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  • by Brunelson

Nirvana: a influência de Dave Grohl para o sucesso da banda


Dave Grohl pode muito bem ser um dos maiores frontman do rock moderno, levando o FOO FIGHTERS ao sucesso do tamanho de um estádio, bem como ao reconhecimento mundial.

Dito isso, a sua carreira teve um grande impulso em 1990, quando ele teve a oportunidade de sentar-se atrás da bateria ao lado de Kurt Cobain e Krist Novoselic no NIRVANA. Foi um movimento que resgatou a banda tanto quanto o resgatou.


Encontrar o baterista perfeito foi uma busca que Novoselic e Cobain se viram desde quando saíram de sua cidade natal, Aberdeen, para morarem um tempo nas cidades de Tacoma e Olympia (todas próximas a Seattle).


Em 1987, eles inicialmente contaram com Aaron Burckhard na bateria. Logo depois, pediram para Dale Crover (do MELVINS) "quebrar o galho" até arranjarem outro baterista. Ele chegou a gravar algumas demos com o NIRVANA e algumas músicas com ele na bateria foram lançadas no disco de estreia, "Bleach" (1989), e na coletânea de lados-b e covers de 1992, "Incesticide" (3º trabalho de estúdio). Se mudando para a California com o MELVINS, Crover indicou Dave Foster como o seu substituto. No entanto, a permanência de Foster na banda seria infrutífera e ele deixaria o grupo depois de alguns meses, com Chad Channing chegando na banda, gravando a bateria e fazendo a turnê do álbum "Bleach" e também aparecendo no disco "Incesticide". E antes de acharem um substituto fixo para Channing (que também não estava agradando Cobain e Novoselic), rapidamente o baterista do MUDHONEY, Dan Peters, foi convocado para apenas 02 shows como baterista do NIRVANA.

Ainda com Channing na banda e após um reconhecimento plausível do disco "Bleach" no cenário underground, fazendo turnês viajando numa van no estilo "do it yourself" e tendo as suas músicas sendo tocadas nas rádios universitárias, NIRVANA começou a criar as canções para o seu 2º álbum de estúdio em abril de 1990.


Com uma determinação clara, Cobain e Novoselic rapidamente ficaram desencantados com as capacidades limitadas de Channing na bateria, que eles pensavam estar prejudicando a banda e que não se encaixava nas novas músicas. Enquanto isso, Channing ficou igualmente frustrado com os seus companheiros de banda por não deixá-lo se envolver no processo de composição das canções e logo seria dispensado.

Enquanto isso e por acaso, a banda SCREAM havia se separado repentinamente e o baterista dessa banda, Dave Grohl, telefonou para o seu amigo, Buzz Osborne (frontman do MELVINS), para pedir conselhos sobre o que fazer a seguir. Buzz sabia que o NIRVANA precisava de um baterista, então, passou o contato para Grohl para ter a oportunidade de fazer um teste.




Novoselic disse mais tarde na audição de Grohl que ele e Kurt “sabíamos em 02 minutos que ele era o baterista certo”. Grohl também lembrou mais tarde para a Q Magazine sobre as suas primeiras impressões daquele dia: “Eu me lembro de estar na mesma sala de ensaio com eles e pensar: 'O quê? Isso daqui é o NIRVANA? Você só pode estar brincando'. Porque na capa do disco deles de estreia, 'Bleach', eles pareciam lenhadores psicopatas e eu me pegava pensando: 'Você está brincando comigo, não é?'"


O 2º disco do NIRVANA, "Nevermind" (1991), foi o álbum que levou a banda a alturas inesperadas e se tornaram um dos maiores grupos do planeta e da história. É claro que a adição de Grohl não foi a única razão para a ascensão do NIRVANA ao estrelato - com tudo o que já foi falado em honraria e méritos a Cobain - mas depois de anos de trabalho árduo procurando bateristas numa porta-giratória, Cobain e Novoselic finalmente viram em Grohl um baterista que eles podiam confiar.


Numa rara entrevista com Cobain que foi descoberta pelo Studio Brussel, uma estação de rádio na Bélgica que teve uma conversa com o NIRVANA em novembro de 1991, ele havia dito: “Krist Novoselic e eu tocamos juntos há cerca de 04 anos e meio com alguns bateristas diferentes. Dave está na banda há cerca de 01 ano e essa é a 1ª vez que nos sentimos como uma unidade bem definida. A banda finalmente está completa porque todos os outros bateristas que tínhamos eram um saco”.


A música do NIRVANA carrega uma emoção tão pesada para Grohl, que hoje se torna uma tarefa difícil para ele apreciar com sabor aquelas canções, sem olhar para trás com tristeza por causa da forma como a banda acabou.

O papel de Grohl no NIRVANA foi de uma cola que uniu toda a musicalidade e a forma como Cobain escutava as suas músicas na cabeça, transportadas com perfeição para o estado terreno e sonoro com a sua cadência e simplicidade, onde as vezes, o simples é muito difícil de fazer. Em comparação aos outros bateristas, a sua influência segura, direta e reta na bateria foi um calmante para que o NIRVANA não desmoronasse e continuasse em movimento sem saber que iriam caminhar sob os holofotes.

Sem contar que também fez Cobain e Novoselic tocarem melhor os seus instrumentos, onde eles viram que agora a sua banda de adolescência estava alcançando o próximo nível que tanto desejavam.




"Scentless Apprentice" (4º e último trabalho de estúdio, "In Utero", 1993)


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