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  • by Brunelson

Rage Against The Machine: "é como o anel do Senhor dos Anéis, deixa as pessoas, jornalistas loucos"


“RAGE AGAINST THE MACHINE é como o anel do Senhor dos Anéis. Deixa as pessoas loucas, deixa os jornalistas loucos e enlouquece o pessoal da indústria fonográfica. Eles querem essa coisa e ficam todos loucos”, disse o guitarrista da banda, Tom Morello.

O grupo estava apresentando apenas o 2º show de sua turnê de reunião nos EUA em julho de 2022 (desde 2011 afastado dos palcos), quando o vocalista Zack de la Rocha rompeu o tendão de Aquiles durante uma versão frenética da música “Bullet in The Head” (1º disco, "Rage Against The Machine", 1992). Ele conseguiu sobreviver ao resto da turnê americana cantando sentado em caixas, cadeira ou nos monitores no centro do palco, mas a banda acabou cancelando a 2ª perna da turnê americana, além da turnê europeia, para que o seu vocalista pudesse se recuperar adequadamente.

“Eu odeio cancelar shows”, escreveu Zack de la Rocha em um comunicado para os fãs em outubro de 2022. “Eu odeio decepcionar os nossos fãs. Todos vocês esperaram tão pacientemente para nos ver e isso nunca passou despercebido por mim... Espero vê-los em breve”.

Os fãs praticamente não ouviram mais nada da banda nos 05 meses desde que Zack de la Rocha fez essa postagem, mesmo quando o grupo foi indicado mais uma vez para o Rock and Roll Hall of Fame em fevereiro de 2023 (já é a sua 5ª indicação).

Com isso, a revista Rolling Stone telefonou para Tom Morello para entrevista-lo e falar sobre a turnê abortada, o Hall of Fame, os seus planos solo e o futuro (novamente) do RAGE AGAINST THE MACHINE.


E se você está procurando uma declaração definitiva sobre o futuro da banda, infelizmente não vai conseguir nada aqui...

Confira essa entrevista quase na sua íntegra:


Jornalista: De onde você está falando?

Tom Morello: Estou em casa no meu estúdio. Estou trabalhando em músicas novas e empolgantes. Foi um período muito frutífero. Eu me inspirei muito no meu filho de 11 anos de idade. Fui relegado a ser o guitarrista base da minha família agora porque o meu filho pode destruir sonoramente as coisas ao meu redor. Eu me inspirei nele. Ele tem escrito alguns riffs e eu tenho escrito alguns riffs. Tem sido divertido.


Jornalista: Sobre a nova indicação do RAGE AGAINST THE MACHINE ao Rock and Roll Hall of Fame, imagino que foram necessárias muitas cédulas pedindo novamente a indicação do grupo para concorrer, já que há uma boa quantidade de eleitores mais velhos. Porém, deve ter muita gente que não está acostumada com elementos do rap no rock e muitos delas provavelmente não conhecem a sua música, já que o RAGE AGAINST THE MACHINE não possui atualmente singles no Top 40 que elas ouviriam nas rádios convencionais.

Morello: Eu não vou especular. Sei que há uma mistura engraçada de pessoas que participam da votação do Hall of Fame. São pessoas que já foram eleitas pelo Hall of Fame e há um componente de idade também... E há um componente mainstream inclinado a isso também. Acho que Willie Nelson merece estar no Hall of Fame e artistas de vários gêneros também. Se você assistiu a algum dos shows do RAGE AGAINST THE MACHINE em nossa turnê pelos EUA em 2022, seria difícil argumentar contra nós.


Jornalista: Como foi essa turnê na sua perspectiva?

Morello: Foi ótimo. Não fazendo shows com a banda há 11 anos, você simplesmente não sabe o que vai ser. Eu sabia bem no início dos nossos ensaios que iríamos soar muito bem, mas qual será o nosso público? Serão pais com telefones celulares? (risos) Não há como saber. As multidões foram ferozes e a banda nunca tinha tocado e soado melhor antes. Foi uma reafirmação do poder do RAGE AGAINST THE MACHINE e da transcendência da banda como um show ao vivo.


Jornalista: Eu estava na grade na linha de frente na noite de abertura da turnê no show realizado em Alpine Valley, Wisconsin, e realmente senti isso mesmo. Qual foi a sensação de sair em turnê e começar a tocar a música de abertura nesse 1º show depois de todo esse tempo?

Morello: Alpine Valley é onde eu vi muitos dos meus shows. Era o campo aberto mais próximo de Chicago. Foi lá que vi shows do IRON MAIDEN, JUDAS PRIEST e do SCORPIONS enquanto era adolescente. Eu pude levar os meus filhos em nossa turnê. Eles têm 11 e 13 anos de idade. Pude dizer a eles: “Hey, papai sentou-se neste lugar para aquele tal show”. Foi mesmo ótimo! Quando subimos ao palco e toquei as primeiras notas da canção “Bombtrack” (1º disco), percebi que o local estava fervendo. Havia uma expectativa no ar que era uma coisa bastante poderosa. Eu tinha toda a confiança do mundo de que íamos tocar muito bem e estávamos muito bem ensaiados. E eu sabia da química que tínhamos desde aquele 1º ensaio nosso lá em agosto de 1991. Foi apenas: “Como isso vai se traduzir em pleno 2022?” E foi absolutamente dizimador.


Jornalista: Vocês incorporaram vídeos nos telões atrás do palco que mostravam violência policial e requerentes a asilos. Isso trouxe o show para o presente de uma forma muito visceral.

Morello: Isso mesmo. Nunca havíamos participado de nenhum tipo de produção desse tipo antes. Passamos muito tempo com algumas pessoas talentosas gravando aquelas filmagens e montando um show que tinha todo o poder punk visceral e bruto pelo qual o RAGE AGAINST THE MACHINE é conhecido, mas também tinha um elemento visual dinâmico acontecendo.


Jornalista: Houve alguma ideia em adiar o restante das datas até que Zack de la Rocha se recuperasse, depois daquele 2º show onde ele sofreu a lesão no pé?

Morello: Eu nem me lembro. Era só ter certeza de que ele estava bem. Não sabíamos o que era e eu não queria diagnosticar nada, mas eu tinha acabado de passar por aquilo também quando estávamos ensaiando para a turnê - lesão no tendão de Aquiles. Eu estava familiarizado com a gravidade da lesão e fiquei muito orgulhoso dele, por ter seguido em frente e completado a etapa da turnê.


Jornalista: Eu também vi o show de vocês em Cleveland e achei melhor com ele sentado, por mais louco que isso pareça. Quero dizer, permitiu que ele concentrasse toda a sua energia nos vocais e foi simplesmente uma coisa explosiva.

Morello: Foi absolutamente explosivo. Foi diferente e inesperado para a banda e para ele como frontman. De certa forma, parecia quase intensificado e isso foi crescendo show após show. Nos primeiros shows, pensamos: “Como isso vai ser?” Mas no 3º ou no 4º show após a sua lesão, aconteceu no RBC Ottawa Blues Festival em algum lugar no Canadá para cerca de 90 mil pessoas que simplesmente enlouqueceram. Parecia que o poder da banda não havia diminuído em nada.


Jornalista: Vocês realmente mostraram a durabilidade dessas músicas. Às vezes, você ouve uma música de 30 anos e parece mesmo ter 30 anos. Parece puramente um produto da época em que surgiu, mas as músicas do RAGE AGAINST THE MACHINE são diferentes.

Morello: Sim. Eu iria além disso e diria que essas músicas parecem sonora e liricamente mais relevantes agora do que nunca. Os temas que tecemos na mente e a mistura de sons, não parece de forma alguma nostálgico. Parece elétrico e muito presente no atual momento.


Jornalista: Muitos fãs presumiram que a turnê seguiria para a Europa conforme planejado e Zack continuaria sentado se apresentando até que pudesse se levantar. Por que isso não aconteceu?

Morello: Ordens médicas. Não sei de todos os detalhes, mas há perigos em ficar sentado por horas e também sentado durante vôos de avião. Existe o perigo de coágulos sanguíneos e tudo mais... Eu não estava na sala do médico para saber ao certo, mas não é o melhor cuidado estar na estrada com um tendão de Aquiles recém rompido. A propósito, posso destacar algumas coisas em torno da turnê que fizemos nos EUA e alguns mal-entendidos? Eu só queria passar por alguns tópicos...


Jornalista: Vá em frente.

Morello: Primeiro, há muitas pessoas ridículas que desaprovam a perspectiva política do RAGE AGAINST THE MACHINE que não frequentam os shows e que… Só para deixar claro, antes de tudo, nenhum fã em nenhum show na história do RAGE AGAINST THE MACHINE, jamais teve alguma exigência do que seja para poder assistir aos shows. Jamais! As pessoas que contradizem isso, é tudo apenas tolice.

Morello: Em segundo lugar, em relação aos preços dos ingressos... Acho que, nesse ponto, todos estão familiarizados com a terrível ideia de "preços dinâmicos" de ingressos monopolizados. Houve aquele grande alvoroço com Bruce Springsteen e só para reiterar, cada ingresso para os nossos shows custavam U$ 125 dólares, com exceção de cerca de 5% a 10%, os quais foram anunciados com os "preços dinâmicos" e distribuímos cada centavo para instituições de caridade.

Morello: Cada centavo acima de U$ 125 dólares foi para instituições de caridade pelas cidades que passávamos. Em New York, arrecadamos mais de U$ 01 milhão de dólares para instituições de caridade para organizações ativistas. Houve um total de cerca de U$ 06 ou 07 milhões de dólares arrecadados naquela turnê no que foi basicamente uma tática de Robin Hood. Eu queria dizer essas coisas em voz alta, já que havia muita desinformação no mundo sobre esses dois assuntos.


Jornalista: Certo. Claramente vocês poderiam ter cobrado mais de U$ 125,00 dólares por cada ingresso e ainda teriam esgotado os ingressos em todos os lugares.

Morello: Você está correto e os cambistas são a ruína da existência de todas as bandas, porque são terceiros que estão apenas roubando os seus fãs. Competimos com eles e resolvemos servir os mais pobres dos pobres em cada uma das cidades por onde nos apresentamos.


Jornalista: Assim que Zack estiver curado, vocês podem voltar à estrada?

Morello: Veremos. Se houver mais shows, anunciaremos como uma banda, não sei... Honestamente, eu sei tanto quanto você, mas agora estamos em um momento de cura. Estou em um momento de fazer música e um monte de coisas.


Jornalista: A banda entrou em hiato por tempo indeterminado? Que termo você usaria para o estado atual do RAGE AGAINST THE MACHINE?

Morello: Não há prazo. RAGE AGAINST THE MACHINE é como o anel do Senhor dos Anéis. Deixa as pessoas loucas, deixa os jornalistas loucos e enlouquece o pessoal da indústria fonográfica. Eles querem essa coisa e ficam todos loucos. Se houver shows do RAGE AGAINST THE MACHINE ou não, você ouvirá da banda. Eu não sei... Quando houver novidades, elas virão de um comunicado coletivo da banda e por enquanto não há notícias.


Jornalista: Você diz que não sabe, mas você não mantém contato com Zack? Você está perguntando a ele como ele está e se ele quer ou não continuar?

Morello: As conversas que tive com os membros da banda desde a turnê foram sobre a vida e é difícil pra mim explicar. Eu entendo que nessa entrevista está no topo da sua lista essa verificação do Senhor dos Anéis. É difícil de explicar, mas quando você está nessa banda, nunca pensamos assim. É um grupo que lançou 03 álbuns de estúdio com músicas inéditas, 01 álbum de covers e que faz turnês intermitentes. É um unicórnio de certa forma e na maioria das vezes, não há uma posição em que a banda esteja. Você entende o que eu estou dizendo?


Jornalista: Eu acho... Mas vocês tinham 38 shows programados que foram cancelados. Eu não sou médico, mas imagino que qualquer calcanhar de Aquiles rompido estaria essencialmente curado depois de 01 ano, pelo menos bom o suficiente para fazer uma turnê. Muitos fãs na Europa, especialmente aqueles que tinham comprado os ingressos, estão ansiosos para ver vocês.

Morello: Há fãs em todos os lugares que estão ansiosos (risos). Existem fãs em todo o mundo. Os fãs do RAGE AGAINST THE MACHINE ao redor do mundo merecem ver a banda? Sim, claro que sim. Os tempos se beneficiariam de uma banda de rock culturalmente, espiritualmente e potente como o RAGE AGAINST THE MACHINE estar nos palcos? Claro. Não tenho novidades para você sobre isso. Peço desculpas e não há nada interno em nossas conversas que diga sim ou não.


Jornalista: Me deixe falar assim então… Você tem esperança de que haverá shows no próximo ano ou em 02 anos?

Morello: (grande e longa risada) A minha única resposta para isso é “abençoe o seu coração” (risos). Deixe-me dizer, se houver shows do RAGE AGAINST THE MACHINE, eu serei o guitarrista e é claro que eu adoraria isso! É incrível e não há nada como este sentimento.

Morello: Assista na internet a nossa performance da música “Killing in The Name” realizada no Finsbury Park ou coloque para assistir a nossa performance da canção “Testify” em Santiago (ambas foram em 2010). Você pode sentir isso. Você pode ver através de um vídeo filmado por um fã no meio da multidão, de que nunca houve nada parecido na história da música. Não tem nada disso, cara.


Jornalista: Estes são alguns dos melhores shows de rock que eu já vi, no entanto, tenho que ser honesto com você... Alguns fãs lerão essa entrevista, pensarão que você está sendo um pouco evasivo e concluirão que Zack perdeu o interesse novamente pela banda, ou algo mais está acontecendo que você não está dizendo. Eles farão todos os tipos de suposições...

Morello: Eu não posso evitar isso (risos). Não tem... É até difícil descrever, mas quando o RAGE AGAINST THE MACHINE sair em turnê, terminar de vez ou fazer uma sessão espírita no Joe Rogan Show, você ouvirá sempre isso do RAGE AGAINST THE MACHINE. Até lá, não há novidades.


Jornalista: Então não é um hiato...

Morello: (grande risada) Quero que você reformule a pergunta de todas as maneiras que puder (risos). Acho que disse isto muito claramente. Se o RAGE AGAINST THE MACHINE entrasse em hiato, o RAGE AGAINST THE MACHINE iria dizer: “Estamos entrando em um hiato”. Isso não aconteceu. Direi que entendo e respeito a sua frustração e também há uma espécie de frustração em não saber quando você está na banda, mas isso levou a muita música boa.


Jornalista: Eu realmente aprecio você por tentar me agradar com as suas respostas, já que sei que ficar insistindo é irritante pra você, mas por que não ligar para Zack e perguntar como ele está se recuperando e se ele quer ou não fazer mais shows?

Morello: Eu conheço a trajetória da cura e outros enfeites, mas é tão difícil descrever isso, cara. Foram apenas 19 shows em 11 anos. Lançamos 03 álbuns de estúdio com músicas autorais em 30 anos. É diferente de qualquer outra situação que você já entrevistou. Tem uma dinâmica muito, mas muito diferente nessa banda. Tudo o que posso dizer é o amor que tenho por esses caras e que a música está completa. A honra que é, ou aquelas vezes em que estivemos juntos no palco, é como nada mais a se comparar.

Morello: Pra mim, tudo desde o 1º dia de banda, quero dizer, antes de formarmos o RAGE AGAINST THE MACHINE, é tudo sobre a música e sobre a nossa missão. São coisas que o RAGE AGAINST THE MACHINE é capaz de bater o martelo e fazer como nenhuma outra banda.

Morello: Enquanto isso, o álbum solo no qual estou trabalhando agora será ao total o meu 23º álbum em toda a minha carreira. Estou super empolgado, pois farei shows no Chile, Brasil, Itália e na Bélgica nesse verão de 2023 (meio do ano para o Hemisfério Norte), não menos comprometido com essa música e mensagem do que em qualquer uma das 05 noites esgotadas que fizemos com o RAGE AGAINST THE MACHINE em 2022 no Madison Square Garden, New York.



Jornalista: O que você fez quando a turnê europeia foi cancelada em 2022?

Morello: Quando cancelamos, foi muito energizante pra mim. Cheguei em casa e alguém me mandou uma mensagem do United Mine Workers no Alabama, que estava em greve há mais de 500 dias. Eles disseram: “Hey, Sr. Classe Trabalhadora, por que você não vem até aqui e nos ajuda?" Peguei um avião e fiz parte da piquete e ajudei com alguns esforços de arrecadação de fundos.

Morello: Voltei para casa no meio da Greve do North Hollywood Stripper Club, o único clube de strip sindicalizado dos EUA fica em North Hollywood, onde as strippers também estavam fazendo piquete na frente da empresa. Eu fui e me juntei à piquete delas e ajudei a ampliar aquela mensagem. Então, o United Farm Workers, de quem sou fã e apoio há décadas, estava tentando aprovar um projeto de lei que permitisse maior justiça a eles e justiça ao mundo, o qual também ajudei com isso.

Morello: A onda energizante daquela turnê continuou de forma muito significativa para ajudar a revigorar a missão e a mensagem de uma vida de trabalho que antecede o RAGE AGAINST THE MACHINE em alguns aspectos, mas foi realmente amplificada pela experiência de estar naquela turnê e aproveitando ao máximo antes de ir embora.


Jornalista: A eleição do Rock and Roll Hall of Fame é geralmente por volta do mês de novembro. Se o RAGE AGAINST THE MACHINE for eleito, vocês acham que irão comparecer e apresentar algumas músicas?

Morello: Eu com certeza estarei lá, mas além disso, nunca conversamos sobre o assunto. Seria realmente colocar a carroça na frente dos bois, no entanto, eu espero que sim.


Jornalista: Na página da Wikipedia na internet, a classificação para o RAGE AGAINST THE MACHINE deveria dizer que “é uma banda” ou que “era uma banda?”

Morello: (grande risada) Eu me referiria à declaração oficial do RAGE AGAINST THE MACHINE nesse momento, de que não há nenhuma! (risos)


Jornalista: Ok, vou deixar este assunto por aqui, mas realmente espero que esses 38 shows cancelados possam acontecer em algum momento... Há tanta fome por isso.

Morello: Sim e eu também! Você pode contar comigo em seu alto número de pessoas que também desejam e embora eu entenda que muito do foco dessa entrevista tem sido a sua investigação forense sobre o inencontrável, nesse momento histórico, acho que é importante para qualquer pessoa em qualquer linha de trabalho se posicionar e se entregar. Esse é um momento muito perigoso no mundo, é como se todas as mãos estivessem no convés.


Jornalista: Em tempos perigosos, o mundo precisa do RAGE AGAINST THE MACHINE...

Morello: Essa é uma solução poderosa e potencial para o problema. Eu não vou discordar de você.


Jornalista: Podemos fazer acontecer... Me desculpe, eu continuei interrogando você sobre o estado atual do RAGE AGAINST THE MACHINE e tenho certeza de que isso foi irritante, só para finalizarmos aqui essa entrevista.

Morello: Quanto a isso está ok. Fui avisado de que tal "grelha quente" estava chegando. Sou 1/4 do proprietário do anel do Senhor dos Anéis há 30 anos e entendo a frustração, só que nós simplesmente não operamos como as outras bandas.


"Killing in The Name" (live at Finsbury Park, 2010)


"Testify" (live in Santiago, 2010)


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