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  • by Brunelson

Layne Staley: Top 05 performances do vocalista do Alice in Chains e Mad Season


Não há muitas vozes na música que atingem você onde é realmente importante e puxa os sentimentos do seu coração.

Todos nós temos os nossos vocalistas favoritos aos quais voltamos repetidas vezes para nos confortar durante momentos de desafio na vida ou somente para curtir e relaxar. Também não é sempre que um estilo vocal transcende os princípios da vida cotidiana e se infiltra em nossos ossos e alma, permanecendo conosco pelo resto de nossas vidas.

Layne Staley, que ganhou destaque como vocalista original do ALICE IN CHAINS, um dos precursores da cena grunge de Seattle no final dos anos 80 e durante os anos 90, tinha uma voz como nenhuma outra e muitas vezes é esquecido como apenas uma estrela do rock drogado e confuso.


O fato é que Layne Staley, antes de Kurt Cobain, tinha a voz de uma geração e cantava para os desajustados e incompreendidos.

Não que o material do ALICE IN CHAINS fosse abertamente político ou algo parecido, mas em vez disso, tinha profundidade, raiva e poder, de uma maneira que alcançava o epicentro da dor de um jovem. Claro, isso acontecia porque Layne Staley vivia sofrendo tremendamente com as suas lutas contínuas com a heroína que foram bem documentadas em entrevistas e no livro "Alice in Chains: A História Não Revelada".




Falecido em 2002 por uma overdose de heroína que trouxe luto ao mundo inteiro, claro, no reino da música rock o vício em drogas tem sido continuamente glorificado, desde principalmente com o vocalista xamã do THE DOORS, Jim Morrison. A verdade é que é uma realidade feia e não se adapta muito bem a um estilo de vida funcional, mesmo se você for um músico de rock de sucesso.

O baterista do ALICE IN CHAINS, Sean Kinney, mais tarde em entrevista à revista Rolling Stone, disse que em 1994, Staley estava no auge do uso de drogas e que fez ele retornar à clínica de reabilitação: “Se tivéssemos continuado, haveria uma boa chance de nos autodestruirmos na turnê e definitivamente não queríamos que isso acontecesse em público”, comentou o baterista.

Sendo desde sempre o compositor principal da banda, o guitarrista Jerry Cantrell também dividia as funções vocais com Staley, acrescentando que nesta mesma época “estávamos indo com força total, apenas correndo em alta velocidade e de olhos fechados”.

Staley havia retornado da clínica de reabilitação e ao chegar para o 1º ensaio da banda, ficou claro para todos que ele estava novamente chapado: “Ninguém estava sendo honesto um com o outro naquela época”, lembrou Kinney. A banda fez uma pausa de 06 meses depois que todos os membros saíram furiosamente do local de ensaio, cristalizando o que já estava sendo formado, que o ALICE IN CHAINS levaria de forma difícil e espaçada a sua carreira até 2002...

Houve muitos altos e baixos na carreira do grupo, com shows ruins e ótimos quando se tratava de Staley. Houve algumas apresentações em programas de TV em que parecia óbvio que ele estava chapado, mas embora o ALICE IN CHAINS fosse uma banda extremamente bem azeitada e trabalhava muito no que fazia, quando Staley fazia um bom show, independentemente do seu estado, era magnífico.

Para celebrar a sua vida e em homenagem ao impacto que o ALICE IN CHAINS fez na música e na cultura mundial, decidimos dar uma olhada nas 05 melhores apresentações de Layne Staley (que estão disponíveis) em sua curta, mas significativa vida.

Sem nenhuma ordem qualitativa, confira a Top 05 melhores performances de Layne Staley - e na medíocre opinião deste autor que vos fala, tinha o vocal mais louco de se ouvir de toda a turma de Seattle.

Música: "Man in The Box" (1º disco, "Facelift", 1990)

Local: Academy Theatre, New York (1991)

Banda: ALICE IN CHAINS

Esta versão da canção "Man in The Box" é apresentada por um bando de roqueiros visceralmente vivos com uma crueza que raramente é vista hoje em dia.

"Man in The Box" foi a música que colocou o ALICE IN CHAINS no mapa mundial e foi lançado como o 2º single do seu álbum de estreia.

Aqui neste show, ALICE IN CHAINS estava em plena ascensão, provando serem vitais como sempre foram com o público ajudando a tornar esta performance tudo o que ela é. Staley está se alimentando da energia que está sendo retribuída pela multidão e o resultado é magnífico. O vocalista ainda é jovem e impressionável, e não abatido pelas suas próximas batalhas contra as drogas.

A música "Man in The Box" é um exemplo perfeito de como funcionava a mecânica da banda, com o seu riff principal da guitarra produzindo batidas impregnadas de distorção heavy metal sincronizado com o bumbo da bateria.

O riff principal vem com Staley imitando a melodia da guitarra, o que recria perfeitamente o efeito de "talk-box". No momento em que o refrão chega, Staley alcança alturas celestiais com notas agudas crivadas de medo, mas que ele as agarra com uma certeza plena.

Staley sempre se apresentou como se fosse o seu último show de todos...


Música: "Down in a Hole" (3º trabalho de estúdio, "Dirt", 1992)

Local: MTV Unplugged (1996)

Banda: ALICE IN CHAINS

Uma das características mais marcantes do ALICE IN CHAINS é a sua dinâmica musical.

A capacidade de pegar os violões e entregar um lado mais suave do espectro do seu hard rock, é igualmente medido na mesma intenção.

O 2º e 4º trabalho de estúdio da banda e que foram lançados em forma de EP ("Sap", 1992, e "Jar of Flies", 1994), apresentam canções acústicas que provam esta faceta. Já transportando para um cenário ao vivo, a performance da banda no acústico da MTV corroborou isso ainda mais.

E um dos destaques desta apresentação acústica em 1996 foi quando eles tocaram a clássica canção "Down in a Hole".

O guitarrista Jerry Cantrell havia escrito essa música para a sua então namorada na época, Courtney Clarke, e estava um pouco hesitante em trazer esta canção para a banda devido ao quão suave ela soa - embora a sua versão original lançada no álbum "Dirt" foi de forma elétrica.

Em notas de encarte anos depois deixados na coletânea "Music Bank" (1999), Cantrell disse que: "A música 'Down in a Hole', pessoalmente, está entre as minhas Top 03 da banda. É para o meu amor de longa data".

“É a realidade da minha vida, o caminho que escolhi e de uma forma estranha, meio que predisse onde estamos agora. É difícil para nós dois entender que esta vida não conduz a muito sucesso com relacionamentos a longo prazo".


Música: "River of Deceit" (1º disco, "Above", 1995)

Local: The Moore Theatre, Seattle (1995)

Banda: MAD SEASON

Esta seleção vem do supergrupo grunge, MAD SEASON, composto por Layne Staley nos vocais, Mike McCready do PEARL JAM na guitarra, Barrett Martin do SCREAMING TREES na bateria e John Baker Saunders no baixo de uma banda menos conhecida de Seattle formada em 1984, THE WALKABOUTS.

MAD SEASON lançou apenas um único álbum de estúdio e a canção "River of Deceit" foi o single desse disco. Sem promoção nenhuma ou turnê, foi um grande sucesso das rádios e alcançou o 2º lugar no raking da Billboard.

Esta música obteve 02 fontes principais de inspiração. Durante as sessões de gravação deste álbum do MAD SEASON, Staley estava lendo o livro chamado "The Prophet" do autor Khalil Gibran, sendo que a outra inspiração foi a sua raiva por ter se tornado um viciado em drogas.

“Layne Staley se sentia como se estivesse em uma missão espiritual por meio de sua música. Não é uma missão no rock, era mais uma missão espiritual mesmo”, havia dito certa vez o baterista Barrett Martin.


Este desempenho em particular é um pouco discreto, mas o que revela é Staley em sua forma mais focada e cuidadosa. A sua entrega é consistente, pontual e realmente soa como se a versão ao vivo fosse a de estúdio.


Música: "Again" (5º trabalho de estúdio, "Alice in Chains", 1995)

Local: Late Show with David Letterman (1996)

Banda: ALICE IN CHAINS

Esta foi a única apresentação de Layne Staley e do ALICE IN CHAINS no icônico programa de auditório da TV americana e que era ritual de passagem de várias bandas até poucos anos atrás.

A canção "Again" foi o 3º single do seu álbum homônimo e a música fez muito sucesso, ganhando uma indicação ao Grammy - novamente, com publicidade mínima e sem terem realizado nenhuma turnê completa ao disco, este álbum estreou em 1º lugar no ranking da Billboard.

Um elemento impressionante que o ALICE IN CHAINS possuía era a sua capacidade de recriar suas músicas de estúdio ao vivo da mesma maneira que foram gravadas originalmente - e a canção "Again" é uma das provas disso.


Confira esta performance que de brinde tocaram na sequência a música "We Die Young" (1º disco, "Facelift", 1990).


Música: "Them Bones" (3º trabalho de estúdio, "Dirt", 1992)

Local: Hollywood Rock Festival no Rio de Janeiro (1993)

Banda: ALICE IN CHAINS

Se alguém pudesse voltar no tempo para assistir a algum show do ALICE IN CHAINS, então, por que não aproveitar e assistir um show completo na bela cidade maravilhosa do Rio de Janeiro em 1993?

Para os gringos, talvez esta escolha soe um pouco estranha ao querer associar o Brasil ao rock ‘n’ roll (sonho meu...), mas a verdade é que ao longo dos anos, o Brasil tem sido um refúgio seguro para bandas de rock de todas as formas e tamanhos.

Aqui, um dos momentos marcantes durante o show foi a 3ª música do setlist, a icônica canção "Them Bones".

Staley não bate uma nota errada em seus vocais nesta música, mas durante o show, se o cantor estava sob algum efeito de drogas ou não estava num dia bom em relação a sua voz, parece que o momento iria lhe custar caro às suas cordas vocais com a sua voz falhando ou não alcançando o tom correto no decorrer das outras canções.

Mas como ainda estava no começo do show, Staley mantêm a sua voz lendária durante toda a apresentação desta música.


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