• by Brunelson

Smashing Pumpkins: "esse cara vai pegar o meu emprego", disse guitarrista sobre James Iha


Jeff Schroeder, guitarrista do SMASHING PUMPKINS desde o retorno da banda em 2007 (foto à direita), foi recentemente entrevistado pela Audio Ink Radio e dentre vários assuntos, falou como é fazer parte do SMASHING PUMPKINS e como se sentiu quando soube que o guitarrista original e membro fundador, James Iha, iria retornar à banda em 2016 (foto à esquerda).


* Smashing Pumpkins: "Billy Corgan é implacável pela grandeza", diz guitarrista

Seguem alguns trechos:

Jornalista: Como ser membro do SMASHING PUMPKINS o influenciou musicalmente?

Jeff Schroeder: É radical até certo ponto, porque eu toco o tempo todo com 03 lendas - Billy Corgan (vocalista/guitarrista), James Iha (guitarrista) e Jimmy Chamberlin (baterista, todos membros fundadores). Até mesmo o nosso baixista, Jack Bates (no grupo desde 2015), é filho de Peter Hook do NEW ORDER e JOY DIVISION, e ele traz este elemento para a banda também, então, há esse rico legado musical e todo mundo é muito criativo e apresentam ótimas ideias.

Schroeder: Billy Corgan é um incrível compositor, produtor e guitarrista, então, quando entrei na banda em 2007, é claro, já tinha gravado e lançado discos com outras bandas, mas não nada nesse nível, certo? Eu fui capaz de entrar numa situação e ficar pensando: “Nossa, eles já trabalharam com produtores como Butch Vig, Alan Moulder e Flood". Havia todo esse rico legado de realmente estar aprendendo melhor a música. Aprender a gravar discos em estúdios reais de pessoas que são algumas das melhores que já fizeram isso, tipo, não consigo expressar o quanto isso me mudou como músico. Poder tocar no palco todas as noites com um baterista como Jimmy Chamberlin, que, se você mal consegue acompanhar o cara, vai te fazer melhorar como músico porque ele está liderando o ataque o tempo todo. Ele é um dos músicos e bateristas mais insanos que já tive a chance não apenas de assistir e ver, mas também de tocar junto e isso é muito legal.

Jornalista: Como é a atual química musical do SMASHING PUMPKINS e como você se sentiu quando soube que James Iha iria retornar à banda em 2016?

Schroeder: Na verdade foi bem fácil. Eu gostaria de dizer, porque isso acontece de vez em quando, tipo, a coisa natural a se pensar com o retorno de James Iha, foi: 'Bom, esse cara está voltando para pegar o emprego dele de volta'. Isso parece ameaçador para você? Mas houve transparência total o tempo todo. Me lembro de Billy me falando: “James meio que estendeu a mão e estamos conversando, mas se ele se juntar a banda, você vai continuar conosco, ok?”. Portanto, nunca foi uma situação ameaçadora dessa forma, sabe? Além disso, James tem sido incrível comigo e diria que ao longo dos anos considero-o um bom amigo. Conversamos ao telefone sobre nada relacionado a banda e saímos para jantar e coisas assim. Então, é uma experiência muito boa.

Schroeder: No nível musical, que pra mim é uma das partes mais importantes, na verdade foi uma bênção que eu nem percebi que, quando entrei no SMASHING PUMPKINS em 2007, o meu papel era meio que fazer o que James fazia na banda com a minha opinião e minha interpretação. Então, havia muitos deveres e outras coisas, tipo, estilos de tocar e coisas sonoras como certos tons de guitarra e outras coisas que realmente não faziam parte do meu vocabulário na época. Mas por um lado foi ótimo, porque aprendi todas essas habilidades nas quais não era muito versado e me saí muito bem nisso. Quando James retornou à banda, ele está fazendo o que normalmente faria e é realmente criado um espaço para eu ser eu mesmo. Eu consigo realmente adicionar mais da minha voz pessoal à estética da banda e isso não teria acontecido, acho que não tanto, se James não tivesse voltado.

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