• by Brunelson

Smashing Pumpkins: baterista fala sobre novo álbum e por que saiu da banda em 2009


Confira a matéria e entrevista que o baterista do SMASHING PUMPKINS, Jimmy Chamberlin, concedeu ao site Wall of Sound, falando bastante sobre o novo álbum da banda, "Cyr", e a sua sequência que será a etapa final da trilogia dos discos "Mellon Collie and The Infinite Sadness" e "Machina The Machines of God", dentre outros assuntos.


SMASHING PUMPKINS, banda vencedora de vários Grammys, assinou recentemente com a Sumerian Records e está de volta à cena com um novo ciclo de álbum.

O disco "Cyr" foi lançado nesta sexta-feira passada, 27 de novembro de 2020, e o baterista Jimmy Chamberlin não poderia estar mais feliz com o lugar onde a banda está hoje.

Chamberlin, membro fundador do grupo, é mundialmente reconhecido como um dos melhores bateristas de todos os tempos. Na verdade, a revista Rolling Stone classificou Jimmy Chamberlin em 53º lugar em sua lista dos 100 maiores bateristas de todos os tempos. Nada mal para aparecer em uma lista como essa, perto dos seus colegas de "pequenas" bandas do rock and roll de que você já deve ter ouvido falar...

Com 56 anos de idade, ele está se sentindo bem com o lançamento do álbum "Cyr" do SMASHING PUMPKINS (10º disco): “Nós trabalhamos muito nisso, tentamos quase nos reinventar no álbum e realmente não sabíamos qual seria a resposta, o que nunca realmente sabemos porque estamos sempre nos arriscando em cada disco”.

Algumas pessoas podem ter torcido o nariz quando a Sumerian Records anunciou que o SMASHING PUMPKINS foi o último artista a se juntar a eles, já que o selo possui a maioria das bandas de heavy metal moderno, além de saberem muito bem da fama da banda de que não seguem nenhuma regra ou norma.

Ao entrar para a gravadora, Chamberlin explicou: "Ash Avildsen, fundador da Sumerian Records, é um grande fã da banda e um verdadeiro cara da música. Estas pessoas estão cada vez mais difíceis de encontrar".

Para quem conhece a indústria de dentro para fora, esses comentários obviamente contam para alguma coisa: “Se alguém tem uma boa vibração e quer colocar um pouco de energia nisso, então, estamos prontos pra ir. Somos muito exigentes porque somos todos velhos agora", diz ele, com aquele sorriso lateral atrevido. Concentrando-se no assunto em questão, Chamberlin reitera que a banda aprecia a forma como o seu novo selo os desafiam.

O lançamento de 2020 é um álbum duplo espantoso de 20 músicas, com conteúdo suficiente para manter os fãs satisfeitos por um bom tempo. Em vez de entender como o frontman Billy Corgan e seus companheiros de banda tinham tanto material para chegar a 20 músicas, foi mais um caso de como eles tiveram que diminuir a chegar nesse número.

“Bom, é difícil quando você começa com cerca de 35 músicas”, ri Chamberlin. “Então, você apenas vai reduzindo-as, exceto que o critério para entrar no disco tem que ser muito alto. Billy e eu começamos a conversar sobre esse disco em janeiro de 2019, sabe?”


Houve um pouco de idas e vindas enquanto a criatividade do frontman começou a fluir.

“Billy começou a me enviar esboços de coisas em que estava pensando e começamos a falar sobre o som da bateria”, disse Chamberlin, referindo-se à influência de “bandas de rock progressivo do início dos anos 70, aquele tipo de som de bateria seco e compacto, que eu estava interessado".

Os dois gênios musicais desenvolveram seus pensamentos para o disco e as músicas simplesmente se acumularam, até que chegou a hora de diminuir: “Assim que descobrimos como seria o álbum, tínhamos uma pilha de músicas e pensávamos: 'Elas traduzem a nossa arquitetura ou não?' E foi assim como chegamos às 20 canções que foram incluídas no álbum 'Cyr'. Elas foram as melhores que representaram, ideologicamente falando”.

"Quero dizer, Corgan provavelmente tinha 45 músicas e só não queria me dizer porque ele provavelmente tinha composto mais 03 músicas hoje”.

Chamberlin continua a curtir as brincadeiras e se deleitar com a dinâmica como Corgan e ele criam música. SMASHING PUMPKINS não está apenas ocupado com o disco "Cyr", mas também em sua próxima grande era de lançamentos.

“Acabamos de terminar as demos e trabalhar nos arranjos de bateria para o próximo álbum que iremos lançar, sucessor do disco 'Cyr', que terá 33 músicas de Melancholy and Machina”, diz o baterista.

Resumindo, a banda tinha revelado que irá lançar a parte final da trilogia dos álbuns "Mellon Collie and The Infinite Sadness" (3º disco, 1995) e "Machina The Machines of God" (5º disco, 2000).

Apesar dos contínuos desafios físicos enfrentados nos EUA enquanto o país continua combatendo a covid sob controle, Chamberlin e Corgan são capazes de colaborar de forma bastante eficaz.

“Eu tenho um estúdio e Corgan tem o dele, e somos uma espécie de vizinhos - moramos muito perto um do outro. Então, temos todo esse tempo em quarentena e não há mais nada a fazer, então, só queríamos tentar maximizar o nosso tempo”.

Sobre este futuro álbum, parece que é o começo para o grupo: “Será uma espécie de magnum opus de material para acompanhar esses dois álbuns. Estamos lidando com uma grande variedade de material e haverá de tudo, desde dark metal até o oposto, como se chama mesmo?” Ele pergunta retoricamente, com uma risadinha considerada.

Os fãs não terão que esperar muito por esta extravagância da sequência final da trilogia, pois a banda já fez alusões para final de 2021: “É aí que nós definimos e direcionamos, sabe? Já estamos escalados para entrar no estúdio em março de 2021, então, eu tenho 03 meses para trabalhar os meus parafusos e porcas das partes da bateria e estar pronto para entrar, tudo lubrificado e pronto pra mandar a ver em março”.

Chamberlin está certamente disparando em todos os cilindros, mesmo que ele tenha sido menos proeminente na banda por vários períodos de tempo ao longo dos anos - embora ele definitivamente não sinta que nunca deixou a banda: “Estou sempre no SMASHING PUMPKINS, esteja tocando bateria ou não. Todos na banda agora têm filhos e todos nós compartilhamos esse tipo de alinhamento familiar”, diz ele, que ficou ausente da gravação e turnê do álbum "Adore" (4º disco, 1998) e dos álbuns "Oceania" (7º disco, 2012) e "Monuments to an Elegy" (8º disco, 2014), retornando em definitivo no ano de 2015.

“O problema de estar na banda ou não, nunca foi, sabe, nunca foi sobre música... Pra mim, era principalmente sobre logística e os meus filhos eram pequenos em 2009 quando eu saí. Precisava passar um tempo com os meus filhos e acredito muito na prática familiar, então, é realmente mais sobre isso o que realmente aconteceu".

Fiquem atentos que o SMASHING PUMPKINS irá se apresentar na TV: “Estou agora treinando uma música no meu estúdio, a qual iremos apresentar no programa Later With Jimmy Fallon na TV. Haverá uma chamada online, onde todos nós estaremos tocando”.

O charme indiferente de Chamberlin é simplesmente atribuído ao seu amor por tocar música e faz questão de transmitir isso, concluindo a sua entrevista: “Já tive pessoas me perguntando: 'O que você estaria fazendo se não estivesse tocando no Madison Square Garden, em New York?', e eu digo: 'Estaria tocando do outro lado da rua naquele lixão', ou algo assim”.

Confira a track-list do novo álbum duplo do SMASHING PUMPKINS, "Cyr":

1. The Colour of Love 2. Confessions of a Dopamine Addict 3. Cyr 4. Dulcet in E 5. Wrath 6. Ramona 7. Anno Satana 8. Birch Grove 9. Wyttch 10. Starrcraft 11. Purple Blood 12. Save Your Tears 13. Telegenix 14. Black Forest, Black Hills 15. Adrennalynne 16. Haunted 17. The Hidden Sun 18. Schaudenfreud 19. Tyger, Tyger 20. Minerva


Segue a outra versão do videoclipe da música "Wyttch":


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