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  • by Brunelson

James Hetfield: conselho do frontman do Metallica para as pessoas que lutam contra o vício


A adversidade gera sabedoria e James Hetfield, frontman do METALLICA, sabe que isso é verdade.

O mundo da música em geral está repleto de histórias de excessos, contos de festas de seres humanos falecidos misturados com euforia movida a drogas e as eventuais e inevitáveis reviravoltas.

E no decorrer de sua crescente fama na década de 80, o METALLICA estava no centro dessa roda giratória e para Hetfield tornou-se a fonte de um vício incapacitante em álcool.

Depois de décadas cuidando do seu vício, Hetfield se internou em uma clínica de reabilitação em 2004. Percebendo que os maus hábitos que adquiriu na estrada agora o faziam companhia em casa, ele sabia que algo tinha que mudar.


Hetfield veio de uma família desfeita e não tinha intenção de criar uma nova, então, depois que a sua esposa o expulsou de casa, Hetfield – determinado a não fazer os seus filhos pagarem pelo seu vício – fez uma promessa: ele ficaria sóbrio e começaria de novo.

Por 15 anos, Hetfield permaneceu sóbrio, mas em 2019 as coisas pioraram.

Espalhou-se a notícia de que Hetfield havia se internado em uma clínica de reabilitação e cancelado a turnê do METALLICA pela Oceania. Embora irritado com a ideia de decepcionar tantos fãs, Hetfield e o pessoal da banda concordaram que a saúde do seu vocalista veio antes de qualquer outra coisa.

Então, logo após a notícia, os companheiros de banda de Hetfield, Lars Ulrich (baterista), Kirk Hammet (guitarrista) e Robert Trujillo (baixista), divulgaram uma declaração explicando a situação: “Como muitos de vocês provavelmente já sabem, o nosso irmão, James, tem lutado contra o vício em álcool por muitos anos. Ele agora, infelizmente, teve que entrar novamente em um programa de tratamento para trabalhar em sua recuperação”.

A decisão de Hetfield de tornar a sua recaída pública e escolher sua saúde em vez de dinheiro, ganhou elogios em todos os quadrantes.

De fato, muitos se apresentaram para dizer que Hetfield era a razão pela qual eles ficaram sóbrios. Como já foi dito, a luta gera sabedoria e Hetfield certamente lutou, no entanto, as táticas que ele desenvolveu ao longo do caminho o tornam uma excelente fonte de conselhos para outras pessoas que sofrem com o vício.

Quando perguntado se sentiu falta do álcool durante o seu período de sobriedade, Hetfield respondeu: “Se eu quisesse sentir falta disso, eu sentiria. Eu poderia alimentar o cachorro que fica me dizendo: 'Isso foi tão bom, lembra como era?' ou posso alimentar o outro cachorro que me fala: 'Cara, olha como a sua vida está ótima agora sem o álcool e olhe para a porcaria em que você costumava estar'. Depende de como você olha para isto, sabe? Eu sei que poderia rapidamente voltar e ferrar com as coisas, mas não preciso fazer isso. Esse tipo de honestidade é o motivo pelo qual muitas clínicas de reabilitação sugerem o diário de gratidão como uma prática de recuperação de apoio. Isso envolve escrever coisas diárias enfatizando as coisas que temos, em vez das que nos faltam".

Hetfield também sugere remover as influências externas (amizades) que afetam adversamente o seu humor durante a recuperação: “Estar sob os olhos do público, das críticas e a forma como as coisas ao meu redor me afetam, depende do meu humor. Se estou de bom humor, aguento praticamente qualquer coisa e a qualquer hora, mas se estou me sentindo inseguro, cansado, na fissura ou até com medo, a história é outra. É por isso que mantemos as etapas da turnê mais curtas agora, porque se não, você é atropelado e o seu ego assume o controle (na verdade, o id assume o controle, que é toda a projeção de objeto de prazer e coisas que o ser humano quer fazer, sem leis e restrições). Você começa a pensar: 'Eu sou tão bom que aguento', ou então: 'Eu simplesmente não consigo fazer nada mesmo'".

Ao mesmo tempo, Hetfield enfatizou a importância de manter uma perspectiva equilibrada e não levar as críticas muito a fundo quando elas chegam, finalizando: “Pessoas são pessoas, cara. Não somos maiores que os outros, todos temos o mesmo tamanho de alma e estamos tentando nos sentir felizes e amados assim como todo mundo... É simples assim. Mas algumas pessoas pensam que, se puderem rebaixar outra pessoa, o seu ego as confortará um pouco e então, quando alguém é crítico, eu atribuo isto a isso. Não tem nada a ver pessoalmente comigo e ser capaz de deixá-la ricochetear em você pode ser difícil, mas essa é a ferramenta que gosto de usar”.

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