• by Brunelson

Pearl Jam: resenha do álbum "Yield"


Em 1998, PEARL JAM lançava o seu 5º álbum de estúdio, "Yield", marcando a 1ª etapa de carreira da banda.

Generalizando, esse disco também formaliza a fórmula/estrutura das canções que seriam usadas como guia ao grupo até os dias de hoje - lógico, salvo algumas exceções.


Com toda a base funk rock que o PEARL JAM nos apresentou no início de carreira sofrendo claramente a mutação para o punk rock e chegando no auge do experimentalismo no seu álbum antecessor, "No Code" (4º disco, 1996), a banda nos apresentou o álbum "Yield" que seria a confluência de todo o seu histórico musical apresentado até então.

Com um nome bastante sugestivo concedido ao disco, "Yield" (produzido novamente por Brendan O'Brien, que vinha com a banda desde a gravação do 2º disco) foi gravado após uma renovação relacional entre os membros da banda. Na época de gravação e turnê do álbum "No Code", o grupo quase encerrou as atividades, conforme o baixista Jeff Ament revelou numa recente entrevista: "Nós éramos péssimos comunicadores entre nós e poderíamos ter acabado com a banda ali mesmo, pois muita coisa não estava sendo dita".

"Evoluiu", disse o vocalista Eddie Vedder sobre a perspicácia colaborativa da banda para o álbum "Yield". Conforme ele disse para o livro "PJ20": "Foi na verdade muito bom desde o início (de carreira), mas então, provavelmente houve um período no meio dos nossos discos em que não compusemos tanto. Os discos do meio, talvez a partir do 3º álbum, 'Vitalogy' (1994), acho que eu estava apenas compondo um monte de canções na guitarra sozinho, mas agora o coletivo fala mais alto. Somos todos nós 05 com os nossos martelos e marretas trabalhando duro".

O disco "Yield" é o equivalente sônico do sol abrindo passagem entre as nuvens, além de ser um dos álbuns mais colaborativos da banda até hoje e que marcou as primeiras letras autorais dos outros membros do grupo.

Em 1998, a onda grunge como protagonista havia acabado - e não em 1994 como a mídia adora classificar relacionando à morte de Kurt Cobain. Quem viveu a época de ouro do grunge e do rock alternativo desde 1991, sabe do que estamos falando.


Em 1994, SOUNDGARDEN e o STONE TEMPLE PILOTS eram a bola da vez reinando no mainstream.

Em 1995, foi a vez do SMASHING PUMPKINS reinar isolado com o seu cajado e em 1996, todas as bandas do grunge e rock alternativo ainda estavam lançando discos - exceto BLIND MELON e SUBLIME com a morte dos seus vocalistas.

Quando o PEARL JAM lançou o álbum "Yield" em 1998, SOUNDGARDEN tinha encerrado as suas atividades, SCREAMING TREES já estava "jogando a toalha" e o ALICE IN CHAINS estava cada vez mais distante em hiato devido a saúde debilitada do seu vocalista, Layne Staley. Junto, estava surgindo a música eletrônica e logo depois as bandas do new metal.

Outro fato marcante era que desde o 2º disco, "Versus" (1993), que o grupo não fazia mais videoclipes e quando o álbum "Yield" saiu no mercado, eles lançaram o clipe da música "Do The Evolution" que se tornou clássica e colocada na mesma prateleira ao lado dos hits do PEARL JAM que adentraram ao mainstream - mas detalhe, ninguém da banda aparece no vídeo e a mesma não foi lançada como single, poder este que é para poucos e que a banda já vinha nessa cultura desde o 2º disco.

Tanto que "Do The Evolution" e "In Hiding" foram novamente músicas do PEARL JAM que não foram singles, mas que mesmo assim entraram no ranking da Billboard. Inclusive, a canção "Do The Evolution" foi indicada ao Grammy.

Este foi o segundo e último disco gravado com Jack Irons na bateria. Aqui, conforme já foi dito, PEARL JAM apresenta todas as suas facetas sonoras à época - punk rock, lentinhas, hard rock, experimentalismo e o funk rock cada vez mais sendo deixado de lado conforme o seu histórico musical.

As músicas com influência punk rock do disco "Yield", seriam: "Brain of J" (que ficou de fora do disco "No Code"), "Pilate", "Do The Evolution", "MFC", "Leatherman" e "U" (estas 02 últimas ficaram de fora do álbum).

O experimentalismo da banda aparece novamente na canção de autoria/tocada/cantada pelo baterista Jack Irons, "Red Dot", além da faixa escondida no final do disco ao estilo dança espanhola chamada "Hummus". Outra que carrega a bandeira das experimentais é a música "Push Me Pull Me", cedendo algum espaço para o velho baixo funk rock de Jeff Ament. Destaque também para a bateria emulando o jeito de tocar "disco sendo tocado ao inverso" nos versos desta canção.

E como sempre é registrado em cada álbum do grupo, seja na íntegra ou parcialmente sendo levada por uma bateria tribal ou somente nas percussões, a canção "Given to Fly" é a chave de ouro aqui, uma levada de som que o PEARL JAM nunca iria abandonar, ao contrário da origem funk rock do grupo que foi se dissipando com o passar do tempo.

Destaque também para a música hard rock "Faithfull", uma das melhores desse disco e da discografia da banda.

Em relação a parte lírica e seguindo os procedimentos de Eddie Vedder, as músicas que falam sobre personagens seriam: "Given to Fly", "Pilate", "MFC", "In Hiding", "Leatherman" e "U".


Para não perder o fio da meada, deixaria "Brain of J" e "Do The Evolution" como as canções que abordam aquela velha questão social/política.

Já as canções que falam de si mesmo (ou da banda) seriam: "Faithfull", "Wishlist", "Push Me Pull Me", "Low Light" (letras de Jeff Ament), "No Way", "All Those Yesterdays", "Strangest Tribe (as 03 últimas são letras do guitarrista Stone Gossard, sendo que a última não foi lançada no disco) e "Drifting" (também ficou de fora do álbum).

Outra que ficou de fora do disco "Yield" e que na minha medíocre opinião seria uma das melhores músicas em toda a discografia do PEARL JAM, é "Whale Song". Também de autoria e cantada por Jack Irons, nunca irei me esquecer das reações e sinapses que geravam em mim quando escutei esta canção pela 1ª vez e outras vezes mais (até hoje), quando a coletânea de inéditas/covers, "Lost Dogs", havia sido lançado em 2003 e que nos presenteou com essa música. Nós ficávamos maravilhados com a capacidade do guitarrista Mike McCready em emular os sons de uma baleia na sua guitarra - um abraço para as gaivotas na versão ao vivo da canção "Daughter" no disco ao vivo "Live on Two Legs" (1998).

Aqui na música "Whale Song", as letras falam da caça desenfreada do ser humano matando baleias e colocando algumas espécies a caminho da extinção - a arte de andar pra trás do ser humano. Eddie Vedder deixou escrito no encarte do álbum "Lost Dogs" sobre esta canção: "Jack Irons escutou alguém falar que o coração de uma baleia é tão grande quanto um Volkswagen - como se já não estivéssemos maravilhados... Outra faixa surfrider".

Aproveitando o ensejo, sobre a música "U", Vedder deixou escrito no encarte do álbum "Lost Dogs": A compus em 10 minutos dirigindo o meu carro, mas se a viagem tivesse sido mais longa, tenho certeza de que esta canção teria sido mais complexa.

Sobre a canção "Strangest Tribe", Stone Gossard também deixou escrito no disco "Lost Dogs": Eu acho que ela soa muito bem e amo essa minha pequena canção. O espírito natalino realmente me pegou em uma noite de novembro, que foi, ah, alguns anos atrás. Entrei no estúdio Litho, em Seattle, e estabeleci somente o básico, onde pedi a Eddie para entrar e me ajudar. Ele também cantou e gravou a canção "Drifting" no mesmo dia. Eu acho que as chaves que fizeram a música "Strangest Tribe" funcionar, se deve muito ao vocal de Eddie, sabe? Eu sempre achei que também poderia haver algum som de cravo nesta canção...

E sobre a música "Drifting", Vedder deixou escrito no álbum "Lost Dogs": Às vezes eu me pergunto por que não há tendas indígenas para nós?

No disco antecessor, Vedder encontra a sua rota de fuga e aqui no álbum "Yield" - assim como a sonoridade da banda - tudo é mesclado e constituído pelo que eles já vinham fazendo, assim formando (na falta de uma palavra melhor) o "caráter ou personalidade" do seu eu interior. Em anexo, o poder lírico é do mesmo nível dos 04 álbuns anteriores, com uma cadenciada dose de energia e fúria.

O tema do disco "Yield" pode muito bem ser resumido pelas várias nuances que o título desse álbum significa isoladamente. Claro, com a ajuda da capa do disco tudo fica mais fácil em entender o que significa a mensagem escrita na placa de trânsito: "Dê a preferência", mas devido a tudo o que a banda vinha passando que quase fez o grupo terminar, creio que as palavras "rendimento/produção" cabe muito bem aqui, em vez da banda se deixar cair num buraco escuro com o fogo se apagando lentamente...

No livro "PJ20", Vedder explicou a sua versão ao nome do álbum: "Toda a minha mentalidade, ou o que estava sendo processado constantemente, é o desafio de olhar realmente de perto para o jogo que todos estão jogando - esse mito de uma existência e ver como você pode conseguir fazer algo que é um pouco diferente sem se tornar insano por completo. Não necessariamente voltar atrás no processo evolutivo, porque isso parece impossível, mas como você ajuda a moldar o futuro? Não apenas a sociedade, mas o meu próprio futuro ou da minha família, ou do meu entorno imediato e das pessoas nele. Então, acho que a palavra 'yield' está dizendo 'dê a preferência'. Agora, para explicar isso, você teria que dizer: 'Dê a preferência para o quê?' Verdadeiramente, é 'dê preferência à natureza', é o que eu andava pensando, porque essa é a única coisa a quem devemos dar passagem".

Com isso, a catarse continua no seu processo natural das coisas pelo que já estava vindo antes. Já saindo o que era 100% emocional e que já estava adentrando no campo do cognitivo e intelecto, aqui, Vedder e o grupo já demonstram estarem "vacinados" neste quesito e se deixando cair totalmente neste novo campo mental.

Com o benefício do retrospecto, foi no disco "Yield" que o PEARL JAM conclui a 1ª parte de sua história, onde poderíamos colocar tudo numa mesma sacola os 05 primeiros álbuns de estúdio. É comum também em bate-papos entre os fãs este reconhecimento, que um ciclo se encerrou com o álbum "Yield".

Essa questão levantada acima, dentre outras causas, também é referida à sonoridade da banda que iria ganhar outros temperos com a entrada posterior do baterista do SOUNDGARDEN, Matt Cameron, além de outras linhas de produção e acontecimentos históricos e pessoais que tudo iria influenciar nessa questão. Mas isto são pontos que serão discutidos em seu tempo e em cada álbum de estúdio lançado posteriormente...

Só lembrando que Matt Cameron iria entrar no PEARL JAM a partir da turnê do disco "Yield" e está na banda até hoje. Dos 05 bateristas que passaram pelo grupo, Cameron é o que mais gravou álbuns para a banda e que mais tempo ficou com eles.

O álbum "Yield" foi 2º lugar no ranking da Billboard e alcançou o 7º lugar no Reino Unido. Conquistou o 1º lugar na Austrália, México, Nova Zelândia e Noruega. Ficou em 2º lugar no Canadá, Itália e Portugal. Ficou no Top 05 em países como Áustria, Bélgica, Holanda, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Espanha e Suécia.

Angariou Disco de Platina na Nova Zelândia, Austrália, Espanha, Canadá (02 vezes) e EUA. Foi Disco de Ouro na Polônia e Reino Unido.

O álbum "Yield" recebeu críticas positivas da mídia, sendo proclamado como um retorno ao som de rock original e direto da banda. O escritor da revista Rolling Stone, Rob Sheffield, que concedeu ao disco 04 estrelas num total de 05, disse que: "Antes, as melhores canções da banda eram as baladas que mudavam de ritmo, mas no álbum 'Yield' marca a primeira vez que o PEARL JAM conseguiu manter esse clima para um disco inteiro". Ele acrescentou que: "Vedder está cantando mais francamente do que nunca sobre a sua vida como adulto" e que o álbum "mostra que o PEARL JAM tirou o máximo proveito de crescer em público".

O jornalista RJ Smith da revista Spin, que concedeu nota 08 num total de 10, disse que o PEARL JAM tinha "voltado com um álbum cheio de hinos graciosamente ambivalentes. Todas as comodidades deveriam ser instáveis e aqui temos sangue novo bombeando por elas".

Em sua resenha para o jornal The Village Voice, o famoso crítico Robert Christgau - que concedeu nota A-(menos) - disse: "Como ninguém menos do que o NIRVANA, eles expressam a agonia do rock de arena de forma mais vulnerável e articulada do que qualquer um poderia fazer. Raramente ou nunca um complexo de Jesus Cristo pareceu tão modesto".

O jornalista Jon Pareles do The New York Times, afirmou que a banda: "Aplica as suas introspecções às possibilidades espirituais e suas guitarras aos riffs estridentes, rosnados e exuberantes. As músicas soam mais ousadas e confiantes, mesmo quando invocam crises privadas".

O escritor Tom Sinclair da revista Entertainment Weekly, que concedeu nota B, disse que: "O tom geral é menos pretensioso do que no passado, refletindo uma visão de mundo mais solta, até mesmo marginalmente lunática".

O jornalista Holly Bailey, do site Pitchfork, e que concedeu nota 8,5 num total de 10, chamou de: "O álbum mais liricamente poderoso que o PEARL JAM já produziu", e afirmou que "o disco 'Yield' prova que o PEARL JAM, e até mesmo o rock, ainda está vivo e forte".

Edna Gundersen, jornalista do USA Today e que concedeu nota 3,5 num total de 04, descobriu que o álbum reafirma o PEARL JAM como "a única força grunge a sobreviver a esse gênero, expandindo as fronteiras musicais e ainda incorporando o espírito original do rock 'n' roll".

Simon Williams, escritor da revista britânica New Music Express, concedeu nota 07 num total de 10 e elogiou a diversidade musical do grupo, observando que a banda "pisa em suas raízes do blues, avançando em vários estilos e faixas pop-monges".

Como nota, o baterista Jack Irons - que todo mundo sabe que foi o 1º baterista do RED HOT CHILI PEPPERS e a pessoa que fez o elo de ligação daquela fita-cassete demo entre um desconhecido Eddie Vedder com o pessoal do PEARL JAM - pediu para sair amigavelmente da banda após a gravação do álbum "Yield", alegando problemas de saúde (braços) e saúde mental (bi-polar).

Ele deixou uma mensagem emocionante no livro "PJ20": "Nunca realmente tive a oportunidade de apreciar o disco 'Yield' do ponto de vista de quem o toca", disse o baterista. "O que sempre foi uma das coisas mais incríveis do PEARL JAM era que eles podiam de fato sacudi-lo, mas também eram capazes de acalmar as coisas um pouco e tornar tudo dinâmico. Pra mim, como uma experiência pessoal de tocar, eu nunca tinha passado por isso antes. Era um show longo, era como malhar ou algo assim... Se tenho um arrependimento, é que nunca tive a oportunidade de participar daquilo como um cara saudável".


Jack Irons foi fundamental para que o PEARL JAM não se rompesse. Desde as gravações do álbum "No Code", que abriu as portas para a banda se reconciliar como uma unidade para gravar o disco "Yield".

"Irons nos tornou capazes de conversar muito mais e deixou as linhas de comunicação abertas", disse Mike McCready para o livro "PJ20". "Ele normalmente dizia: 'Hey, isso é esquisito e é assim que me sinto a respeito disso'. Então, nos sentávamos e conversávamos sobre o assunto. Parecia que éramos finalmente uma banda, pois estávamos todos conversando".

"'Yield' foi um disco divertido de fazer", disse Stone Gossard também para o livro "PJ20". "Eu não sabia que seria, mas ele acabou sendo realmente um dos nossos melhores discos. Tivemos muitas músicas importantes que saíram desse disco para os nossos shows. É assim que dá para dizer de certa forma. Tentamos tocar um pouco de cada álbum toda noite, mas esse disco tem muitas que podemos tocar".

Jeff Ament acrescentou ao livro "PJ20": "Superamos a tempestade e ainda nos sentamos em uma sala juntos, como amigos e com todas essas experiências atrás de nós".

Em 1998, eu tinha 18 anos de idade e tudo estava mudando na minha vida: as sessões de skate sem compromisso e numa vivência livre que só a adolescência pode oferecer, estavam ficando restritas com a ingressão na Faculdade e começando a trabalhar de carteira assinada para bancar os estudos e logo depois, o meu aluguel; aquela banda de garagem que eu tinha na época da escola já não existia mais, pois cada um foi para um lado para fazer vestibular; estava conhecendo novos amigos nos ambientes de trabalho e universitário, o que até um certo ponto foi um choque em conhecer e aprender a conviver com novas pessoas que não faziam parte da minha roda de amigos, as quais não eram necessariamente pessoas do rock, skate, bandas e vida noturna desgarrada...

Quando comprei esse disco na época do seu lançamento, me lembro que voltando a pé para casa para escuta-lo na íntegra - assim como sempre fiz desde que comecei a curtir rock em 1991 e faço até hoje em tempos cibernéticos - subi numa goiabeira que ficava perto da minha casa e que era um dos nossos pontos de encontro da galera. A goiabeira nos proporcionava momentos de paz, conversas, muitas risadas, pregando sustos em quem passava a pé pela rua, local de atrativos vegetais e não vegetais, além de saborear uma bela goiaba.

Enquanto estava na goiabeira me preparando para chegar em casa e escutar o álbum, eu ficava maravilhado com o encarte do disco lendo cada letrinha das músicas, namorando as fotos internas e sempre como faço, cheirando o livrinho do disco só para sentir aquele aroma de coisa nova. Quando eu cheguei em casa, escutei o álbum pela 1ª vez e nunca irei esquecer aquele momento...

Somente agradecido por aquela mesma banda que curtia desde 1991, ainda estar em atividade e lançando discos novos - e naquele momento, PEARL JAM era um dos únicos que ainda estavam de pé da galera grunge.

ps: Em 20 de Outubro/2014, na cidade de Milwaukee/EUA (03 dias depois de terem tocado o álbum "No Code" na íntegra em show), PEARL JAM realizou o que pode ser outro show único de toda uma geração: incluiu no seu setlist a apresentação na íntegra e na mesma ordem do álbum, as músicas de “Yield”, esse que é um dos discos mais queridos em sua discografia pelos velhos e novos fãs.

Track-list:

1. Brain of J

2. Faithfull

3. No Way

4. Given to Fly

5. Wishlist

6. Pilate

7. Do The Evolution

8. Red Dot

9. MFC

10. Low Light

11. In Hiding

12. Push Me Pull Me

13. All Those Yesterdays


* Pearl Jam: resenha do álbum "Ten" (1º disco, 1991) * Pearl Jam: resenha do álbum “Versus” (2º disco, 1993) * Pearl Jam: resenha do álbum "Vitalogy" (3º disco, 1994)


* Pearl Jam: resenha do álbum "No Code" (4º disco, 1996)

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