o acústico da MTV de lado), com a magnífica versão que foi lançada no 1º disco oficial ao vivo da banda, "Live on Two Legs" (1999). Tudo me impressionou de primeira quando a escutei com o lançamento desse álbum - e até então, tirando as gravações piratas ao vivo que a gente escutava em fitas cassete desde 1991, esta foi realmente a 1ª vez que estávamos escutando uma gravação ao vivo profissional da banda. Foi um verdadeiro choque escutar através de uma qualidade inédita para nós, com um som tão limpo...

 

6. Música: “Garden”

    Álbum: "Ten" (1º disco, 1991)

 

Se você é fã do PEARL JAM e nunca se atentou para essa canção que ficou enterrada no álbum de estreia, certifique-se de alterar essa condição o mais rápido possível. "Garden" é tão poderosa musicalmente e liricamente, e tão rara de ser tocada nos shows, que é uma das músicas mais amadas pelos fãs de carteirinha do grupo. No dia que foi noticiado o desaparecimento de Kurt Cobain, PEARL JAM realizou um show em Atlanta e Vedder disse para a plateia antes de tocar essa canção: “Esta música é para Kurt”. O desempenho de “Garden” é um destaque especial graças ao solo de McCready, ensanduichado entre os vocais de Vedder nos refrões. Ouça por si mesmo.

 

5. Música: “Even Flow”

    Álbum: "Ten" (1º disco, 1991)

 

Hoje em dia, nos shows da banda, a maioria dos fãs assíduos do PEARL JAM aproveitam a canção “Even Flow” para dar uma pausa no banheiro. A música foi tocada mais de 800 vezes e é uma das canções mais conhecidas no catálogo do grupo. Mesmo que você já saiba de cor as letras dessa música, fique sempre atento para o solo de McCready da próxima vez que for a um show deles.... Aqui, nós o vemos canalizando mais uma vez o seu JIMI HENDRIX interior, tocando o solo com a guitarra atrás de sua cabeça e em ponto de bala! O solo dessa música só melhorou desde o seu lançamento em 1991, e se você se auto-sabotar quando for ver novamente a banda ao vivo na hora da execução de "Even Flow", você pode se arrepender muito quando for ouvir o bootleg alguns meses depois... Não sei qual versão expor aqui... São tantas belas e históricas versões que nem sei por onde começar. Para tanto, vou deixar a versão do show no Madison Square Garden em 2003, New York, que também chocou aos meus olhos e coração durante o solo: Mike agitando, Mike estático, Mike com solo de 05 minutos - algo inédito até então para quem acompanha a banda desde 1991. McCready faz literalmente uma viagem para outro mundo nessa versão.

 

4. Música: "Alive"

    Álbum: "Ten" (1º disco, 1991)

 

Outra razão para não saber qual seria a versão mais top, simplesmente porque pode ser a música mais difícil para escolher um solo. Foi tocada tantas vezes e é amado por tantos fãs, que escolher "a" versão seria meio bobo. Deixarei a versão de estúdio aqui, para que vocês escolham a versão ao vivo mais top.

 

3. Música: “Yellow Ledbetter”

    Álbum: "Lost Dogs" (coletânea de raridades, lados-b e covers, 2003)

 

Mais uma vez deixo em aberto aqui... Façam as suas escolhas! McCready está vivenciando o espírito de JIMI HENDRIX em qualquer versão tocada, tanto nos trejeitos dos acordes, quanto no solo - assim como nessa versão de estúdio e que pasmem, a banda deixou de fora do 1º disco, "Ten" (1991).

 

2. Música: “All or None”

    Álbum: "Riot Act" (7º disco, 2002)

 

Este corte profundo do álbum "Riot Act" e que fecha o disco, é certamente uma raridade. Desde 2002, só foi tocada ao vivo 15 vezes e carregado pelo peso da letra dessa canção, o solo se encaixa perfeitamente dando um grau a mais de sentimento à música.

 

1. Música: “Immortality"

    Álbum: "Vitalogy" (3º disco, 1994)

 

Até hoje - e acho que nunca vai acontecer - não consegui escutar uma versão ao vivo, onde Mike representa o solo de violão que ficou gravado na versão original lançada no álbum. Com certeza não é o solo mais top para ser a 1ª dessa lista, mas ela é uma das músicas do PEARL JAM que gerou um sentimento em mim quando escutei o disco pela 1ª vez, nas férias da escola naquele mês de Fevereiro/1995, que deixou fotografado na minha mente e que luto até hoje para não deixar de esquecer ou sentir aquilo... Ainda mais quando a letra faz referências (não admitido por Vedder) ao falecimento de Kurt Cobain. No 1º show que o PEARL JAM realizou - depois da notícia da morte de Kurt - a banda tocou essa música pela 1ª vez ao público, realizado na cidade de Boston em 11 de Abril/1994. Porém, fique com a versão de estúdio.

 

 

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