• by Brunelson

Chris Cornell: "fico desconfortável em situações, mas conhecer David Bowie era essa luz brilhante"


As histórias sobre David Bowie ser um verdadeiro cavalheiro são abundantes. Todos, de Tina Turner a Nile Rodgers e até mesmo Brian Molko, nos presentearam com histórias do nativo de Londres, coloridas por suas idiossincrasias brilhantes e natureza humilde.

Embora a lousa de Bowie não esteja completamente limpa, devido a alguns comentários um tanto confusos na década de 70, uma coisa é clara: Bowie era uma luz brilhante depois de limpa. Ele deu um bom exemplo para muitos músicos iniciantes que queriam imitar a qualidade celestial do "The Starman".

Se você assistir a qualquer entrevista com Bowie ou ler algum discurso, verá que, na maioria das vezes, ele era um sujeito muito receptivo, pronto para falar sobre tudo e qualquer coisa com qualquer pessoa. Foi essa natureza gentil que o tornou querido pelos fãs e seus colegas. Isso só tornou a notícia de sua morte em janeiro de 2016 ainda mais difícil e o mundo perdeu uma de suas luzes mais brilhantes em um ano fatídico na música.

Um de seus maiores fãs, que também passou a ser um ícone por si só, foi o falecido Chris Cornell do SOUNDGARDEN, TEMPLE OF THE DOG e AUDIOSLAVE. Cornell idolatrava Bowie desde o momento em que ele viu pela primeira vez o personagem Ziggy Stardust nos anos 70, e o resto foi história...

Poucos dias após a morte de Bowie, Cornell escreveu uma longa homenagem ao seu ídolo na revista Rolling Stone e revelou uma anedota em que Bowie lhe mostrou a sua verdadeira qualidade de estrela: sua benevolência.

Cornell lembrou: “Mais tarde na minha vida, fiz parte de uma edição de música da revista Vanity Fair, onde havia muitas pessoas incríveis lá para uma sessão de fotos. Bowie era uma delas e essa foi a primeira vez que o conheci. Eu quase prefiro não conhecer alguém de quem sou fã porque tenho medo de que eles digam ou façam algo que mude como me sinto quando ouço a música deles, mas Bowie era um cara incrível, super inclusivo e caloroso. Estou sempre desconfortável na maioria das situações, mas ele deixou todo mundo confortável. Ele era essa luz brilhante”.

Cornell continuou: "A nossa conversa foi muito, tipo: 'Como você está?' e 'Isso não é divertido?' e 'Não é emocionante estar na mesma sala com Stevie Wonder e Joni Mitchell ao mesmo tempo?' Eram apenas conversas normais, sabe? É como se ele visse que eu estava desconfortável e se esforçasse para aliviar esse desconforto e me fazer sentir feliz com isso. Foi um momento de compaixão para um cara que não precisava necessariamente ser assim. Apesar das minhas preocupações, saí mais animado ainda para ouvir a música dele”.

Um conto incrível com 02 dos maiores nomes de todos os tempos na história da música...

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