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Stone Temple Pilots: rebatendo as críticas de quando foram chamados de cópia das bandas grunge


Em uma nova entrevista para o Yahoo, o baixista do STONE TEMPLE PILOTS (Robert DeLeo) e o guitarrista Dean DeLeo, falaram sobre as críticas que a banda havia recebido quando lançou o seu álbum de estréia em 1992, “Core” - de que era um grupo que estava imitando o grunge de Seattle.

Robert falou: "Eu não acho que já fizemos álbuns para os críticos e esse nunca foi o nosso objetivo em compor discos para os ‘especialistas’ gostarem. Estávamos tentando criar a melhor música possível com as melhores canções que poderíamos fazer. Eu acho que com a chegada do NIRVANA ao mainstream, ficou difícil alguma banda nova não seguir pelo mesmo caminho, ainda mais com todos aqueles grupos de Seattle no cenário... Estávamos muito empolgados com o nosso álbum de estréia, sabe? Nós realmente não sabíamos o que ia acontecer depois daquilo, porque a situação fica fora das nossas mãos depois de lançar um disco com aquela repercussão. Você não sabe quem vai comprá-lo, quem vai gostar e quem não vai gostar. Eu cheguei a conversar com alguns desses críticos nos dias de hoje e eles me falaram: ‘Me desculpe, cara. Eu realmente não tinha escutado o disco de vocês na época e acabei pegando ‘carona’ com o que o resto do pessoal ficava falando de vocês’”.

A partir de uma resenha do álbum “Core” realizada na época, descrevia o STONE TEMPLE PILOTS como tendo "escalado no movimento grunge de Seattle". A resenha também afirmava: "As suas músicas lentas com riffs e vocais de meia velocidade, são de 1ª qualidade a la PEARL JAM. Para variar, existem alguns gemidos de meio tempo que imitam o NIRVANA".

Dean DeLeo acrescentou: "Me lembro de ler alguns comentários na época que mais pareciam que estavam copiando uma resenha da outra. Como essa pessoa que nem sequer havia escutado o disco na época e estava apenas repetindo o que uma outra pessoa estava dizendo... Mas pode ter certeza que havia muita emoção em nossa bolha e era o que realmente queríamos fazer. Sabíamos o que estávamos fazendo, sabíamos o que tínhamos e do jeito que contribuímos com o álbum, todos nós sabíamos o que tínhamos no bolso para os próximos discos”.

Robert finalizou: "Me lembro de conceder entrevistas naquela época e dizia: ‘Não nos critique pelo nosso 1º álbum de estúdio, mas quando já tivermos lançado 05 discos’. O que significava que não deveríamos fazer somente 01 álbum e encerrar a carreira, sabe? Deixamos isso bem claro com a nossa gravadora de que queríamos ter uma carreira lançando 05, 06 ou 10 discos".

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