Dave Grohl: TOP 10 das músicas em que ele descasca a bateria.

October 4, 2016

10. “Tourette’s” (NIRVANA, Álbum “In Utero”, 1993)

No álbum “In Utero” (4º e último disco), há uma mudança notável na forma de como a bateria soa. Onde no álbum “Nevermind” (2º disco, 1991) encontramos uma bateria soando nítida, clara e muito barulhenta, no disco “In Utero” a bateria se apresenta mais como “um soco na cara”, soando semelhantemente a uma banda de garagem. Há visivelmente menos retoques de estúdio, demonstrando uma emoção mais crua derramada através de cada música presente nesse disco. Assim como na canção “Tourette’s”, encontramos Dave Grohl se entregando com justiça a este clássico subestimado do NIRVANA. Com preenchimentos rápidos e uma caixa batendo absolutamente nervosa, esta canção exige, igualmente, tanto a atenção dos fãs da banda quanto à de bateristas que não curtem o grupo.

 

 

9. “Radio Friendly Unit Shifter” (NIRVANA, Álbum “In Utero”, 1993)

O compasso alternado entre a caixa e o bumbo realmente assusta aos mais incrédulos - sem saber que na ponte da música a bateria vai fazer você cair de joelhos... Depois, a canção vai se definhando com a bateria levando o compasso inicial e carregando todo o “noise” para a parte final. Alguém saiu correndo de medo?

 

 

8. “I’ll Stick Around” (FOO FIGHTERS, Álbum “Foo Fighters”, 1995)

Para a estreia do FOO FIGHTERS, Dave foi o show de um homem só de perfeição musical (ele gravou todos os instrumentos neste álbum). Na sua 1ª aventura musical em sequência trágica da morte do NIRVANA, Dave estava no controle completo e capaz de empurrar a sua visão musical para todo o planeta ver e ouvir. Na canção "I’ll Stick Around", Dave absolutamente pune a sua bateria, fornecendo as bases para este casamento entre o grunge e o punk rock. Na introdução da música, a partir do rolo de abertura na caixa com um laço de 04 sutis contagens no bumbo, a bateria conduz e nos atinge mostrando o FOO FIGHTERS no seu início de carreira.

 

 

7. “Serve The Servants” (NIRVANA, Álbum “In Utero”, 1993)

Neste álbum, como já foi dito, a banda foi claramente se movendo em direção a um disco que soasse mais cru e menos polido. Desde as primeiras notas de abertura do álbum com a música "Serve The Servants", uma troca da guarda musical é inegável de se notar. Ao longo da sua história de vida como baterista, Dave Grohl tem sido conhecido por fazer uso de 02 batidas consecutivas na caixa. Quando as batidas consecutivas aparecem no refrão, a banda compensa o baixo e a guitarra de uma forma que pode soar, digamos, chocante, mas em última análise, que funcionou muito bem.

 

 

6. “Scentless Apprentice” (NIRVANA, Álbum “In Utero”, 1993)

O NIRVANA também é conhecido por apresentar músicas onde o início são introduzidas pela bateria. Méritos a Dave Grohl por mostrar o seu leque de variedades influenciado pelo maior baterista de todos os tempos, John Bonham, do LED ZEPPELIN. Assim como o seu mentor, aqui nesta canção Dave está tocando com as suas botas de chumbo – é possível escutar a reverberação da bateria na introdução. Se preparem..., porque alguém pode sair correndo de medo também.

 

 

5. “No One Knows” (QUEENS OF THE STONE AGE, Álbum “Songs for The Deaf”, 2002)

Em 2002, Dave Grohl fez um retorno total para a bateria quando ele tocou com o QUEENS OF THE STONE AGE na gravação do 3º álbum de estúdio, “Songs for The Deaf”. No 1º single do álbum - a canção "No One Knows" - Dave estabelece uma linha tão firme e frenética que não é possível imaginar você não prestando atenção enquanto ouve. Trancado junto com o baixista Nick Oliveri durante os versos rítmicos em uma magnífica seção, o refrão da música é onde está o pote do tesouro. A bateria de Dave Grohl preenche todo o espaço, amarrada pelas viradas nos tons e caixa da bateria. Estas viradas são tão rápidas e tão precisas que você realmente não pode fazer mais nada, além de se sentar e ouvir com admiração esta música.

 

 

4. “Mind Eraser No Chaser” (THEM CROOKED VULTURES, Álbum “Them Crooked Vultures”, 2009)

Em 2009, Dave apareceu na cena musical novamente como baterista do supergrupo THEM CROOKED VULTURES. Junto com o baixista do LED ZEPPELIN, John Paul Jones, e com o vocalista/guitarrista do QUEENS OF THE STONE AGE, Josh Homme, os “abutres” de 01 único álbum de estúdio são realmente uma bênção musical. Na música "Mind Eraser No Chaser", Dave mantém pressionado todo o ritmo da canção sem esforço nenhum, deixando o ritmo solto e com fluxo livre durante os versos antes de martelar no refrão - tudo ao mesmo tempo, fazendo ainda os back-vocais para deixar tudo numa boa medida.

 

 

3. “Drain You” (NIRVANA, Álbum “Nevermind”, 1991)

Na música "Drain You", Dave entrega as mercadorias durante os versos com um padrão de bateria único, composto por: chimbal-caixa-chimbal-caixa-caixa e assim sucessivamente. É mais um exemplo de sucesso da utilização consecutiva da caixa. Onde um monte de bateristas faria um padrão básico de bateria para uma música tão rica em harmonia melódica, Dave toma uma curva à esquerda - dando a canção um balanço otimista e que leva todo o caminho até um belo fim. Como baterista, Dave está no seu melhor quando ele anda numa linha de querer servir à música, deixando-a muito interessante - esta canção resume muito bem este sentimento.

 

 

2. “Song for The Dead” (QUEENS OF THE STONE AGE, Álbum “Songs for The Deaf”, 2002)

Dave Grohl é soberano em todas as canções neste álbum do QUEENS OF THE STONE AGE. Na música "Song for The Dead", não há outra canção nesse disco com maior desempenho da bateria, ainda mais quando a música começa com Dave entrando como se estivesse participando de uma competição no estilo “começa e para” - você sabe que ele está construindo algo insano..., e ele realmente faz. Com vários rápidos rolos de caixa, a música funde um congestionamento orientado por uma batida única, empurrando e puxando todo o caminho que está à frente. A canção vai para outro nível na parte final, com a beleza absoluta de um caos controlado por uma bateria que pode vir a ser o melhor momento de Dave Grohl no seu instrumento de nascença.

 

 

1. “Everlong” (FOO FIGHTERS, Álbum “The Colour and The Shape”, 1997)

Um fato bem conhecido sobre Dave Grohl, é que ele tocou todos os instrumentos no álbum de estréia do FOO FIGHTERS - com a única exceção na parte da guitarra interpretado por Greg Dulli da banda AFGHAN WHIGS na música "X-Static". Um fato menos conhecido é que ele realmente acabou tocando bateria em 90% nas músicas do 2º álbum de estúdio, “The Colour and The Shape”. A clássica música "Everlong" pode ser a mais conhecida canção do FOO FIGHTERS e que nos foi apresentada com um hilário vídeo clipe na MTV. Ela possui um refrão perfeito e insano que transcende os gêneros musicais com o seu apelo universal. Mas a bateria..., o que dizer da bateria nesta música? A grande habilidade para qualquer baterista é a independência: a capacidade de ter cada mão e cada pé operando de forma independente no seu instrumento. A canção "Everlong" é uma lição de independência, onde o padrão de alta qualidade do chimbal sobre os versos se mistura com o ritmo da batida real, soando mais como uma orquestra de bateristas. As camadas de rolos da caixa no refrão também deixam as marcas corretas de preenchimentos em torno da bateria. Se você ouvir esta música e se concentrar apenas na bateria, a canção vai terminar e você vai estar em choque com o que acabou de ouvir. Dave Grohl é um homem de muitos talentos, mas na bateria é onde ele realmente se define como algo além da imaginação - não só em termos de habilidade e paixão, mas também em divertimento puro.

 

 

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