• by Brunelson

Ramones: a resenha do álbum "Halfway to Sanity"


A biografia dos RAMONES, “Hey Ho Let’s Go: A História dos Ramones”, escrita pelo jornalista musical inglês, Everett True, foi lançada originalmente em 2002. Este jornalista era da revista Melody Maker e foi a mesma pessoa que "descobriu" o grunge em 1989 e mostrou à imprensa britânica, antes ainda do gênero explodir no mainstream em 1991.


Portanto, segue logo abaixo um trecho desse livro onde é destacado o 10º álbum de estúdio dos RAMONES, “Halfway to Sanity”, e que havia sido lançado em 1987:




A gravação do disco “Halfway to Sanity” (10º álbum) começou no início de 1987, de novo no Intergalactic Studio (onde foi gravado também o 9º disco da banda), uma vez que poupar dinheiro era uma prioridade. “Era uma espelunca suja e escura na região de Midtown, New York, onde alguém conseguiu um desconto. Deixou de existir já faz um tempo, sabe?”, disse Daniel Rey, com um sorriso no rosto (guitarrista de estúdio dos RAMONES, produtor desse álbum e grande amigo do grupo). A banda gravava as trilhas básicas de tarde, com Joey Ramone (vocalista) acrescentando os vocais à noite. Era mais rápido aprender as músicas sem os vocais e assim o faziam – apesar da vontade de Joey em ensaiar a entoação das letras.


“Os outros 03 estavam sem paciência”, confessa Rey. “Naquele momento eles não se davam muito bem. Havia desentendimentos entre Johnny Ramone (guitarrista) e Joey”.


Apesar de “Halfway to Sanity” ser um dos preferidos de Rey, o disco marca um ponto baixo na carreira dos "bro". Não foi culpa de Rey. Ele fez o melhor possível com o material disponível e pelo menos trouxe uma consistência renovada ao som da banda. Joey quase não compunha mais e Dee Dee Ramone produzia letras sem inspiração (baixista). Também havia de lidar com o novo estilo de guitarra de Johnny - que era mais sofisticado. Os RAMONES ainda estavam tentando reproduzir o som punk de linha dura, mas sem a paixão ou o poder dos anos 70.


“Não havia dinheiro”, diz Ida Langsam (publicitária da banda). “Todo mundo sempre tinha receio de investir nos RAMONES – tudo era feito do jeito mais barato possível. Isso não quer dizer que foi mal-feito... Apenas todos perguntavam: ‘Onde podemos pagar menos? Quem fará o serviço por menos?’ Os RAMONES nunca receberam o merecido respeito pela banda do calibre que era, um respeito que muitas bandas menores receberam. Todo mundo pensava neles como uma banda local e amigos de todo mundo. Não paravam de perguntar: ‘Quando vão estourar? Quando chegarão a ser uma grande atração? Quando serão astros do rock?’”


“Havia problemas entre pessoas que eram diferentes uma das outras”, explicou Johnny. “A produção, Richie Ramone (baterista)... Era um saco fazer isso. Ninguém ouvia Daniel, não o deixavam fazer o que ele queria e algumas pessoas estavam reclamando. Ficou muito difícil”.


Joey escreveu pelo menos 01 música de qualidade para “Halfway to Sanity”, chamada “Bye Bye Baby” (uma canção que depois apresentou Ronnie Spector - ex-vocalista da THE RONETTES - quando os 02 regravaram juntos essa música nos anos 90). Era uma canção lenta e chorosa, no estilo dos grupos vocais femininos dos anos 50 e 60, com a guitarra imitando um lindo carrilhão. Foi fora do lugar entre tantas músicas no disco que falavam sobre “homens-vermes” e “caras de fuinha”. Nela, Joey realmente canta, em vez de gritar em uma voz descrita sem razão pela revista Stereo Review, como: “Um barítono esdrúxulo de sapo, como se Mick Jagger (vocalista do ROLLING STONES) estivesse imitando um velho negro caipira”.


A música, “A Real Cool Time”, também é boa – uma canção homenageando o espírito das festas de praia e o Cat Club, apesar, ou talvez até por causa, de uma melodia bem parecida com a música “The Kids are Alright”, da banda THE WHO. Virou o 1º single do disco na Inglaterra num vinil de 12 polegadas com uma versão fiel da música “Indian Giver” no lado B - cover da banda 1910 FRUITGUM COMPANY. Infelizmente, Joey parece o comediante inglês Vic Reeves, imitando um cantor de boate barato nessa última canção. Também no lado B, a inconsequente música, “Life Goes On”.


Algumas das outras canções, em especial as músicas “divertidas” de Dee Dee como, “Bop Til You Drop” e “Go Lil’ Camaro Go” (nessa última, Debbie Harry - vocalista do BLONDIE - pode ser ouvida cantando ao fundo), deixam a impressão de terem sido compostas em poucos segundos - como provavelmente foram. Ainda assim, o baixista foi capaz de tirar sarro da sua própria situação em alguns trechos na música "Bop Til You Drop": “Você tentou e tentou / Mas você é um fracasso / Você tem 35 anos / E ainda empurra um esfregão”. Joey cantou com uma voz devastada pelo álcool nessa música.


“Johnny foi rapidinho no estúdio”, lembra George Tabb (roadie dos RAMONES), que também estava gravando no mesmo estúdio com a sua banda, FALSE PROPHETS. “Era muito engraçado, porque Johnny vivia dizendo: ‘Chega, chega, está ótimo, não gaste mais do meu dinheiro, o som está perfeito!’ Entretanto, Joey, sempre o artista, dizia: ‘Preciso fazer os meus vocais, preciso fazer os meus vocais!’, enquanto o baterista reclamava da bateria... Então, Johnny dizia: ‘Dane-se, isso é os RAMONES e o som é assim mesmo!’”


“E tinha razão”, acrescenta George. “Eram os RAMONES! Johnny era um bom homem de negócios nesse sentido. Ouvi falar de outras pessoas e figuras do rock que elas não gostavam de Johnny, mas quer saber de uma coisa? Ele sempre tratava bem a rapaziada, os fãs adolescentes e ele sempre respeitava as cartas que recebia dos fãs. Ele me mandava um cartão de Natal todo ano assinando: ‘Um abraço, Johnny’ – minha nossa, recebi cartões de Natal de Johnny Ramone!”


02 outras canções do disco merecem destaque - ambas colaborações entre Dee Dee e Daniel Rey. A 1ª, “I Wanna Live”, é veloz, dura e barulhenta. Os versos: “Enquanto carrego a minha pistola / De fino aço alemão”, foram repetidos depois em uma entrevista que Dee Dee concedeu aos jornalistas Ken Hinchey e Mike Vought numa sessão de fotos. Mesmo com 02 minutos e 39 segundos, a música é longa demais.


Este foi o 2º single do disco no mercado inglês. O vídeo clipe mostrava a banda tentando se aproveitar da popularidade no estilo hardcore de ser, com cenas um tanto amadoras filmadas propositalmente em preto e branco durante a turnê da banda. Foi filmada também na van do grupo com os "bro" visivelmente cansados, também apresenta filmagens no palco com os skinheads dançando e Joey vestindo uma camisa da banda CORROSION OF CONFORMITY com aquela maldita luva de couro de sempre. A plateia estava pogando e fazendo mosh - 02 coisas que os RAMONES odiavam na vida real.


“Eles detestavam e tentavam impedir dentro do possível”, afirma Arturo Vega (iluminador e designer da banda, criador do clássico logo dos RAMONES), “mas sempre rolava shows apesar disso. A garotada sabia dar um jeito, mas quando os processos judiciais começaram a chegar, vários clubes tentaram proibir também. Às vezes, os seguranças também dificultavam a vida da banda, sabe? Uma vez, estávamos em Tijuana, México – e claro, era Tijuana, vale tudo! A plateia estava pulando de um mezanino de pelo menos uns 06 metros de altura! Pulando sobre a multidão... Foi demais, cara! Muito legal!”


Dee Dee aparece assustadoramente ensandecido no vídeo clipe como um pequeno demônio. Não chega a ser surpreendente - em seu livro, ele conta que apareceu para a sessão de filmagens em um macacão de veludo bordô, correntes de ouro, boné e curtindo uma baita ressaca. Os outros músicos se enfureceram com o seu visual "não-punk". Dee Dee, então, continuou narrando uma fábula especialmente louca envolvendo fogos de artifício, pêssegos, crocodilos e um carro que explodiu em chamas antes de afundar lentamente em um poço de areia movediça num pântano. Então, ele e os seus amigos se viram rodeados por crocodilos em uma rodovia na Florida, a quilômetros de distância do pântano citado por Dee Dee (que na vida real, já estava incendiado e completamente queimado há tempos). No fim, o bando miserável conseguiu chegar a um show em Miami no bagageiro de uma velha caminhonete. Ela estava vindo do Brooklyn, New York, trazendo consigo o bando de “pinheads” que havia salvo do pântano.


Entretanto, a 2ª música da parceria Dee Dee/Daniel Rey, “Garden of Serenity”, é uma tentativa razoável de produzir uma canção no estilo hardcore e bem melhor (de longe) do que qualquer música do péssimo lado B que este álbum nos apresenta, como a canção “I Lost My Mind”, na qual Dee Dee imita cantores ingleses como Johnny Rotten (vocalista do SEX PISTOLS) e fica audivelmente entediado com a falta de qualquer coisa interessante na música. Também chatas foram as músicas “I Know Better Now” e “I’m Not Jesus”. Esta última com um som parecido à banda BLACK FLAG e que teria saído melhor se Dee Dee tivesse cantado.


Para a capa do disco, George Dubose (fotógrafo da banda) transportou os RAMONES para o bairro chinês de New York, onde encenou a foto numa escada dentro de um prédio antigo. “O meu primo e um amigo dele foram convocados para controlar a multidão”, segundo George. A dupla é citada como os "Husky Brothers" no encarte do disco. “Tinha luzes vermelhas e uma máquina de fumaça... Tudo estava prontinho às 16:30hs no horário combinado. Após expor somente 03 rolos de filme, Johnny quis encerrar a sessão. Eu dizia para ele que a gravadora Warner Bros. (que havia comprado a gravadora dos RAMONES, Sire Records) havia me pagado uma puta grana, mas ele não estava nem aí. Monte Melnick (gerente de turnê da banda) disse que, se não queriam fotografar mais nada, não haveria mais. ‘Está protegido, eu sirvo de testemunha’, ele me disse. A coisa toda durou somente uns 10 minutos, cara... Depois, eu fui a um cemitério chinês e fotografei algumas lápides esverdeadas que acabaram saindo na contracapa do disco. Finalmente, tirei algumas fotos de patos de decoração que ficavam pendurados nas janelas dos restaurantes chineses, com molho pingando dos seus rabos. Isso também acabou entrando no encarte do álbum”.


Os RAMONES viajaram pelo país inteiro em 1987 fazendo shows e chegando a fazer algumas poucas apresentações na América do Sul em Fevereiro – onde venderiam mais ingressos que o ROLLING STONES.


Então, Richie saiu. A sua saída foi inesperada – só é possível imaginar, se bem que a banda discutia tanto quanto os boatos diziam, que ninguém esperava a saída de ninguém. Richie, porém, estava de saco cheio. Descontente com o seu salário – e com o fato de ter um salário – demitiu-se depois de um show em East Hampton, Connecticut, no dia 12 de Agosto/1987, justamente antes de 03 shows em New York (cancelados em seguida). Como a banda contou depois, o problema era que Richie foi direto ao empresário com as suas reclamações – as quais tinham sido reforçadas por sua companheira sem nenhuma necessidade. Na mesma época, Richie havia deixado a sua namorada por outra, com quem se casou – então, os RAMONES imediatamente botaram a culpa na moça.


“Senti-me ferrado”, Joey disse. “Eu e Richie éramos amigos. Ele era bem mais que um baterista, mas estava fora de si. Disse que só faria os shows de New York se recebesse limpo U$ 500,00 dólares cada. Eu tenho certeza que ele achou que nos tinha na palma da mão, já que o novo álbum de estúdio estava a caminho”.


Acontece que, se Richie foi ao empresário, Joey tinha apenas a versão do empresário do que se passou, mas fosse qual fosse a realidade, o incidente deixou um gosto amargo para todos, o que resultou na família ramones não falar sobre Richie até hoje - apesar de todos concordarem que, deixando de lado a sua saída abrupta, ele era um cara legal.


Um empresário mais sensível talvez tivesse agido abertamente... (Danny Fields, a tempos não era mais o empresário da banda).


“Richie era o meu favorito”, disse George Dubose. “Ele escreveu algumas das melhores músicas também. Eu achei que foi uma grande vergonha quando ele saiu... Em vez disso, deveriam ter demitido Johnny. Richie foi demitido porque estava ganhando U$ 250,00 dólares por semana e queria 25% das vendas das camisas, sendo que os outros 03 não ficaram muito felizes com isso, mas ele se demitiu bem antes de uma grande apresentação e isso não foi muito profissional. Lembro de ter pensado: ‘Por que eles não demitem Johnny?’ De qualquer forma, ele nem é um bom guitarrista – apesar de tocar guitarras da marca Mosrite, as mesmas usadas por bandas como THE VENTURES e B-52’s, Johnny não tocava porcaria nenhuma”.


“Eram uma típica família disfuncional”, disse George Tabb, “mas havia entre eles o verdadeiro amor. Quando Richie foi embora, Johnny me ligou e disse: ‘Hey, você conhece alguns bons bateristas?’ E eu pensei: ‘Eu poderia tocar bateria, mas sou ruim’. Então, comecei a perguntar por aí: ‘Hey, você gostaria de tocar bateria nos RAMONES?’ E todos respondiam: ‘Bem..., quanto eles pagam?’ ‘Os RAMONES estão tão passados!’ ‘É muito simples para mim!’ ‘Ficaria entediado!’ Seus cuzões! Idiotas!! Era a maior chance do mundo!!! Assim, acabaram fechando com Marky Ramone e o pegaram de volta”.


Menos de 01 semana depois de ter sido chamado de volta, Marky estava no palco como um ramone mais 01 vez, no dia 04 de Setembro/1987 em Oyster Bay, New York.


“Era a mesma coisa de sempre”, disse Marky. “O novo roadie se apresentou a mim... Usei a bateria da equipe, porque eu tinha me livrado de tudo o que tinha – todos os meus kits de bateria, eu não estava nem aí na época..., vendi tudo! Eu me livrei daquele velho conjunto porque não gostava do acabamento da madeira e da cor. Então, as baterias da marca Pearl me patrocinaram gratuitamente – eles me mandaram um conjunto preto quando me juntei à banda pela 2ª vez, a cor que eu queria. Me deram uma toda azul para ser usada no estúdio e depois, pedi um conjunto prateado feito sob encomenda que ficou por anos na banda. Excursionei com ela durante 05 anos... Agora, ela está no museu do Hall of Fame perto das baterias do KISS e de Keith Moon (baterista do THE WHO)”.


Qual era a grande diferença da 1ª e da 2ª fase de experiência com os RAMONES? Marky explicou:


“Foi tudo a mesma coisa. Eles se aqueciam uns 10 minutos antes do show, a contagem dava início e era isso. Os roadies montavam a bateria – eles mexiam na sua maconha ou na sua bebida de vez em quando, mas sempre fizeram bem o trabalho. Na 1ª fase, era a bebida e a maconha, onde eu e Dee Dee ficávamos acordados até às 06:00hs da manhã. Eu era um bebum. Quando bebia, bebia mesmo! Entretanto, sempre tocamos bem... Ainda é difícil de acreditar”.


“Uma vez, vi Marky beber 16 martínis duplos em Cleveland”, confirma Monte Melnick. “Na manhã seguinte, durante as entrevistas, ele vomitava a cada 10 minutos. Eu tive que dar a ele o crédito por ter mudado a sua vida, porque ele tinha um grande problema com a bebida”.


“Quando eu voltei, estava sóbrio”, continuou Marky. “Não queria ser tratado diferente, não queria que eles pisassem em ovos por minha causa. Só fiz o que tinha que fazer. Rapidamente, eles tentaram com Clem Burke (baterista do BLONDIE) e não deu certo, então, me chamaram e eu fui ao estúdio e pronto. Nada tinha mudado além de mim. Estar sóbrio é muito melhor, sabe? Por 80 minutos é preciso bater 16 notas constantemente no chimbal da bateria, além de estar pronto para aqueles ‘1-2-3-4!!!’ É preciso ficar atento para o que se passa o tempo todo”.


As críticas do álbum “Halfway to Sanity” em Setembro/1987, eram surpreendentemente favoráveis, considerando tudo – certamente na cidade natal dos RAMONES, New York, a Billboard criticou a Sire Records por não lançar a canção, “Go Lil’ Camaro Go”, como single. O jornal The New York Post, o considerou um grande álbum, mas a imprensa inglesa estava calada. De fato, apesar de outra turnê de 11 datas no Reino Unido, era como se os RAMONES tivessem desaparecido do mapa - 01 álbum ruim podia ser perdoado ("Animal Boy", o disco lançado antes desse, em 1986), mas 02 em seguida? A imprensa de música britânica não é tão instável como as pessoas dizem, apenas seletiva.


“Estes álbuns não soam bem sem algumas das músicas de Joey para contrabalançar com as de Dee Dee”, explicou o fã/guitarrista, Mark Bannister. “Não havia equilíbrio. No show na Academia de Brixton, Londres, em Outubro/1987, eles pareciam estar indo ‘no automático’ e eu fiquei muito puto com isso. Não comprei nenhuma camisa! No verão seguinte, os RAMONES tocaram em Brixton novamente, mas eu fui ao show de retorno da banda THE DAMNED e só tinha dinheiro para 01 show... Senti um pouco de culpa”.


Os RAMONES tocaram em 53 datas no ano de 1987 na Europa e nos EUA (contando somente as apresentações com Marky na bateria), antes de terminar com o show tradicional de réveillon, dessa vez em Long Island, New York.


Com Marky de volta ao barco, era como nos velhos tempos..., exceto, é claro, por não ser.


A turnê seguiu incansavelmente em 1988, marcada com mais de 100 shows em países tão díspares quanto Finlândia, EUA, Porto Rico, Japão e Inglaterra. Os membros da banda mal se falavam... Sentia-se que, caso parassem por apenas 01 segundo, eles se separariam. Marky estava bem, mas Joey continuava bebendo demais e só Deus sabe em que mundo estava Dee Dee. Johnny, é claro, ia embora para o seu quarto de hotel ou se ocupava com outros compromissos, sempre que o trabalho (show) estivesse completado. Ele dizia: “Você não anda por aí com os seus colegas de trabalho depois que o dia termina, não é?”



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Os RAMONES eram motivados pela busca do sucesso?


“O que é fantástico sobre o legado dos RAMONES, é que não é baseado em algo efêmero como um sucesso de rádio. Eles riram por último porque terminaram fazendo história e sendo amados. Não tiveram um disco de sucesso – o que poderia significar que você estaria dizendo na época: ‘Oh, Deus, estou realmente envergonhado em gostar disso’. As memórias não foram barateadas... Os RAMONES terminaram tendo uma qualidade de sucessos que pode ser equiparada à dos BEATLES, ROLLING STONES e ao THE WHO, sem nunca terem conseguido um single de sucesso, quando de fato tudo o que fizeram foram singles de sucesso. Os RAMONES foram uma banda de rock’n roll legítima, mas não estavam fazendo apenas músicas rock do jeito que muita gente define. Fizeram música rock de ponta e era tão de ponta que não cabia na rádio. Era uma coisa muito real! Em certo sentido, a estação de rádio para os RAMONES ainda não fora inventada, mas uma vez que estivesse no ar, essa rádio iria tocar RAMONES o tempo todo, todos os dias! Só com as canções matadoras, sem encheção de espaço”. (David Fricke – jornalista da revista Rolling Stone há mais de 30 anos).


“É frustrante... Isso ainda permanece do mesmo jeito, mas tenho que me lembrar de que fui mais longe do que jamais pensei quando comprei a minha 1ª guitarra. Estou aposentado e não preciso mais trabalhar. Tenho que lembrar isso a mim mesmo porque, caso contrário, começo a pensar que não consegui o que queria. Quando se é um atleta, a pessoa sabe que foi bem-sucedida ao ganhar um campeonato. Com a música é mais difícil, sabe? Como saber se você foi bem-sucedido ou não? Pelo número de pessoas que você influenciou? Certo, ótimo..., mas e se mesmo assim você não vendeu muitos discos? Porque se você vendeu discos, significa que é realmente bem-sucedido, mas se você não vendeu o que a mídia especulava, significa que você não influenciou ninguém e que a sua banda é péssima? Eu não sei... Não há uma definição real para ‘bem-sucedido’”. (Johnny Ramone).


E assim, os RAMONES caminhavam...


Track-list:


1- I Wanna Live

2- Bop Til You Drop

3- Garden of Serenity

4- Weasel Face

5- Go Lil' Camaro Go

6- I Know Better Now

7- Death of Me

8- I Lost My Mind

9- A Real Cool Time

10- I'm Not Jesus

11- Bye Bye Baby

12- Worm Man

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