• by Brunelson

Nirvana: engenheiro de som falando sobre a era “Bleach”


Craig Montgomery, engenheiro de som das performances ao vivo e de estúdio do NIRVANA entre os anos de 1989 a 1993, recentemente foi entrevistado pelo AMA Reddit. Abaixo estão outros destaques:

Pergunta: Você tem alguma lembrança engraçada durante a era inicial do 1º álbum do NIRVANA, “Bleach” (1988/1989)? Ah, e foi a última gota para Jason Everman (2º guitarrista do NIRVANA) depois que ele brigou com um cara bêbado ou já estava compreendido pela banda que ele seria demitido do grupo?

Craig: Eu não estava na turnê inicial com Jason, mas há outros lugares onde você pode ler a respeito sobre como foi essa época. Eu não tenho conhecimento de 1ª mão sobre isso, mas eu acho que a banda iria descobrir mais tarde que eles não precisavam de um 2º guitarrista.

Pergunta: Você se lembra de alguma coisa sobre a última turnê nos EUA com Chad Channing na bateria (baterista antes de Dave Grohl entrar na banda)?

Craig: Um pouco... Eu sei que Chad estava se sentindo como se precisasse de uma entrega criativa, coisa que o NIRVANA não era na época. Chad não era apenas um baterista e Kurt e Krist (baixista) podiam sentir o seu entusiasmo em declínio... Após a turnê, Kurt me chamou e disse que eles estavam pensando em demitir Chad e perguntaram a minha opinião sobre isso. Eu estava contra essa decisão, porque ainda pensava que os 03 tinham uma química excelente juntos. Eles realmente amaram Chad como amigo, então deve ter sido uma decisão difícil. Kurt estava realmente agoniado sobre esta questão e ele telefonou para mim perguntando.

Pergunta: Você e Kurt (ou alguém da banda) entraram em muitos argumentos sobre como as músicas deveriam soar? Às vezes, eu sei que Kurt tinha particularidades sobre como ele queria certas coisas...

Craig: Não, não no contexto de shows. Eu acho que eles devem ter confiado em mim porque eles me deixaram ficar por tanto tempo na banda, sabe? Kurt ficava feliz quando conseguíamos obter os seus vocais altos o suficiente nas caixas de som. Às vezes, a banda estava tocando tão alto, que eu tinha que pedir para que eles baixassem um pouco o volume, porque eu simplesmente não conseguia fazer nada a respeito. Esta era uma atitude atípica do grupo, então, quando acontecia, eu procurava interferir o mínimo possível”.

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