• by Brunelson

Paul McCartney: qual seria o seu supergrupo dos sonhos?


Existe uma questão mais vintage para músicos do que decidir quem compõe o seu supergrupo dos sonhos?

Enquanto as realidades da maioria desses grupos fictícios seriam cheias de um pesadelo entre choques de ego, a clássica conversa numa mesa de bar ou numa roda conversando com o nelson é inevitável para aqueles com uma imaginação além do consciente.

Claro, a realidade é que o eterno beatle, Paul McCartney, é um artista que provavelmente seria incluído em quase todos os supergrupos que valem a pena no planeta, no entanto, quando ele foi questionado, ele teve que se deixar no banco de reservas.

E se alguém está bem equipado para responder a essa pergunta, é Paul McCartney. Ao longo de sua notável carreira, ele dividiu o palco com os maiores do mundo e colaborando com ícones de várias épocas.

Na verdade, é quase impossível fazer com que as pessoas concordem em unanimidade com essa questão e a beleza de criar um supergrupo fictício é que sempre dividirá opiniões. Se todos nós escolhêssemos a mesma formação de músicos, então, a música não seria a criatura subjetiva que nos faz amar tanto. A música é um jogo de opiniões e a visão de Paul McCartney deve ser reverenciada.

Falando ao jornal brasileiro O Estado de São Paulo em 2019, McCartney forneceu a resposta para a pergunta muito debatida que todo personagem do rock'n roll em algum momento de suas vidas se pegou pensando sobre a sua formação dos sonhos.

McCartney iniciou a conversa em um nível forte ao selecionar o baterista do LED ZEPPELIN, John Bonham: "Ele era fantástico! Bonham sempre esteve na minha lista dos 05 melhores bateristas de todos os tempos. Ele era um baterista corajoso e um grande amigo”.

"Nos teclados, eu escolheria Billy Preston". O outro beatle, George Harrison, trouxe Preston para os BEATLES enquanto a banda passava por um período tumultuado, depois de vê-lo se apresentar com Ray Charles em Londres e ter ficado impressionado.

“É interessante ver como as pessoas se comportam bem quando você traz um convidado à banda, porque eles não querem que todos saibam que são tão malvados”, comentou McCartney sobre o tecladista. “De repente, todo mundo está em seu melhor comportamento”.

Sobre os deveres no baixo, McCartney não titubeou e escolheu John Entwistle, do THE WHO. Enquanto isso, na guitarra havia apenas 01 escolha para Paul McCartney: o grande e inimitável Jimi Hendrix. O beatle lembrou quando assistiu Jimi Hendrix ao vivo pela 1ª vez e como o guitarrista fez um cover dos BEATLES.

“Ele deve ter gostado muito disso, porque Jimi abriu o show dele com a nossa música. É um grande elogio no livro de qualquer pessoa e eu coloco isso como uma das grandes honras na minha carreira. Quero dizer, tenho certeza que ele não teria pensado nisso como uma honra, tipo, tenho certeza que ele pensou que era o contrário, mas pra mim, foi um grande impulso na minha vida”.

Depois que McCartney selecionou o grupo repleto de estrelas, ele precisava de um vocalista carismático que pudesse manter a ordem em torno de instrumentistas desse naipe.

Quem poderia realizar essa tarefa? Do ponto de vista de Paul McCartney, tinha que ser Elvis Presley, que ele descreveu como “imortal”.

A maioria dos supergrupos parece complicado de relacionar, ainda assim, assistindo todas essas superestrelas "competindo" para ser o centro das atenções num show, é sem dúvida uma pitada de diversão em nosso imaginário.


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