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  • by Brunelson

Rubah: confira entrevista concedida ao site rockinthehead


RUBAH é o nome artístico de Edgard Leite de Oliveira, escritor, compositor, guitarrista e músico nascido em Minas Gerais. Ele apresenta em seu som uma mistura de blues, jazz, punk e cultura negra latino-americana.

"Rubah" é uma palavra usada em alguns países da África e da Ásia referindo-se a lobo, cão de caça.

Em 2019, o músico lançou o seu primeiro trabalho solo, onde todas as músicas e letras são de sua autoria. Compôs e gravou voz, baixo e guitarra no estúdio Delirio Graba, em Buenos Aires, em novembro de 2018, dividindo a direção musical com Ivan Caplan, produtor reconhecido pelos grandes trabalhos no rock argentino.


E o site rockinthehead entrevistou o artista RUBAH. Confira a entrevista completa:


Pergunta: Como surgiu a ideia de formar a banda?


R: Olá, todos e todas! Prazer da gente estar aqui. Bom... Na verdade, o Rubah não é uma banda, nem um grupo, é uma carreira solo de um músico que já teve outras bandas, que sou eu e dada a necessidade de criação ou de elaboração de músicas que já estavam assim, sendo produzidas e as dificuldades de se montar uma banda fixa para a construção das composições, optei pela carreira solo. Então, não é uma banda, é uma carreira solo de um músico que tem o nome artístico Rubah.



Pergunta: O grupo estará em turnê ou programando algo quando o mundo voltar da situação pandêmica?


R: Estamos loucos, loucos, loucos (risos) para estarmos em shows, com as pessoas, poder ouvir um som ao vivo e poder tocar também. A nossa ideia é assim, a gente passar por este período tão difícil, a comunidade toda está passando, as pessoas já estão todas vacinadas ou com a imunidade reforçada, não termos mais risco de contaminação, que possamos estar juntos e fazendo turnê pelo país inteiro. Com isso, também querer estreitar diálogos com grupos, mídias alternativas, redes, para que a gente possa construir vários festivais e tocar, e assim, estar junto das pessoas. Esperamos que em 2022 consiga fazer isso logo no início do ano.



Pergunta: Como está sendo a receptividade dos fãs ao novo EP, "Libertad"? Algum público em especial?


R: A receptividade de “Libertad” foi maravilhosa, muito além do que a gente imaginou ou das nossas expectativas. Quando criamos a ideia do EP e a criar todo o trabalho de elaboração musical das composições, jamais imaginaríamos que um país como o Brasil, que pouco conhece muito de forma superficial a música latina, de outros países latinos, principalmente do rock latino e não sendo o espanhol e o italiano, muito estudadas em nosso país, a gente não imaginou que teríamos essa receptividade. Você criar, como criei um EP de versões de tributos aos músicos dos anos 70, 80 e 90 do rock, durante uma pandemia, em espanhol e italiano e ainda assim, ter a receptividade que tivemos, é realmente inimaginável.


R: Tocamos em todos os estados brasileiros, exceto Mato Grosso do Sul, se não me recordo de uma rádio de lá ter tocado, pode ser que tocou ou eu estou cometendo um erro (risos), mas todos os outros estados tivemos um, dois ou três, em alguns estados tivemos mais de 10 veículos que tocaram as nossas músicas e fora do Brasil também, como Argentina, Venezuela, Bolívia, Uruguai, Peru, México, Cuba, Itália e Espanha. Então, de uma certa forma, tivemos uma receptividade excelente, dado as circunstâncias do material e avalio como sendo algo boa de gravação e composição, mas tem todas essas outras questões que falei anteriormente que de uma certa forma, eu achava que teria um problema e não assim… Tivemos uma receptividade e gostei muito disso e as pessoas têm nos procurado para falar do EP, praticamente assim, quase 01 ano depois do lançamento e isso é muito legal.



Pergunta: Quais as bandas que mais influenciaram o som do grupo?


R: Temos influências diversas. Eu, majoritariamente assim, de bandas da cena punk underground e hardcore, na qual eu atuei como músico, como pessoa ativa na cena na elaboração de material como fanzines, matérias e também ajudando nas organizações de festivais, no estilo “faça você mesmo”, então, esse é um pouco da minha trajetória musical. Nas influências, a gente é mais amplo, vamos pensar assim...Tenho influências de bandas como SEPULTURA, METALLICA, músicos de Trova, cantores repentistas, então, a gente tem bastante influência musical. Escutamos de tudo assim, desde coisas de outros países até coisas regionais. Então, acredito que, de uma certa forma, como estamos perto deste arcabouço amplo de artistas, isso faz com que de alguma forma apareça em nosso som, mesmo não sendo aquela sonoridade que estamos acostumados a tocar.


R: Por exemplo, se você pega o último EP, “Libertad”, tem músicas de um trovador cubano, de uma banda de rock argentino dos anos 90, música italiana da década de 70 e então, a gente foi pegando um outro músico dos anos 80 do México que também era como chamá-lo de trovador solitário, que tocava em um violão, praticamente um folk latino. Temos este viés musical, da gente procurar sons que remetem a conteúdos em que achamos interessante independentemente do estilo, apesar da gente fincar o pé no rock.



Pergunta: Como está o cenário independente de bandas em Minas Gerais?


R: O cenário de música independente de Minas Gerais é riquíssimo, como eu imagino que seja na maioria do Brasil. Particularmente, toda semana ando pesquisando bandas novas e em todas as vezes em que faço essa pesquisa, me deparo com diversas bandas, grupos e músicos independentes maravilhosos que estão fazendo grandes trabalhos. A internet nos facilita nesta pesquisa, então, eu vou pesquisar sobre grupos de Goiás, Paraná, Amazonas, ou seja, de diversos lugares do país. A partir daí, vou encontrando bastante rock, bastante música, bastante artistas interessantes que a internet nos permite buscar estes materiais.


R: Por outro lado, a música independente sofre muito com este novo formato de organização musical do país que surgiu antes da pandemia, muita dificuldade de recursos, de sobrevivência dentro da cena independente que é o seu histórico no Brasil e com a pandemia agravou ainda mais. Então, vejo o cenário independente hoje com muita dificuldade, talvez uma das maiores dificuldades que vivenciei dentro da cena independente e isso também afeta os músicos de Minas Gerais, mas eu vejo uma expectativa, uma esperança de tempos melhores, principalmente para shows, para voltar a música independente a caminhar com força aqui no nosso estado. Imagino também que seja um pouco o cenário da música independente no mundo todo e principalmente no Brasil, onde uma parte da música independente se torna a contracultura (o rock, blues, jazz, metal) e as vertentes da música independente.



Pergunta: Quais os planos futuros referente a novo EP ou álbum?


R: Para o futuro pensamos em lançar músicas. Já tem praticamente um disco composto, porém, ainda não está gravado. Temos algumas coisas gravadas e a pandemia nos dificultou muito, uma vez que, moro no interior, em uma cidade pequena e que tem pouquíssimos estúdios. Então, por ser solo também, dificultou muito o acesso a outros músicos, estúdios, gravação, produção musical, então, eu tenho feito bastante coisa em casa. Estou esperando passar essas ondas pandêmicas e de isolamento social, para que eu possa de fato entrar em estúdio e gravar. A ideia e a expectativa, que a gente lance um disco e agora, de uma certa forma, como a gente tratou de um tema anterior, a cena independente, como a cena musical no geral, ela tem mudado muito rapidamente e então, não sabemos se lançamos as músicas sozinhas ou se lançamos no formato de EP.


R: Eu ainda gosto muito do formato de disco, pois o conceito artístico, musical e dos vídeos se dialogam. Pertenço a esta escola, onde o disco era algo muito importante, então, a nossa expectativa é de lançamento do álbum, mas como tudo nessa vida e principalmente a pandemia nos acentuou, dependemos de como as coisas vão caminhar e no daquilo que é possível fazer.


R: Um grande abraço pra vocês, um prazer estar com vocês aqui, espero estar em outros momentos! Atenciosamente, Rubah.


Confira o artista RUBAH nas redes sociais e plataformas digitais:











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