• by Brunelson

Queens of The Stone Age: vocalista fala sobre mudança de som e quando recusou grande oferta


O vocalista/guitarrista do QUEENS OF THE STONE AGE, Josh Homme, foi recentemente entrevistado pelo programa de rádio, Let There Be Talk, e dentre vários assuntos, falou sobre recusar uma oferta de (supostamente) 07 dígitos para fazer um show em Dubai.

Seguem alguns trechos:

Josh Homme: "Com base no que o meu pai me dizia: 'Se você está fazendo algo por 20 anos e não é mais fácil, então, você está fazendo errado'. A verdade é que provavelmente não deveria ter usado esse exemplo, porque acho que compor músicas é muito mais difícil do que nunca, mas eu entendo o que ele quis dizer".

"No começo, você está inspirado, ainda não conseguiu nada e com toda aquela ingenuidade e inexperiência... Era tão simples assim, mas então, essa fase acaba e gosto de me mover devagar pelas fases artísticas".


“No começo, tudo bem, eu não queria mesmo sair daquela fase e fiquei lá um bom tempo, o que foi bom, sabe? Mas não posso ficar lá por muito tempo, porque se você não for para a próxima fase, então, você está se copiando ou não está crescendo".

“E nós como seres humanos estamos crescendo, morrendo e temos que crescer para a próxima fase. Eu acho que algumas pessoas passam por essas fases, já outras pessoas não chegam a essas outras fases, mas a próxima fase de composição parece mais, tipo: 'Ok, as letras estão começando a ser importantes pra mim e eu percebo que tenho padrões de palavras, então, não posso ficar fazendo o mesmo som o tempo todo'".

“Você começa a eliminar coisas e percebe que está no topo da pilha de coisas que fez a vida inteira... Percebe que é uma vista diferente, mas a pilha é frágil e quanto mais alta for a pilha de coisas que você fez, melhor fica a sua visão. É incrível e sinto como se, nesse ponto, pudesse tirar o chapéu para coisas que fiz no passado, o que é bom".

“Percebo de coisas, tipo: 'Ah, essa música é um primo da canção 'Regular John' (1º disco, "Queens of The Stone Age", 1998)'. Reconheço que é e é mesmo o que parece, mas eu tenho que seguir em frente e é onde as coisas ficam mais traiçoeiras, porque subir naquela pilha fica mais difícil agora”.

Radialista: Costumo olhar para você de uma forma que está sempre buscando o seu melhor, pois os artistas que estão constantemente tentando evoluir não fazem mesmo a mesma coisa. A primeira coisa com você era não fazer a banda KYUSS umas 400 vezes e isso me lembrou de Joe Strummer (frontman do THE CLASH), onde ouvi dizer que ofereceram a eles U$ 30 milhões de dólares para fazer a turnê do Lollapalooza Festival... Não sei se é verdade ou o que quer que seja, mas eles falaram "não".

Homme: "Ah, o dinheiro nunca faria isso por mim. O dinheiro é um subproduto do trabalho árduo e do amor ao que você faz. Não preciso de dinheiro para ser feliz, então, gostei de recusar muito dinheiro na minha carreira".

“Na verdade, adoro isso, tipo, é ótimo ser: 'Ah, não... Você pensou que poderia comprar o que fazemos?'. Como em Dubai ou algo assim, não me lembro mais, onde algumas famílias nos convidaram para tocar numa festa de aniversário".

“Eu estava tipo: 'Essas pessoas tocaram junto com ele…’ Tudo bem, não vou mencioná-los aqui, mas, pesquisando sobre essa pessoa, é algo como contra a humanidade ou tipo assim, ok?"

“E a oferta continuou aumentando porque dissemos 'não', e eles falavam para nós: ‘Vamos mandar um jato particular para pegar vocês... Você acha que isso seria o suficiente?'".

“Eu cheguei a falar: 'Eu vejo onde está o problema disso. Você acha que há um número que fará o que você quer e é assim que você está acostumado a fazer as suas coisas. Você não está acostumado com isso, que é: eu não farei isso para você! Estou gostando que você continue voltando e voltando para ouvir a palavra 'não', triste isso... Você vai ouvir cada vez mais e isso aqui está ficando cada vez melhor, porque, quanto mais dinheiro, melhor!'"

"Há um número... Sim, certamente há um número e tenho certeza que realmente houve em algum ponto, mas seria tão astronômico! Tenho certeza de que todo mundo tem um número".

“O número está realmente fora de sintonia, só para ser engraçado, no mínimo..."

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