• by Brunelson

Billy Corgan: "eles fumavam maconha o dia todo escutando Metallica"


Seguindo os passos de sua banda - o novo álbum de estúdio do SMASHING PUMPKINS, "Cyr" (10º disco, 2020) - o frontman Billy Corgan voltou ao programa do radialista Howard Stern nesta semana passada.


* Chris Cornell: viúva admitiu que ele se sentiu mal pela desavença com Billy Corgan


* Billy Corgan: citando falecimento de Chris Cornell e Soundgarden não se apresentando em arenas

Sentado em sua casa, rodeado pelo piano e Mellotron onde escreveu muitos dos maiores sucessos do SMASHING PUMPKINS, Corgan falou sobre vários assuntos, assim como se abriu sobre o valor da música - tanto a sua própria como a de outros: “Eu levo muito a sério porque realmente sei como é, como uma música pode realmente, tipo, impedir você de pular do telhado”, ele explicou a Stern sobre o quão importante a música pode ser.

O vocalista conheceu fãs que lhe contaram como o SMASHING PUMPKINS salvaram as suas vidas: “É provavelmente o maior elogio que você pode receber”, afirmou Billy Corgan.

Antes de tocar a canção hit do SMASHING PUMPKINS, "Disarm" (2º disco, "Siamese Dream", 1993), que Howard Stern admitiu que a música sempre lhe deixa arrepiado quando escuta, Corgan falou como foi um ponto de virada em sua vida ao escrever e compor esta canção: “Pra mim, foi o momento decisivo na minha vida em que eu estava de bem se iria ser essa pessoa mesmo, então, tinha que possuir a minha versão disso”, disse o vocalista sobre a música, que é sobre a sua infância complicada. “Em um milhão de anos, eu nunca poderia imaginar que as pessoas teriam se conectado a esta canção pelo outro lado da história... Uma coisa era ter a coragem de fazer isso na época, mas outra eram as pessoas dizendo: 'Sim, eu entendo o que ele está querendo dizer nas letras' e aquilo me surpreendeu, sabe? Estou literalmente escrevendo sobre algo que eu próprio passei”.


Falando mais sobre o icônico álbum "Siamese Dream", Corgan foi perguntado se a vocalista/guitarrista da banda HOLE e ex-namorada, Courtney Love, era a musa de inspiração das suas letras na época: “É parcialmente sobre ela, mas também parcialmente sobre a minha esposa e parcialmente sobre as mulheres que eu ainda não conheci”, explicou o compositor. “Muitas mulheres ao longo dos anos tentaram me dizer: 'Essa música é sobre mim', ou seja, nunca é realmente sobre uma pessoa. Quero dizer, no final do dia estou escrevendo sobre mim, certo?"

O vocalista também falou sobre o efeito que certas bandas tiveram sobre ele, do METALLICA aos BEATLES. A sua apresentação ao primeiro foi graças a um traficante que o acolheu quando Corgan foi expulso de casa ainda adolescente: “Eles sentavam e fumavam maconha o dia todo e apenas ficavam ouvindo METALLICA”, ele se lembrou daquela época. “Eu vi algo na música, mas quando o 2º álbum do METALLICA foi lançado, 'Ride The Lightning' (1984), eu fui ao show, os assisti e vi essa revolução acontecendo, tipo, foi como uma experiência religiosa”.

Ainda mais crucial foi o papel que a música “Fade to Black”, deste mesmo álbum do METALLICA, desempenhou no processo de cura que Corgan passou após a morte da sua avó: “Quando eu estava perdendo totalmente a cabeça porque a pessoa mais próxima da minha vida estava morrendo, essa era a música que eu ouvia continuamente”, admitiu Corgan. “Resumia o que eu estava sentindo e estou eternamente em dívida com James Hetfield por isso (vocalista/guitarrista do METALLICA)”.

Falando sobre os BEATLES e especificamente sobre John Lennon, Billy Corgan adorou como a abordagem da lenda em suas composições posteriores abriu a porta para ele ser emocionalmente honesto em seu próprio trabalho: “Esta é a beleza de um John Lennon”, observou Corgan. "Ele está dizendo a você e você também pode fazer isso. Olhe dentro de você e há muito tesouro lá e então ele me encorajou, assim como Bob Dylan e Neil Young, a olhar para dentro de mim e dizer que estou bem com quem quer que seja”.

Outra canção que Billy Corgan tocou no programa do radialista Howard Stern foi "Wish You Were Here", cover do PINK FLOYD: “Acho que esta é a primeira música que realmente me atraiu pessoalmente”, disse ele sobre o clássico hit. “Essa foi a primeira música que foi, tipo: 'Nossa! Esta pessoa está cantando pra mim'”.


Billy Corgan foi capaz de retribuir o favor introduzindo o PINK FLOYD no Rock and Roll Hall of Fame em 1996. Em uma sala cheia de muitas "perucas gigantes" da indústria musical, Corgan contou uma piada que talvez fosse honesta demais ao público presente do Hall of Fame: “'Lembro-me que todas as pessoas responsáveis pela discoteca estão na sala e eu não esqueci'”, ele se lembra de ter dito na época durante a cerimônia. “Provavelmente me enterrei no mundo da música durante anos por causa disso, mas simplesmente não pude resistir a falar o que pensava".

Outra grande influência para o músico é o BLACK SABBATH: “Provavelmente a minha banda favorita de todos os tempos”, disse ele sobre a icônica banda. "BLACK SABBATH e Ozzy Osbourne são uma instituição e acho uma das melhores bandas de todos os tempos”.

Falando sobre a sua infância e como começou como guitarrista em bandas ainda jovem, Corgan disse que recebeu uma reação bastante dura no início. “Eles não entendiam a maneira como eu tocava ou não entendiam a minha atitude”, disse ele sobre o público da época. “Eu sempre incentivei uma espécie de resposta violenta pra mim no palco, tipo, ficava em pé tocando guitarra e alguém vinha e gritava na minha cara”.

Antes de tocar a nova música “Birch Grove” do novo álbum “Cyr”, o roqueiro explicou que na verdade ele compôs esta canção para os seus dois filhos pequenos: “Eu tenho 53 anos e os meus filhos têm 05 e 02 anos e olho para eles e penso: 'Eles vão crescer sem mim?'” Corgan admitiu. “As letras desta música é como um roteiro e é algo que talvez só eles entendam... Quero que saibam que pensei sobre isso quando escrevi essas letras e este é o cartão deles se precisarem, caso eu tenha que ir embora”.

Abrindo-se mais sobre os seus sentimentos como pai, Billy Corgan estava mais afetivo do que nunca.


Ele concluiu: “Eu só quero que eles sejam felizes, pois a felicidade é a maior mercadoria da vida”, disse Corgan. "Você pode ser pobre e feliz ou pode ser rico e miserável... Quero que os meus filhos sejam felizes e esse é o único presente que quero dar a eles".


  • Facebook Social Icon
Mais Recentes
Destaques

2016 by RockInTheHead