• by Brunelson

Pearl Jam: “eu sei que há músicas escondidas e materiais extras para um 2º 'Lost Dogs'"


Entrevista histórica e infinita realizada em 2015 com o guitarrista do PEARL JAM, Mike McCready, pelo site Alternative Nation (jornalista Brett Buchanan). Revelações surpreendentes e reveladoras a seguir raramente expostas pela banda... Segue a tradução logo abaixo:


Para a maioria das entrevistas que realizo para o site Alternative Nation, normalmente entro em contato ou sou chamado por um publicitário/empresário que daí sim me conecta com o músico que eu queira entrevistar. Alguns músicos chegam atrasados ao encontro com temas que eles não querem discutir e prazos rápidos para que a entrevista se encerre o quanto antes. Mas com Mike McCready foi diferente... À 13:00hs em ponto, conforme o nosso combinado em plena segunda-feira à tarde, eu recebi o telefonema do lendário guitarrista do PEARL JAM pessoalmente e exatamente na hora da nossa entrevista marcada. Com um requinte como este, não é de se admirar que o PEARL JAM possui uma das mais leais base de fãs da história do rock’n roll.


Mike foi muito gentil, sendo disposto a falar sobre tudo: a doença de Crohn (a qual ele sofre há quase 30 anos), da sua nova gravadora independente chamada Hockey Talkter Records, do estado atual da indústria da música, do processo criativo com a banda MAD SEASON (a qual ele também faz parte), trabalhando com Eddie Vedder na música "Given to Fly" (vocalista do PEARL JAM), colaborando com Chris Cornell (vocalista do SOUNDGARDEN) para o álbum ao vivo do MAD SEASON que havia sido lançado em 2015 (e as suas esperanças para futuras colaborações), da saída da banda do 3º baterista do PEARL JAM, Dave Abbruzzese, das suas memórias sobre Kurt Cobain (ex-frontman do NIRVANA), da rivalidade que diziam existir entre o NIRVANA e PEARL JAM, sobre o 25º aniversário do PEARL JAM, sobre um potencial álbum de sequência para o disco de lados-b e covers, “Lost Dogs”, e muito mais!


Entrevistas como esta é uns dos motivos que me fizeram lançar este site há 06 anos atrás, antes sob o nome de Grunge Report. O PEARL JAM foi a 1ª banda de rock que eu havia visto em um show ao vivo - voltando agora para o mês de Julho de 2006 e que foi realizado no Fórum, Los Angeles - e uma das bandas-chave que me fez apaixonar pela nação alternativa (tradução livre para “Alternative Nation”).


Neste último final de semana, Mike tocou no intervalo de um jogo do torneio de futebol americano para arrecadar dinheiro para a Fundação de Crohn e Colite dos EUA. Então, nós começamos primeiramente por discutir sobre a sua luta contra a doença de Crohn.



Jornalista: Primeiramente, é algo que eu queria perguntar-lhe desde quando percebi que também tinha um problema de estômago condicionado no meu corpo. Eu vi toda àquela grande obra de caridade que você fez para a fundação da doença de Crohn com o torneio de futebol americano neste final de semana passado, e essa é a forma que você lida com a doença de Crohn. Eu tenho leituras de entrevistas passadas onde você descreveu a dor que sofre com essa doença, como por exemplo, quando você está em plena performance em algum show tocando com a sua excelente guitarra. E sobre histórias de como esta doença apareceu em você pela 1ª vez... Eu estou curioso para saber como você lidou com a doença de Crohn como músico em turnês com a sua banda, e como foi a compreensão que os seus companheiros de banda tiveram e, basicamente, como você próprio tem perseverado através dela?


Mike: Eu tenho muita sorte... Eu tive mais do que apenas alguns casos em grau leve que a maioria das pessoas portadoras dessa doença sofrem. Os meus colegas de banda têm sido sempre favoráveis a isso, sendo que nós já nos conhecíamos quando descobri que era portador da doença. Como qualquer tipo de doença, você espera que as pessoas que estejam ao seu redor irão ser solidárias com você - em se tratando de pessoas da sua família, da banda ou do trabalho... Seja qual for a situação, estas pessoas foram solidárias comigo e são ainda. Já que eu lido com a doença ao longo dos anos, durante as turnês é apenas uma preocupação em ficar procurando o tempo todo um banheiro para mim. Às vezes, você não consegue encontrar um banheiro a tempo e quando isso acontece, a coisa toda vira uma grande bagunça..., e vira uma porcaria mesmo. Às vezes, esses grandes imprevistos acontecem no palco durante o show e é uma coisa super dolorosa, cara. Mas às vezes, você pode passar por isso e eu somente sigo em frente, sabe? Eu sinto que, como continuo a atender mais pessoas que têm a doença de Crohn ou Colite, certamente as crianças mais jovens que têm esta doença em um grau realmente ruim, eu meio que aprendo com elas vendo a forma que lidam com isso.

Por ter linhas abertas de comunicação com as pessoas que têm a doença de Crohn ou Colite, torna-se mais fácil de suportar mesmo que esta doença seja uma porcaria. Desde que eu meio que comecei a falar sobre isso a público, encontrei um monte de pessoas que vieram até mim para dizer que tem parentes que também possuem esta doença. Quando a doença se manifestou em mim pela 1ª vez quando tinha 21 anos (1986), ninguém sabia o que era e eu não conhecia ninguém que tinha esta doença também. Agora, há o CCFA (Crohn's Colitis Foundation of America) e eventos que acontecem ao redor dos EUA e ao redor do mundo em termos de caminhadas, corridas e campos para acampamentos, que é onde as crianças viajam aqui para cima no Noroeste do país (Seattle), ou para baixo do país, como por exemplo, no Estado da Califórnia. Todas estas crianças possuem a doença de Crohn ou Colite... Estas são todas as coisas positivas que procuro enfatizar quando sou questionado pela doença e eu tenho sido assim ao longo dos últimos 10 anos, sabe? Isso não quer dizer que não é uma coisa difícil ou que não é uma luta..., mas às vezes, a vida em si já é uma luta, não é? Eu continuo seguindo em frente e espero que a doença não piore.



Jornalista: Eu comecei a ter problemas de estômago quando tinha 20 anos, então realmente relacionei o meu problema quando li a sua história. Eu sei de 01 ou 02 outras pessoas com problemas semelhantes e percebo como é difícil para nós apenas falarmos dessa doença em público... É por isso que, o que você está fazendo é ótimo e é também um problema de estômago que eu tenho, é algo que realmente possa me relacionar...


Mike: Você sabe sobre a situação de imediatismo que esta doença nos faz passar, a dor, o pesadelo que ocasiona..., assim como eu sofro também. Então, eu reconheço esta doença no meu corpo e a entendo... É uma porcaria mesmo.



Jornalista: Mas vamos falar agora sobre coisas mais leves! Você recentemente lançou a sua própria gravadora chamada Hockey Talkter Records, com um lançamento de estreia da banda DANNY NEWCOMB & THE SUGARMAKERS. Por que você começou com este selo e que tipo de artistas você está procurando para a sua gravadora?


Mike: É apenas uma espécie de paixão minha pelo vinil. Eu amo o vinil, eu amo os vinis de 45rpm (rotações), eu amo os vinis de 12 ou de 10 polegadas e de todos os formatos com que cresci ouvindo e desfrutando do calor do mesmo. Danny Newcomb, que é o caso aqui em questão, é um guitarrista fenomenal aqui de Seattle e que antes ele estava em uma banda chamada GOODNESS. Ele é um dos meus mais antigos e queridos amigo e eu o conheço desde que tínhamos 05 anos de idade. Se ele não tivesse conseguido uma guitarra quando estávamos brincando e querendo pular por aí que nem a banda KISS, isso por volta dos anos de 1977/1978, eu poderia ter nunca escolhido a guitarra para a minha vida. Ele foi uma grande influência para mim e ainda é até hoje, sendo que agora, ele está apenas se transformando realmente num bom cantor e compositor. Eu sou apenas um sopro comparado agora com a sua voz e fico feliz por ele..., então eu queria ajudá-lo.


O nosso próximo lançamento será uma banda chamada STEREO EMBERS, o que é outra vez, mais dos meus amigos aqui de Seattle. Tim Dijulio é um querido amigo meu que toca também junto comigo na nossa banda de covers, FLIGHT TO MARS. O STEREO EMBERS possui um vocalista muito gente boa, Robb Benson, que também já é da nossa cena por algum tempo. Eles possuem uma boa pegada, tipo um hard rock, e são coisas que eu gosto, sabe? Eu não estou apenas focado num certo tipo de gênero musical, estou apenas procurando por coisas que goste e outras coisas que o presidente da gravadora, Chris Adams, também goste. Não é como um grande lançamento ou qualquer coisa..., é algo como somente o lançamento de 500 ou 1.000 unidades de vinis em 45rpm, dependendo do que pensamos que podemos fazer nos bastidores para promover essas bandas. Não é um esforço enorme e nós estamos apenas começando, então, nós estamos esperando que possamos transformar a nossa gravadora em alguma coisa em algum dia... Agora, eu só quero me divertir com ela e é por isso que estou aberto a qualquer tipo de banda.



Jornalista: Especialmente você tendo iniciado um selo, eu estou curioso com os seus pensamentos sobre a indústria musical nos dias de hoje, em se tratando de oportunidades para os novos artistas poderem “estourar” no mercado. Há um monte de artistas musicais conhecidos lá fora com as suas próprias atitudes, como por exemplo, o que Gene Simmons fez no ano passado (vocalista/baixista da banda KISS), ou com Taylor Swift inicialmente boicotando a Apple Music, assim como Billy Corgan (vocalista/guitarrista do SMASHING PUMPKINS) que sempre tem muito a dizer... Como você acha que uma nova banda hoje pode fazer a coisa toda acontecer e tornar-se um nome familiar no mundo inteiro, assim como o PEARL JAM, e ganhar a vida fazendo música? É possível hoje?


Mike: Eu espero que seja possível... Eu acho que a próxima grande coisa está lá fora nos esperando, sabe? Eu acho que há uma grande disponibilidade de canais para lançar as músicas de uma banda com milhares e milhares de maneiras de se fazer isso..., e eu não estou dizendo que só existe o YouTube, ok? O problema é que há milhares e milhares de bandas que fazem a mesma coisa... Eu não sei como as bandas tem que fazer para conseguir o sucesso e não sei nem como nós conseguimos isso! Nós éramos do tipo que ficávamos por perto e na hora certa em Seattle, sendo que no início nós tivemos um apoio financeiro da nossa gravadora, coisa que não acho que isso aconteça mais...


Eu acho que há uma possibilidade para as bandas que estão começando agora, quero dizer, se eu olhar para o rapper aqui de Seattle, MACKLEMORE, e ver como ele lança tudo por conta própria através da Internet - sendo que ele é muito bem sucedido com isso - ele então conseguiu pegar as estradas e cair nas turnês. Ele provavelmente ainda se resume a turnês colocando as pessoas em clubes noturnos e obtendo uma base de fãs. Eu espero que este método continue dando certo e que não fique restrito somente ao American Idol ou a qualquer tipo dessas porcarias, porque esses programas musicais de TV não são o único caminho que está ao nosso redor para obter reconhecimento.


Eu não sei o que é preciso fazer nestes dias... É uma paisagem totalmente diferente de quando eu comecei. Naquela época eu estava tentando somente "pendurar as minhas calças", por assim dizer, e eu não sei como isso tudo aconteceu porque aquela coisa toda era maior do que nós. Eu gostaria de ter as respostas...


Há uma cantora/compositora chamada STAR ANNA. Eu queria que ela ficasse famosa ou que pelo menos pudesse ter uma carreira musical, porque ela é realmente uma grande cantora com uma grande alma. Mas as pessoas não “entenderam” ela ainda, então talvez, seja melhor apenas virar a esquina e continuar batalhando pelo seu sonho...



Jornalista: Sim! Um monte de pessoas que entram no meu site estão procurando pelo próximo movimento grunge de Seattle, mas agora com a internet tudo ficou tão fragmentado que se tornou uma coisa difícil mesmo de uma banda nova “estourar” no mercado... Mas talvez esta situação vá levar a formação das próximas grandes bandas que estão sendo criadas neste momento..., a gente nunca sabe...


Mike: Talvez venha uma reação a essa coisa toda da internet, sendo que a banda irá criar uma cena que poderá surgir em qualquer lugar nos EUA, ou no Canadá ou na Bélgica..., quem sabe? Essa é a coisa emocionante sobre a música, onde você nunca sabe de onde ela pode vir ou pelo que as pessoas são influenciadas, ou o que ela pode influenciar nas pessoas e aonde ela pode chegar... Há muitos fatores que entram em jogo para dizer qual será a próxima grande banda de rock.



Jornalista: Agora, passando para o assunto das composições... Como você compararia o processo de escrever canções com Eddie Vedder (vocalista do PEARL JAM) e com Layne Staley (ex-vocalista do MAD SEASON e do ALICE IN CHAINS), especialmente em colaborações homem a homem, assim como foi feito nas músicas "Given to Fly" (do PEARL JAM) e "River of Deceit" (do MAD SEASON)?


Mike: Humm, boa pergunta... Vou começar com Eddie. Com a canção "Given to Fly" foi um processo fácil, digamos assim. Eu vim com a ideia e só trabalhei nela somente em 01 dia de neve, quando realmente nevou forte aqui em Seattle por volta dos anos de 1997/1998, sendo que eu não conseguia nem sair de casa. Eu acho que até trabalhei em 01 demo caseira desta canção na hora, e em seguida, a levei para a banda toda escutar. Nós apenas começamos a chutar tudo ao nosso redor quando começamos a toca-la no estúdio, sendo que Eddie nos olhou e parecia também ter se inspirado com a música. Ele iria começar a cantar somente as melodias líricas e algumas ideias em palavras soltas... Não houve realmente qualquer estrutura por si só, pelo que me lembro vocalmente falando, com exceção de algumas melodias quando estavam sendo trabalhadas ainda pela 1ª vez. E então, Eddie, como já é de costume, se retirou para a sala de trás do estúdio levando consigo todo o embrião da música, para que ele pudesse escrever as letras desta nova canção na sua máquina de escrever... Ele começou a digitar na sua máquina de escrever da "velha escola" e chegou depois no estúdio com algumas letras escritas em uma folha de papel. Isso pode ter acontecido depois de um par de dias desde que eu havia trazido a música para a banda pela 1ª vez... Quando Eddie voltou da sua salinha e começou a cantar, me lembro de ter pensado na hora: “Oh, meu Deus! Isso é incrível, cara!”.


Com Eddie, quando ele está inspirado ele o faz 100%! Sendo que ele entra aonde for para escrever as sua letras e ele leva o seu tempo com ele também, sem se importar com o que está acontecendo lá fora naquele momento, você me entende? Poderia ter levado mais tempo do que um par de dias, mas quando as primeiras demos iniciais desta canção estavam sendo gravadas, foi uma coisa muito emocionante mesmo de se escutar... É uma situação clara de uma música que ficou melhor agora do que eu imaginava na minha cabeça, porque agora há letras para ela e a sua banda fez acontecer o melhor. Jeff Ament toca com o seu baixo de uma determinada maneira que é única nesta música, Stone Gossard trouxe uma pequena melodia na sua guitarra para acompanhar a canção de um jeito que eu nunca iria pensar, sendo que naquela época, Jack Irons estava trazendo um “groove” diferente, uma espécie de batida meio tribal na sua bateria que eu não teria pensado também.


Com Layne e com a canção "River of Deceit"..., voltar para esse período do tempo é um momento interessante mesmo... Houve muita escuridão acontecendo nesta época, mas havia também alguma luz e havia ainda um pouco de música acontecendo no final de 1994. A banda MAD SEASON havia começado com Barrett Martin (ex-baterista do SCREAMING TREES), John Baker Saunders (baixista), com Layne e eu. Era uma espécie de um modelo aberto em termos de música, sabe? Quando eu falei com Layne sobre este projeto, inicialmente era apenas uma espécie de gosto e eu lhe disse: “Hey, Layne! Faça o que você quiser, está bem? Você tem alguma linha de vocal ou algumas músicas que desejaria trazer para nós? Nós iremos fazer o que for..." Eu meio que queria que o MAD SEASON fosse esse tipo de banda onde todos os 04 membros do grupo ficassem tomando decisões livres e a vontade, em termos de composição ou de qualquer outra coisa. Eu me lembro de ter tido essa conversa com ele e Layne havia gostado da ideia. Quando nós estávamos tendo esta conversa, Layne estava lendo um livro chamado “O Profeta”, escrito pelo autor Kahlil Gibran, e ele explicou algumas coisas deste livro para mim, sendo que na hora eu me lembro de ter pensado: “Uau! Isso é super profundo”.


Eu vim com essa pequena melodia da canção “River of Deceit” e eu sentia um certo orgulho dela. Era uma coisa nova..., era uma situação em que estava começando a ser capaz de escrever canções e de me sentir confortável no MAD SEASON, talvez porque não estivesse me sentindo confortável com o PEARL JAM naquela época devido há tantos compositores no PEARL JAM que eram realmente bons, sabe? Mas naquela época eu não tinha a confiança necessária em mim e acho que o MAD SEASON permitiu apenas que isso acontecesse.


Quando nos sentamos no estúdio e começamos a trabalhar na canção junto com Layne, eu me lembro dele apenas cantando a frase inicial da música: "A minha dor é auto-escolhida". Na hora, parecia apenas que a música iria ser realmente uma coisa certa! Mais uma vez, saindo do modelo do tipo “vale tudo” com Barrett, ele ainda trouxe uns violões para tocar por cima da música e com as suas vibrações, ele também bateu em tubos de percussão..., ou seja, ele teve o maior tipo de gosto musical eclético que eu nunca havia visto em um pessoa, sendo que eu também o adorava antes como baterista do SCREAMING TREES... Então, o meu amigo Baker, que eu trouxe da cidade de Minneapolis, era tipo um rapaz fiel do blues que foi também uma pessoa super engraçada..., eu amava o jeito como ele tocava o seu baixo. Eu acho que Layne sentiu como a situação era na banda..., eu não sei como ele realmente se sentia em relação a este método livre de composições, mas eu acho que ele gostava sim. Havia uma liberdade no MAD SEASON em termos de composição, pelo que eu me lembro...



Jornalista: Você gravou uma série de demos do MAD SEASON no final dos anos 90 para um 2º álbum de estúdio, algumas das quais foram finalmente concluídas com Mark Lanegan (ex-vocalista do SCREAMING TREES) para o relançamento do 1º álbum de estúdio em um super box-set (2012). O que está acontecendo com o resto destas canções, Mike? Elas poderiam ser usadas para um disco solo seu ou talvez, algo com vocalistas como Chris Cornell (vocalista do SOUNDGARDEN) cantando em cima destas canções, assim como foi a participação dele no show do MAD SEASON em Janeiro deste ano junto com a orquestra de Seattle, na cidade natal de vocês?


Mike: Eu amo todas essas ideias, cara! Eu não penso em fazer um disco solo, sabe? Eu sinto que as pessoas têm me perguntado isso antes, sendo que venho fazendo um pouco de pontuação em filmes independentes e em alguns trabalhos na TV, então, eu meio que quero aproveitar isso no momento. Eu não tenho certeza se quero me dedicar completamente a essas canções..., eu poderia ser muito preguiçoso para tentar fazer isso. Certamente eu aceitaria tocar com Chris Cornell no Alasca ou em qualquer lugar do planeta. Se ele quiser escrever com a gente, eu digo, com Barrett, eu e Duff McKagan (atual baixista do MAD SEASON), seria uma honra! Eu ainda vou escrever algumas músicas com Chris em qualquer dia desses...


Eu não tenho certeza do que irá acontecer com estas músicas inéditas do MAD SEASON, pois elas estão de lado no momento... Nós escutamos estas canções às vezes, mas elas podem se transformar em algo diferente que não é o MAD SEASON, você me entende? Mas nós ainda não temos certeza disso também... Depende de quando nós tivermos um tempo livre, assim como um interesse único por todos. Nós estamos tentado fazer algumas coisas com elas, mas somos atingidos por um obstáculo aqui e ali..., com exceção das músicas que Mark Lanegan gravou o seu vocal em cima e que foram lançadas no box-set do MAD SEASON em 2012.



Jornalista: Neste ano, com toda a cobertura midiática que tem sido feita em cima de Kurt Cobain (ex-frontman do NIRVANA), eu estava interessado em saber a sua opinião sobre isso. O documentário biográfico de Kurt, “Montage of Heck”, foi lançado neste ano..., eu não sei se você já assistiu?


Mike: Eu não assisti ainda.



Jornalista: Eu estou curioso em saber a sua opinião sobre a persona pública apresentada de Kurt Cobain pelos fãs ao longo dos anos em redes sociais e reportagens. É o mesmo cara que você se lembra pessoalmente?


Mike: Eu tenho que me puxar de volta para o início dos anos 90... Eu não conhecia Kurt muito bem, mas via ele por aí e cheguei a ver alguns dos seus shows. Eu me encontrei com ele algumas vezes só..., nós fizemos alguns shows juntos no final de 1991, quando o PEARL JAM abriu para o NIRVANA e para o RED HOT CHILI PEPPERS nas cidades de San Diego, San Francisco e Portland. Nós também chegamos a tocar com estas 02 bandas em um festival na Europa... Foi apenas uma época intensa onde todas as bandas de Seattle estavam passando pelas suas próprias coisas. A revista New Music Express estava dizendo que o NIRVANA e o PEARL JAM eram inimigos e toda esta merda de besteiras que estavam falando a respeito acabou caindo mais forte nas costas do NIRVANA, o que na época foi uma espécie de explosão na imprensa. Então, nós estávamos apenas fazendo a nossa coisa e o NIRVANA estava fazendo as coisas deles. Ele foi certamente um compositor e cantor incrível, mas estes são adjetivos e apenas óbvias declarações que todos nós já sabemos.


Em termos de percepção, eu me lembro de uma vez quando estávamos no MTV Video Music Awards em 1992. O NIRVANA estava lá e o PEARL JAM também... Nós estávamos sentados bem perto deles, mas não realmente tão perto assim, e havia alguma tensão no ar e coisas estranhas do NIRVANA em relação à imprensa em geral e aos organizadores do evento. Eu só queria ser gentil com Kurt e eu pensei na hora: “Quer saber? Eu só vou lá falar com ele e que se foda..., eu não dou a mínima para o que pensem". Eu pulei por cima dos assentos e eu apenas fui lá e falei com ele antes da cerimônia começar. Eu disse para Kurt: “Hey, eu ouvi dizer que você e Eddie Vedder estavam conversando, sobre talvez fazerem um trabalho solo juntos em algum momento desses. Se você quiser alguma ajuda sobre algo ou sobre qualquer outra coisa, eu adoraria fazê-lo para vocês". Ele daí me respondeu, dizendo: “Ok, vamos falar sobre isso mais tarde". Foi alguma coisa assim que ele me respondeu, então eu pensei, tipo: “Ok!".


Eu apenas queria “puxar” esta coisa toda para fora, sabe? Tentar mostrar que não tinha nada de inimizade entre as 02 bandas porque todos nós viemos do mesmo cenário musical aqui de Seattle. Ele é um ícone e ele foi um incrível cantor e compositor também. Eu ainda não vi esse filme então não posso comentar nada sobre isso, mas eu vejo Krist Novoselic (ex-baixista do NIRVANA) e Dave Grohl (ex-baterista do NIRVANA) por aí às vezes e é sempre bom revê-los.



Jornalista: Agora, quando eu disse há alguns sites de fãs do PEARL JAM que eu estava indo entrevistá-lo, todo mundo queria que eu lhe perguntasse sobre a demissão do 3º baterista da banda, Dave Abbruzzese. Sempre houve muito mistério em torno dela, sendo que Dave foi um grande baterista para o PEARL JAM e obviamente, que o PEARL JAM tem hoje também um grande baterista - assim como foi Jack Irons na 2ª metade dos anos 90 e os ótimos bateristas que vocês tiveram no começo dos anos 90... Quais são as suas lembranças de Dave saindo da banda?


Mike: Eu só me lembro que ele não estava funcionando mais junto com a banda e acho que Stone Gossard teve que ir falar com ele sobre isso... Pode ter havido coisas negativas que estavam conduzindo a Dave, mas eu não me lembro bem porque foi há muito tempo. Stone e ele tiveram uma conversa e depois ele estava fora da banda... Foi apenas algo em que ele não estava funcionando mais em termos de uma personalidade sensata, pelo que eu me lembro. Mas eu sempre me divertia com ele na estrada e tivemos um bom tempo juntos..., nós realmente nos divertimos juntos.


Ele foi uma parte integrante da nossa banda quando nós precisávamos ter um baterista após a explosão que foi com o lançamento do nosso 1º álbum de estúdio, “Ten” (1991). Dave Krusen, que foi o nosso 1º baterista e que gravou o disco “Ten”, havia deixado a banda para ficar com a sua família. Matt Chamberlain, que era o nosso baterista na época, tinha sido convidado para ser o baterista da banda de apoio do programa de TV, Saturday Night Live, sendo que o PEARL JAM estava prestes a sair numa turnê gigante e já agendada. Foi bem na época também em que o PEARL JAM, SMASHING PUMPKINS e RED HOT CHILI PEPPERS estavam prestes a saírem em turnê juntos, sendo que em seguida foi a nossa estreia no Lollapalooza Festival em 1992. Nós precisávamos ter um baterista certeiro antes desses compromissos acontecerem e foi quando Matt Chamberlain havia nos recomendado Dave Abbruzzese. Ele se encaixou perfeitamente no início, ele sabia como tocar as coisas da bateria e tinha uma dura pancada com uma levada "groove" em particular. Ele tocou no nosso 2º álbum de estúdio, “Versus” (1993), que também é um grande disco, e no nosso 3º álbum de estúdio, “Vitalogy” (1994). Mas assim como as coisas são, as pessoas mudam e todos nós ficamos no meio de um turbilhão e de um furacão de coisas com a banda ficando famosa e gigante ao mesmo tempo. Tensões se ergueram perante isso e honestamente eu não me lembro, cara. Nós tivemos um monte de bateristas e felizmente agora, nós temos Matt Cameron, graças a Deus! (também baterista do SOUNDGARDEN)



Jornalista: No ano passado, vocês tocaram os álbuns “No Code” (4º disco, 1996) e “Yield” (5º disco, 1998) ao vivo em shows, na íntegra e na mesma ordem das músicas que estão em cada álbum. O que você acha que pode ser incluído de bônus quando esses discos forem relançados?


Mike: Boa pergunta... Eu não sei, cara. Eu adoraria logo lançar estas reedições no mercado, mas isso é uma conversa entre Jeff Ament, Eddie Vedder e com a pessoa responsável dessa área, Christian. Eu tenho certeza de que temos algumas coisas que sobraram destes 02 álbuns e que estão flutuando por aí... A maioria foi parar no nosso disco de lados-b e sobras de estúdio lançado em 2003, “Lost Dogs”, então, não deve ter uma grande quantidade de novas músicas para serem incluídas nos relançamentos destes 02 álbuns... Nós temos cofres e mais cofres lotados de arquivos e mais arquivos de canções que todos nós já nos esquecemos, mas estes arquivos são todos categorizados e nós sabemos onde as coisas tangíveis estão quando queremos procurar, mas eu não tenho qualquer tipo de data ou qualquer outra coisa que eu poderia lhe dizer.



Jornalista: Vocês poderiam lançar nestas reedições, os shows que vocês fizeram ano passado quando tocaram estes 02 álbuns ao vivo... Eu acho que seria ótimo!


Mike: Sim, nós fizemos aqueles shows, é verdade. É uma coisa interessante tentar tocar um álbum de estúdio inteiro e na mesma ordem das músicas através de um show, porque isto não lhe dá muita margem de manobra, você me entende? Pelo menos para mim, em termos de improvisação e em termos de como nós estamos acostumados a montar os setlists dos shows durante as turnês. Você apenas precisa representar as músicas do jeito mais perto possível de como elas estão lá no disco e isso requer um pouco de diligência e stress. Mas ao mesmo tempo é uma coisa legal que acontece, então você fica disposto a passar por tudo isso. Até a banda começar a fazer essas coisas, era uma coisa do tipo assim que nós pensávamos: “Sim! Nós temos que fazer desse jeito para ver como irá ficar!" Estruturalmente, as músicas irão soar diferentes em comparação com os nossos setlists que estamos acostumados a fazer, mas na verdade mesmo nós fizemos isso em especial para os fãs... Então, essa foi a importante razão para tocar estes 02 álbuns na íntegra ao vivo.



Jornalista: Você mencionou antes o álbum “Lost Dogs”. Nós poderíamos talvez ver um 2º álbum no estilo do “Lost Dogs” a ser lançado no futuro? Porque vocês tem algumas músicas do 7º álbum de estúdio lançado em 2002, “Riot Act”, e do 8º disco lançado em 2006, “Pearl Jam”, que vazaram na internet há 01 ou 02 anos atrás. Além de ter havido uma conversa em uma entrevista lá em 2009, onde vocês falaram de músicas inéditas que não entraram no 9º disco, “Backspacer” (2009). Vocês chegaram até a comentar que poderia ser lançado um EP só com estas músicas que ficaram de fora do álbum “Backspacer”. Você consegue ver estas músicas sendo lançadas?


Mike: Eu tenho certeza de que nós iremos fazer alguma coisa sim. Nós definitivamente temos músicas que ficaram de fora do álbum “Backspacer” e do nosso último disco também (10º álbum de estúdio lançado em 2013, “Lightning Bolt”). Nós todos chegamos no estúdio com um monte de coisas e ideias, sabe? Alguns da banda olham para elas com atenção e dali pode surgir uma bela música, outros rascunhos alguns da banda as colocam de lado por um momento para depois trabalharmos nela, e outras ideias alguns da banda as colocam em 2º plano.


Estas músicas que ficam esquecidas em 2º plano eu sei que há algumas coisas muito boas nelas e imagino que nós poderíamos ter sim mais 01 álbum para as nossas canções lados-b e covers. Nós apenas precisamos achar uma maneira de passar por estas músicas, você me entende? Nós temos sorte nesta banda em termos de que todos os membros do grupo escrevem um monte de músicas, sendo que Eddie é bastante receptivo a isso nos deixando um monte de canções inacabadas e completas, de modo que isto nos deixa com um monte de material para, talvez, lança-los em um outro álbum no estilo de “Lost Dogs”. Mas eu não posso comentar mais sobre isso, pois se trata de um assunto entre Jeff e Eddie, ok? São eles que cuidam dessa área... Nós realmente não conversamos sobre tudo isso neste ano, mas eu sei que há músicas escondidas e que temos materiais extras, pode ter certeza.



Jornalista: O PEARL JAM já faz há muito tempo que está em uma condição onde podem escolher onde e quando querem tocar. Como vocês decidem onde e quando tocar? E também, aonde você gostaria de se apresentar no futuro?


Mike: Como nós agimos neste processo todo é como nós analisamos os compromissos da banda ano por ano, olhando de onde essas ofertas vêm. Um negócio sensato..., esse é o tipo de análise que você deve ter para tomar as decisões. O que temos de fazer para apoiar o nosso fã clube, a nossa administração empresarial, as nossas famílias, ou seja, o que nós precisamos fazer para atravessar o ano em questão, você me entende? Então, nós temos os determinados lugares que gostamos de ir e que sabemos que irá nos fazer muito bem. Nós estamos muito gratos que podemos ir à América do Sul e tocar para as grandes multidões que realmente existem lá embaixo do planeta..., e eu estou falando de 50, 60 e até umas 70.000 mil pessoas que irão nos assistir em cada estádio de futebol. Cara, a América do Sul é uma experiência muito poderosa e emocionante, sabe? A galera agita mesmo! E pode ser que no início do ano que vem iremos participar dos festivais que sempre acontecem nesta época do ano na Oceania e depois, pode ser que iremos tocar em algumas cidades por onde a nossa turnê americana não passou pelos EUA - com talvez menos datas do que uma turnê completa - mas seria divertido fazer mais alguns shows por aqui sim.


Nós temos que analisar um monte de coisas na programação da banda, sempre ano por ano. Dependendo de como for aquele ano em questão, talvez tenhamos que fazer 03 pernas de 01 única turnê, se apresentar em áreas específicas na Europa e talvez visitar algumas cidades do interior dos EUA - isso tudo são somente hipóteses de uma programação anual, sabe?


Em 2005, nós fizemos a turnê pelo Canadá e depois na América do Sul de uma vez só. Nós não queremos estar sempre fora de casa a toda hora..., nós temos outras coisas que fazemos também, mas certamente adoramos e a gente quer realmente estar viajando em turnês às vezes. Depois de um tempo de descanso, nós todos começamos a nos coçar para tocarmos as nossas músicas juntos novamente e a interagir com o público nos shows, porque é isso o que nós fazemos, certo? Mas nós sempre temos conversado sobre isso, provisoriamente com reuniões sobre o assunto para decidirmos o que iremos fazer para o próximo ano... Estes compromissos nunca são mapeados antes de cada reunião, mas depois de uma reunião finalizada, eles são mapeados com agendas e compromissos confirmados..., se é que isso que eu falei faz algum sentido.



Jornalista: Certo, entendi sim. Aproveitando o gancho, existem planos para comemorar o 25º aniversário do PEARL JAM em 2016? Tipo, que nem fizeram com o festival de rock organizado pelo PEARL JAM e com bandas escolhidas a dedo por vocês para comemorar os 20 anos da banda em 2011? Ou de lançarem um álbum ou um DVD assim como foi com o disco/documentário “PJ20”?


Mike: Eu não ouvi falar de nada sobre isso, mas gostaria de fazer alguma coisa, com certeza. Eu estou feliz por estarmos ainda por perto em atividade e ainda estarmos atravessando por mais 01 ano juntos. É impressionante estar aqui com quase 25 anos de existência e ainda estarmos falando e discutindo sobre o PEARL JAM, porque há um monte de bandas que não estão mais ao nosso redor em atividade e que surgiram na mesma época que nós... Eu me sinto muito afortunado e grato que ainda estamos tendo condições para fazer isso, sabe? Então, quem sabe, provavelmente há algumas surpresas que eu não conheça ainda, mas novamente, nós não conversamos sobre isso por enquanto...



Jornalista: O PEARL JAM têm trabalhado muito ao longo dos anos com o grande produtor musical, Brendan O'Brien. Existem outros produtores que você gostaria de ver trabalhando no futuro com o PEARL JAM, ou é apenas Brendan o cara perfeito mesmo?


Mike: Eu não consigo pensar em ninguém fora do topo da minha cabeça que não seja ele... Eu adoro Brendan e ele é tipo o nosso santuário, sabe? Ele nos “empurra” no estúdio e com certeza nós “empurramos” ele também. Ele é realmente um bom guitarrista, tem um grande ouvido em geral e consegue adquirir um bom som para as nossas gravações. Ele me ajudou a escrever músicas e nos ajudou em conjunto com todo o tipo de “pancada” que as nossas principais músicas pesadas apresentam.


Ele apresentou o seu lado instrumental em “empurrar” uma música chamada "Sirens" através de mim (que foi lançada no último álbum de estúdio), então, eu fiquei muito feliz com a sua direção sobre esta canção. Mas eu não consigo pensar em quaisquer outros produtores que também estão no topo da minha cabeça que gostaria de trabalhar junto. Eu realmente gosto de Brendan e acho que todos nós da banda nos sentimos assim, e é por isso que nós continuamos a trabalhar com ele.


Talvez um dia nós possamos gravar e produzir as nossas próprias coisas por nós mesmos... Nós temos conversado a respeito disso, mas se isso vier acontecer algum dia, nós sabemos que precisamos ter um grande foco sobre esta situação e uma grande quantidade de energia - as quais nós não podemos ainda realizar sozinhos. Brendan ajuda a trazer a energia e o foco necessário, sendo que depois ele encapsula a coisa toda e consegue ter uma visão geral de onde esta coisa pode chegar. Quando você está no meio desse processo todo, às vezes você não sabe para onde está indo, por isso é bom ter um tipo de capitão na sua cabeça.



Jornalista: Qual é o próximo compromisso para você ano que vem, musicalmente falando? Porque você faz muitas coisas, como por exemplo, acabou de participar do gigante evento, “Raw Power”, agora neste mês de Junho/2015 em Los Angeles. Você fez também algumas colaborações com a banda de Seattle, WALKING PAPERS, e voltando um pouco para trás no começo deste ano, com o MAD SEASON também..., é tanta coisa... Então, o que vem por aí para você no próximo ano? Um novo álbum do PEARL JAM? Um novo álbum do MAD SEASON? Novas colaborações?


Mike: Boa pergunta, cara... Eu não sei! Eu estou muito orgulhoso com o lançamento que acabou de sair do show do MAD SEASON, realizado no começo deste ano aqui em Seattle junto com a Orquestra Sinfônica da cidade. Com este lançamento, nós estamos ranqueados na lista da Billboard hoje na posição nº 5, o que é uma coisa bizarra para mim e surpreendente ao mesmo tempo. Essa foi uma viagem incrível que eu comecei há 02 anos e meio atrás, conversando com Ludovic Morlot - que é o maestro da Orquestra de Seattle. Só depois de 01 ano quando eu lhe entreguei o álbum de estúdio do MAD SEASON para ele escutar, ele me disse que sim e que gostaria de fazer este trabalho com as músicas do MAD SEASON. Então, Chris Cornell também se envolveu e este show do MAD SEASON se transformou em algo maior e mais mágico do que eu jamais poderia ter imaginado. Jeff, Stone e Matt Cameron fizeram algumas participações especiais neste mesmo concerto, o que abriu portas para o TEMPLE OF THE DOG se apresentar também. Eu sei que eu vou voltar no tempo agora, mas fiquei muito orgulhoso com este momento e com o lançamento deste show. Talvez, nós iremos lançar mais coisas ainda deste concerto porque ele também foi filmado por câmeras profissionais, sabe? Então, talvez nós iremos fazer alguma coisa com esse material algum dia...


Eu gostaria de fazer outra coisa com a Orquestra de Seattle um dia novamente, mas eu meio que preciso descobrir o que é essa coisa que quero fazer e saber se a Orquestra também gostaria de fazer... Eu adoraria também fazer uma trilha sonora para qualquer filme independente bacana que realmente me toque e que seja do meu jeito...


Eu tenho certeza que nós iremos acabar fazendo algumas coisas com o PEARL JAM no próximo ano... Como eu disse, as oportunidades surgem se você está ciente delas e se mantiver a sua cabeça em foco na situação. Eu não sei..., eu adoraria fazer algo com Chris Cornell novamente, mas ele é muito ocupado, sabe? Mas isso seria uma coisa incrível também e estou ansioso para fazer mais coisas com os caras do MAD SEASON novamente. Eu quero fazer mais trabalhos com esta nova gravadora que montamos também..., talvez algo com a STAR ANNA..., eu gostaria de gravar um álbum para ela também.


FIM!

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