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  • by Brunelson

Pearl Jam: "assim como muitos, 'dei um tempo' da banda depois de 'Yield'", disse autor de novo livro


Dentro do quadro de 18 músicas, o autor Steven Hyden oferece um retrato único de uma das maiores bandas de todos os tempos, PEARL JAM, em seu novo livro, "Long Road: Pearl Jam and The Soundtrack of a Generation".

“Quando eu estava na 8ª série em 1992, parecia que o PEARL JAM era a maior banda do mundo”, escreveu Hyden em seu novo livro sobre o lendário grupo de Seattle.

E Hyden não estava longe dessa visão...

Em 1992, a banda ainda estava no auge do seu álbum de estreia, "Ten" (1991), e agora, 03 décadas depois, esse disco é conhecido como uma das obras seminais do cânone do rock alternativo e um dos álbuns com mais cópias vendidas de toda a história do rock 'n roll.


Um olhar abrangente da perspectiva de um fã dedicado (às vezes preocupado), esse livro é organizado como uma mix-tape das músicas favoritas de Hyden do PEARL JAM, em capítulos correspondentes a uma canção específica e elaborando a partir daí, levando o leitor a muitos lugares fascinantes e surpreendentes que não são bem conhecidos sobre os ícones de Seattle.

Isso inclui um mergulho profundo nos tão falados lados-b da banda e muitas, mas muitas gravações ao vivo que rivalizam e convidam as comparações de Hyden com o GRATEFUL DEAD, que tem mais em comum com o PEARL JAM do que você imagina.



“Todos nós temos artistas e bandas assim, que estiveram por toda a nossa vida e crescemos com eles”, diz Hyden. O seu livro abrange a carreira do PEARL JAM desde o início dos anos 90 até o dinâmico último álbum de estúdio lançado, "Gigaton" (11º disco, 2020). Ele acrescentou: “Essa é uma banda que testemunhei crescer enquanto eu crescia e senti que tinha muito a dizer sobre eles”.

Algumas semanas antes do seu lançamento, a revista Spin conversou com Hyden em sua casa no Estado de Minnesota, falando sobre a evolução convincente dessa banda e por que eles conseguiram fazer isso quando muitos dos seus camaradas da cena grunge de Seattle desapareceram.


Confira a entrevista na íntegra:

Jornalista: O que lhe atraiu no PEARL JAM?

Steven Hyden: Uma das coisas que realmente me interessa como crítico de música são as carreiras das bandas, como elas se desenrolam e por que algumas bandas duram apenas 05 anos e por que outras duram décadas. PEARL JAM definitivamente tem um dos arcos de carreira mais interessantes na história do rock ou para qualquer outra banda de sua estatura.

Hyden: O fato de que eles eram tão populares com o seu 1º disco, na verdade, nos 03 primeiros discos, foram grandes sucessos e claramente eles saíram dessa parte de sua carreira para se tornar a banda que são agora. Eles ainda são uma banda muito popular, sendo que eles podem tocar em arenas e até em estádios ao redor do mundo e ainda assim eles não possuem nenhum perfil em rede social. Eles estão muito fora do radar, então, eles podem ter o melhor dos 02 mundos. Eles podem ter um grande público, mas também operar de várias maneiras como uma banda underground.


Jornalista: Por que você acha que eles não apenas sobreviveram, mas continuaram a prosperar depois que tantas bandas de Seattle não conseguiram?

Hyden: Com as bandas que surgiram de Seattle, muitas delas não estão mais por aí, especialmente se for comparar as 04 grandes bandas de Seattle que implodiram em circunstâncias trágicas e autodestrutivas. Quando você considera tudo isso, torna-se ainda mais extraordinário que eles tenham sido capazes de perseverar por todo esse tempo sem nenhum hiato nas costas.


Jornalista: Houve alguma parte do livro que você mais gostou de escrever ou explorar?

Hyden: O capítulo sobre a turnê de 2000, onde eles começaram a lançar um grande número de bootlegs (discos ao vivo). Mergulhando naquele período da banda e algumas das minhas músicas favoritas do PEARL JAM são daquela turnê (do 6º disco, "Binaural", 2000). Eu já estava vendo eles ao vivo desde 1992, com Eddie Vedder subindo nas vigas e se pendurado dezenas de metros acima do palco. Em 2000, Eddie já estava tocando guitarra nos shows e, bem, ele é muito mais do que apenas tocar guitarra, tipo, não parecia ter o mesmo impacto visceral de vê-los em 1992, mas se você ouvir essas gravações desses bootlegs, a nuance que eles conseguiram captar e a interação da banda é muito mais sutil e em última análise, mais interessante e recompensador.


Jornalista: Você acha que eles são mal interpretados?

Hyden: Eu acho que eles são absurdamente caricaturados como uma banda dos anos 90, porque eles foram muito difundidos pela mídia por um período de tempo. Eles realmente parecem embutidos com uma certa ideia do que são os anos 90, não só a música deles por ser tão popular, mas porque eles eram tão influentes em outras coisas da cultura popular. Você via atores de Hollywood como Ethan Hawke virando pessoas anti-establishment, eram jovens raivosos e que tinham um pouco de Eddie Vedder neles.


Jornalista: E então todos aqueles imitadores que você menciona no livro começaram a aparecer nessa época também...

Hyden: Havia tantas bandas que simplesmente imitaram o PEARL JAM e se tornaram um gênero em si. Tornou ainda mais necessário que o PEARL JAM invertesse a ordem das coisas e dizendo 'não' a situações de exposição da maneira que fizeram, porque eles ficaram muito expostos contra a sua vontade de uma maneira que não era realmente culpa deles.

Hyden: Os estilos vocais de Eddie Vedder se tornaram um clichê do rock em apenas alguns anos e você não pode culpá-lo por isso. É assim que ele canta e é muito distinto, mas outras pessoas começaram a cantar como ele, então, é quase como se não fosse apenas você escutando o PEARL JAM na rádio, era como se houvesse 10 "Pearl Jams" na rádio.


Jornalista: Houve um tempo em que você não era tão fã da banda?

Hyden: Acho que, assim como muita gente, na época do álbum "Yield" (5º disco, 1998) eu "dei um tempo" da banda. Havia uma percepção no final dos anos 90 de que, embora o álbum "Yield" fosse também um disco de muito sucesso, acho que havia uma sensação de que o PEARL JAM estava acabando naquela época, pois muita coisa aconteceu nos 07 anos até o álbum "Yield".

Hyden: A música no mundo mudou muito, sabe? A diferença entre o início dos anos 90 e o final dos anos 90 é bastante dramática em termos de cenas musicais no mundo do rock. Naquela época, PEARL JAM parecia um anacronismo. Tínhamos bandas como o KORN, LIMP BIZKIT e boy bands e girl bands pop adolescente, e aqui do outro lado estava essa banda de rock alternativo séria que se destacava com um polegar dolorido.


Jornalista: Para encerrar, você virou fã do PEARL JAM imediatamente? Desde quando eles lançaram o disco "Ten"?

Hyden: Não, eu gostava do NIRVANA e realmente acreditei no hype de que você tinha que escolher um ou outro (risos). Eu acho que era um fã somente no "meu interior" do PEARL JAM, tipo, eu gostava mais deles do que queria admitir na época.

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