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Tom Morello: revelando qual foi o seu momento de epifania no rock'n roll


"Foi o vocalista da banda TOOL, Maynard James Keenan, que me ensinou como tocar na afinação em drop D", disse o guitarrista do RAGE AGAINST THE MACHINE, Tom Morello.


Durante uma recente conversa com a revista Rolling Stone, Morello relembrou - dentre vários assuntos que o site rockinthehead irá publicar em partes - os primeiros dias de sua jornada musical, o desenvolvimento do seu estilo característico, bem como sobre a clássica música de sua banda, "Killing in The Name" (1º disco, "Rage Against The Machine", 1992).


Quando ainda estava no colégio, Morello era membro de uma banda chamada ELECTRIC SHEEP ao lado do futuro guitarrista do TOOL, Adam Jones.


Como se pôde notar, a amizade com os membros da banda TOOL começou bem cedo na vida de Tom Morello.


Quando o jornalista lhe disse nesta recente entrevista: "Você descreveu um momento em que tocava numa de suas primeiras bandas o cover do STEPPENWOLF, a música 'Born to Be Wild', e que tinha levado 04 meses para aprender - e você pensou que não teria como aprender esta canção em 04 meses".


Morello respondeu, rindo:


“Bem, você deveria ter visto a nossa banda... Havia três bandas na minha escola: uma super popular chamada DESTINY, tipo, eles eram a bela banda que cantava belas canções cover da época".


"Eles eram como os BEATLES, extremamente populares na escola, com os seus cabelos fantásticos e suas vidas amorosas em alta escala".


"Então, havia outra banda chamada EPITAPH, que eram os meninos maus da turma. Eles não estavam tocando em eventos idiotas do colégio, eles estavam fumando maconha, se apresentavam em festas com jeans rasgados e tocando AC/DC e BLACK SABBATH".


"E então, havia a minha banda, ELECTRIC SHEEP, que incrivelmente também apresentava Adam Jones, o futuro guitarrista do TOOL, mas ele era baixista no ELECTRIC SHEEP".


"Fizemos o teste para o show com uma de nossas músicas originais, porque não tínhamos habilidade técnica para tocar as músicas de ninguém, sabe? Tínhamos que compor as nossas próprias canções".


"O responsável do evento havia me dito: 'Sim, você pode tocar com a sua banda, mas vocês conseguem tocar pelo menos a música 'Born to Be Wild' e alguns covers? O show vai ser em quatro meses'. E sabendo que não havia maneira de aprendermos a canção 'Born to Be Wild' em quatro meses, eu disse para ele: 'Sim, claro, aceitaremos o desafio'".


"E assim nós abrimos o nosso caminho e tentamos aprender como afinar as nossas guitarras e baixo. Em minha mente, era uma espécie de batalha de bandas entre a minha banda e a deles, sendo que o grupo DESTINY tinha todas as cartas, eles tinham todos os riffs, todas as garotas e outros enfeites".


"Na noite que fomos nos apresentar (documentada na foto acima), acho que era um cover de Crosby, Stills & Nash que estávamos tocando e os teclados estavam desafinados, Adam e eu tocamos a nota errada e sentimos que queríamos nos reerguer, sabe?"


"Foi realmente como o momento da minha epifania rock'n roll, percebendo que as coisas não estavam indo bem musicalmente, então, eu tinha algumas habilidades atléticas e resolvi pular daquele degrau, comecei a agitar com a galera e tudo foi à loucura, cara..."


"E eu percebi como o rock era tão importante, que desfez aquela cena toda no auditório e nós terminamos com uma tremenda ovação de pé, e me lembro de realmente me sentir habitado pelo espírito sagrado do rock'n roll".

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