The Kinks: guitarrista explica por que Chuck Berry foi "fundamental" para o rock and roll dos anos 60
by Brunelson
há 9 minutos
2 min de leitura

Nos anos 60, quando as ruas de Londres viviam seu auge e o rock and roll estava em sua fase mais anárquica, foram os sons revolucionários de bandas como o THE KINKS que definiram o padrão para uma nova e ousada geração de rebeldes do rock pós-2ª Guerra Mundial, com o arsenal de riffs do guitarrista Dave Davies no centro de sua existência.
Em termos gerais, esta cena da "invasão britânica" ao lado dos BEATLES, ROLLING STONES e THE WHO, veio carregada com os esforços do THE KINKS com o público em geral se dando conta da mudança cultural que ocorria na capital inglesa.
Com hinos que definiram uma geração, como a canção "You Really Got Me" (1º disco, "Kinks", 1964) e até mesmo a subestimada obra-prima, o álbum "The Kinks are The Village Green Preservation Society" (6º disco, 1968), THE KINKS abriu caminho para praticamente todas as bandas do rock alternativo e punk rock que viriam nas décadas seguintes.
E apesar dessa constante aura de originalidade, o grupo sempre foi influenciado por uma vasta gama de referências, que invariavelmente surgiram da 1ª era do rock 'n' roll na década de 50.
A explosão de artistas como Little Richard, Fats Domino e Chuck Berry nas ondas de rádio nos anos 50, foi fundamental para estabelecer as raízes do THE KINKS. Mesmo quando o grupo alcançou o sucesso, os próprios integrantes mantiveram uma espécie de admiração por aquela 1ª geração de roqueiros, particularmente – no caso de Dave Davies – por Chuck Berry.
“Provavelmente eu nunca teria pegado numa guitarra se não fosse por Eddie Cochran, mas Chuck Berry foi fundamental para tudo o que iria acontecer nos anos 60”, disse Davies certa vez em entrevista para a revista Classic Rock. Embora Berry tenha passado grande parte do início da década de 60 preso sob acusações de sequestro e estupro, seu impacto nos sons predominantes daquela época foi inegável.
Todos, dos BEATLES aos ROLLING STONES, deviam seu som ao seu jeito transcendental de tocar guitarra, e como Davies destacou, suas composições também não eram nada ruins: "Suas letras estavam no mesmo nível das de Bob Dylan e do meu irmão, Ray Davies (vocalista/guitarrista do THE KINKS)", em um momento particularmente exagerado de adoração.
Em um determinado momento de sua trajetória no rock and roll, Davies se deparou com seu ídolo: "Finalmente o encontrei em um aeroporto em Atlanta nos EUA. Ele usava uns sapatos incríveis, meio estilo anos 50. Olhei para ele e fiquei sem palavras". Ele continuou, dando uma ideia do temperamento notoriamente imprevisível de Berry: "Aí, ele começou a xingar uma aeromoça que o tinha colocado no assento errado. Eu pensei: 'Nossa, queria saber xingar assim também'".
Deixando de lado os abusos verbais contra funcionários trabalhadores, a interação pouco alterou a admiração de Davies por Chuck Berry, o guitarrista que, de muitas maneiras, o colocou no caminho para se tornar um dos guitarristas de rock mais importantes da história do rock'n roll.
“Eu estava completamente impressionado com ele, enquanto acho que ele me via apenas como um garoto arrogante, mas Chuck Berry tinha uma presença incrível”, finalizou Dave Davies.
/










































Comentários